5 comentários:
De Mas quê a 21 de Dezembro de 2010 às 10:48
Ora, aqui está um post que muito nos, lhes, deveria fazer reflectir. Mas quê, pensar dá tanto trabalho e é uma canseira danada!
Já não vale a pena, tão pouco, falar em fazer o que quer que seja salvo se for lamuriar ou denegrir o que já vai negro, demasiadamente.


De Os Candidatos e propostas são DIFERENTES a 21 de Dezembro de 2010 às 10:02
Diferenças

Ontem, na apresentação da Comissão de Honra e do Contrato Presidencial da candidatura de Manuel Alegre, Maria de Belém disse, entre muitas outras coisas acertadas, que
a diferença entre DIREITOS e CARIDADE(zinha) reside no facto de os primeiros serem matéria de reivindicação e a segunda de agradecimento e gratidão.

Para quem gosta de dizer que "é tudo igual" já aqui tem uma, senão a essencial, razão para entender que
nem tudo, nem todos, são iguais e que a candidatura de Manuel Alegre contém todo um mundo de diferenças da de Cavaco Silva.

Não se tratam só de diferenças formais ou ideológicas, tratam-se de caminhos diferentes para se obterem resultados diferentes.

Enquanto Alegre fala de boa ou má CIDADANIA e de bom ou mau HUMANISMO, Cavaco mantém-se na boa ou má MOEDA sabendo ele, até pela sua formação de que tanto gosta de falar mas de que não se conhece ciência nova, ou novas soluções, que o dinheiro é todo igual e que essas boas ou más moedas, pelos vistos, dependem só de quem as tem na algibeira.

LNT, [0.487/2010], A Barbearia


De ..Políticos e ''Apolíticos'' de NOJO.. a 21 de Dezembro de 2010 às 14:51
Livrem-nos dos políticos com nojo da política (alterado)

(por Daniel Oliveira, Arrastão, 20.12.2010)

As campanhas eleitorais não dizem muito sobre os candidatos. Dizem mais sobre o que os candidatos acham que os eleitores querem ouvir.
E em tempo de crise, quando o sistema político parece ser incapaz - até pelas limitações impostas por uma União Europeia politicamente paralizada - de encontrar soluções ou apontar caminhos, tudo o que os candidatos à Presidência não querem parecer é políticos.
Apesar de, como é evidente, tendo em conta o cargo a que se candidatam, não poderem ser nem mais nem menos do que isso.

Fernando Nobre, naquele que é o pior tique que um político pode ter - e confesso que esta sua postura me espanta - mostrou como seu principal currículo político não ter currículo político nenhum.
Chegou ao ponto de acusar Francisco Lopes de ser responsável pelo estado em que o País está já que, veja-se o escândalo, é deputado.
Como se ter sido escolhido pelo povo para um cargo que depende do voto democrático tornasse um cidadão cúmplice de tudo o que aconteça de mal. Disse que ele fazia parte do sistema, essa nebelosa que torna tudo indiferenciado e que supostamente distingue quem nunca se meteu nesse nojo que é o confronto democrático.

Defensor Moura também acusou Manuel Alegre de ser político. Coisa feia, bem se vê. Isto, apesar dele ser deputado em exercício, ter sido presidente de câmara e ter uma longa vida partidária.
Temos então os políticos, os não políticos e os políticos só um bocadinho.

Cavaco Silva já tem muitos anos deste discurso.
Ele paira sobre a política mas parece nunca lhe tocar. Não ser político é a sua imagem de marca.
O elemento distintivo de um dos homens que há mais tempo faz política no País.

Todos eles são candidatos à Presidência da República.
Um cargo que nada tem de executivo ou técnico. Um cargo absolutamente político.
Um cargo que, exigindo um enorme conhecimento das instituições e dos equilibrios partidários, deveria exigir um vasto currículo com provas dadas em cargos políticos.
Enfim, um cargo reservado a políticos.

Não a homens que deprezam a política ou querem passar a imagem que dela têm nojo, mas aos que a vêem como a mais nobre das actividades a que um cidadão se pode dedicar.
Até porque, mesmo quem tenha provas dadas de ausência de currículo nesta área (coisa estranha, a de ter na inexperiência uma vantagem), perderia essa virgindade no dia em que entrasse no Palácio de Belém.

Conhecemos de sempre este filme:
políticos que fazem do ódio à política uma arma de propaganda. Acontece-lhes uma de duas coisas. A menos má:
rapidamente se tornam iguais a todos os que criticaram. A pior:
a sua inexperiência, voluntarismo ou falta de consistência traduz-se em incompetência ou desrespeito pelas regras democráticas.

Lembro-me das melhores eleições eleições presidenciais que este país viveu:
Mário Soares, Freitas do Amaral, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintansilgo.
Todos políticos de primeira água que puxavam dos galões da sua experiência.
O que nos aconteceu para termos chegado a este nível de indigência, onde ter currículo político é tratado como defeito ou motivo de vergonha?

Para não pôr tudo no mesmo saco, há dois candidatos que não têm seguido este caminho: Manuel Alegre e Francisco Lopes.

Os dois assumem o seu passado e a sua militância. São, de formas diferentes, políticos assumidos.

E, num tempo em que a demagogia derrapa para um preocupante desprezo pela democracia que conquistámos há 36 anos, isso só diz bem deles.

Por mim, quero um político como Presidente. E que tenha orgulho nisso.


De Excelente poesia política a 22 de Dezembro de 2010 às 11:07
Espectros

Tenho a impressão de já vos ter falado de um amigo oriundo de Buda, crítico de Peste, que gosta de falar de e com os mortos. Um bom amigo, diga-se, mas como todos os amigos que falam de e com os mortos, um amigo presente, embora do além.

Espanta-se esse meu amigo de Buda que este vosso escrevinhador faça parte da Comissão de Honra de Manuel Alegre e desta forma se apresente ao lado de José Sócrates, Francisco Louçã e outros. Diz esse meu amigo que só não deixou uma nota neste Blog fazendo a menção dessa estranheza porque... é meu amigo.

Ora bem! Começo por esclarecer o meu amigo e os seus fantasmas que não estou ao lado de Sócrates e de Louçã porque se trata de uma lista ordenada por ordem alfabética.

Como Luís é, no alfabeto latino que também foi adoptado pelas línguas urálicas, posterior ao F e ao J, não só não estou ao lado como ainda estou depois, embora seja público que já lhes era anterior no apoio e na honra de fazer parte da lista dos honrados. Estranho seria se nessa dita lista constassem, antes ou depois, alguns dos mortos de que esse meu amigo é fã.

Saltando todos os outros esclarecimentos que darei de viva voz a esse meu amigo que fala e gosta dos mortos e dos bruxos, fixo-me no último porque gostaria de o deixar escrito.

As democracias, mesmo aquelas mais recentes que se livraram do jugo dos ditadores, como p.e. as Ibéricas que o fizeram por mote próprio e as outras que só atingiram esse estatuto por vontade e bondade dos senhores das Rússias, subsistem pelo voto popular.

Sabe-se que quem fala e gosta dos mortos desconfia destas modernices antigas nos países tradicionalmente livres. Não é só o meu amigo de Buda, são também jornalistas como Miguel Sousa Tavares, Henrique Monteiro, Mário Crespo e outros inclinados que se atrevem a afirmar em frente às câmaras, em clara manipulação, que as próximas eleições presidenciais são só uma rotina desnecessária porque o seu príncipe dos silêncios, outro espectro que só fala dos mortos e para os vivos nada diz, já está eleito, embora as eleições ainda estejam por fazer.

Pensa, toda esta gente, o pensamento que aprenderam nos livros, de onde não conseguem mais do que transmitir a doutrina dos mortos, por lhes faltar a esperança de algo novo e o rasgo de novas soluções para o Mundo vivo que temos hoje e que os seus mortos nunca conheceram.

LNT , [0.489/2010] A Barbearia do sr.luís


De Excelente prosa a 22 de Dezembro de 2010 às 11:18
Espectros - direito de resposta

Fazem bem epíteto, os Honrados que fazem uso, Publicando, o que lhe é dito entre Amigos, em privado...

Os Valores Morais e Éticos que persigo, na qual fui educado, sempre praticando o Bem, com empenho e dedicação, pondo os interesses colectivos antes dos interesses individuais ou de corporações, numa luta de mercado de sobrevivência privada, contrariando e opondo-me a todas as tentações da natureza humana.

Mais vale viver no sonho, assente em passado, rico em aprendizagem, do que viver no presente resignado.
Não considero que o óptimo seja inimigo do bom.

Acção local de bem, com humildade, sem busca de protagonismo, partilhando o sucesso têm sido a minha cruzada, não necessito de protagonismos, razão pela qual, cada vez gosto mais do meu caminho, do qual muito me orgulho.

Quero deixar duas considerações finais:
trabalho no sector privado e tenho família numerosa. O quadro que está no spot é da minha autoria e ofereci-o a si em nome da grande amizade que considerava que existia entre nós.
Espero que este meu comentário tenha direito a igual destaque!
Como diz o meu filho de 7 anos “Não tens sentido de Amor”
Peter ('.../...')

Nota de LNT:
Sem querer entrar noutras considerações particulares porque, a fazê-lo, será de viva voz, importa esclarecer que o texto que publiquei abaixo só existe porque a tal mensagem que me serviu de inspiração para o escrever, e que não publiquei, deixava na sua última frase aquilo que refiro no segundo parágrafo do texto.

A ameaça velada de que a mensagem não era escrita publicamente “devido à amizade... etc.” deu-me liberdade suficiente para poder redigir aquilo que eu queria dizer, da forma como o fiz.

Não mencionei nomes, foi uma espécie de “blague privée”.
Isto nada tem a ver (julgava eu, mas pelo visto julgava mal) com relações pessoais.
Tem tudo a ver com o tal “sentido de amor” de que fala o teu filho de 7 anos.

LNT, [0.490/2010], A Barbearia do sr.Luis


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