3 comentários:
De DD a 26 de Dezembro de 2010 às 16:21
Acrescento que a dinâmico do sector hortofrutícola sem subsídios é igualmente muito elevada em Espanha, França e Itália. São sectores altamente exportadores e consumidores nos mercados internos, mesmo sem subsídios.
Os homens da CAP e outros deveriam pensar nisso e perguntar porque razão os agricultores sem subsídios produzem mais e exportam muito mais nos paíse europeus em que o clima é mais adequado a essas culturas?


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 23 de Dezembro de 2010 às 12:12
Estou de acordo com o postante. è uma reflexão sobre o Euro muito interessante e que mostra como a moeda única é avulsa, limitadora e perturbadora ao crescimento dos diferentes Países aderentes.
Pergunto como se pode ter uma moeda única quando não existe um único modelo de economia? Como se pode ter regras de moeda iguais para realidades de desenvolvimento económico de Países tão diferentes?
Como é possível exigir o «mesmo» para todos se as «armas» entre as chamadas grandes economias europeias e a dos chamados «países periféricos» não são as mesmas?
E quanto ao endivadamente que os governos fazem hipotecando o futuro dos seus países, não só pelas elevadas taxas de juro, como também pelos sucessivos empréstimos que só servem para pagar os empréstimos anteriores..., como é, podem estes governos só por estarem legitimados pelo voto, fazê-lo? Será que hipotecar o País está nas incumbências e no direito dos Governos? Vale tudo, só porque se foi eleito nas urnas? A «democracia» tudo legitima?


De DD a 23 de Dezembro de 2010 às 12:36
É evidente que os governos estão sujeitos a uma pressão conflituosa e permanente de todos os lados para gastarem dinheiro. Umas vezes são as escolas privadas, depois as Misericórdias e IPSS, depois os bombeiros, os hospitais, os professores, os funcionários que querem progredir na carreira e têm direito, o patronato a exigir apoios para as PME e para as grandes, os agricultores, etc.
Na agricultura acontece esta fato curioso. O sector hortofrutícola não tem subsídios, nunca teve em toda a Europa, pois exportou este ano 750 milhões de euros de produtos. Os sector agrícola exportador com subsídios, o olival e a vinha, exportaram em conjunto cerca de 550 milhões, o sector mais subsidiado, s dos cereais, não exportou nada e produziu para menos de um quarto do consumo. Em resumo só o sector não subsidiado produziu para o consumo e exportou imenso.
A luta pelos dinheiros públicos é constante; quase não há noticiário na rádio ou televisão que não seja aberto com a notícia de mais uma exigência e reclamação por falta disto ou daquilo. Em democracia governam todos, uns porque gerem e outros pela sua vozearia amplificada pelos meios de comunicação social.
Veja-se o caso dos professores, só foram acalmados à custa de mais de 500 milhões de euros para promoção de quase todos os professores aos escalões imediatamente superiores.


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