Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

O Governo decidiu aumentar 10 euros em Janeiro e fazer ao longo do ano duas avaliações com a intenção de chegar aos 500 euros.

Não ficou garantido a chegada aos 500 euros no próximo ano, conforme estipulava o acordo estabelecido entre os parceiros em 2006.

Seriam 33 cêntimos por dia o aumento para cada trabalhador se o acordo dos 500 euros fosse cumprido, conforme está escrito e assinado por este governo.

Alguém acredita verdadeiramente que um empresário português não possa suportar este aumento com um seu trabalhador?

Mas que raio de país é este?



Publicado por [FV] às 13:12 | link do post | comentar

4 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 22 de Dezembro de 2010 às 17:57
Um patrão que afirma não poder pagar este miserável aumento do chamado «ordenado mínimo» não merece ser patrão e ter empregados... Devia ficar ele a trabalhar sózinho para ver como «elas lhes mordiam»...


De Snata hipocisia a 22 de Dezembro de 2010 às 19:51
Não tarda nada mais de metade da população portuguesa terá de recorrer às sobas dos restaurantes . Há quem diga "envergonhar-se" de haver portugueses a passar fome. Santa hipocrisia da caridadezinha.
Quanto maior é a influencia religiosa numa sociedade maio é a pobreza do povo.


De DD a 23 de Dezembro de 2010 às 12:44
Apenas uns 2% dos trabalhadores portugueses ganham o salário mínimo e quando uma fábrica faz ofertas de trabalho a salário mínimo ninguém aceita porque obviamente é melhor fazer uns biscates e em poucos dias se ganham 500 ou mais euros ou então manter o subsídio de desemprego que pode ser mais elevado.
Aceitando um emprego a salário mínimo, o empregado que for depois despedido passa a receber um subsídio de desemprego muito menor.
Pessoalmente conheço muitas pessoas desempregadas a fazerem biscates, nomeadamente a tratarem de idosos dia dia ou de noite em casas particulares sem descontos, o que acho muito bem, pois se fossem sujeitos a todos os descontos e impostos, o custo seria exorbitante e, mesmo assim, não é nada barato.


De [FV] a 23 de Dezembro de 2010 às 13:39
Enquanto o salário mínimo não corresponder a um valor que permitita ao trabalhador que o recebe ter uma vida com uma dignidade mínima, não há condições para não haver economias paralelas, mesmo que sejam classes mais baixas.
Mesmo quem beneficia legal, ilegalmente ou por simples parasitismo do chamado estado social, muita vezes só o faz porque temos uma economia de trabalho com uma prespectiva patronal e governamental abaixo do que poderiamos chamar de retribuição «mínima».
E se como diz no seu comentário, de serem apenas 2% dos trabalhadores portugueses a receberem o salário mínimo, os agentes do patronato e do nosso governo, permitem-se a não cumprir os acordos frimados dum aumento de uns míseros 33 cêntimos por dia para o próximo ano... Se quem «manda» não cumpre esta miséria a que se comprometeu, imagine se caberá aos 2% dos desencantados e porque não dizer, enganados trabalhadores do salário mínimo, cumprir? Quando o exemplo não vem de cima, de quem manda, como será o ânimo para exercício das funções e do trabalho, de quem está em baixo e debaixo?


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