4 comentários:
De DD a 3 de Janeiro de 2011 às 23:03
É na verdade indecente. Eu, por cada reunião da Assembleia de Freguesia, só recebo 17 euros e aquilo dura sempre mais de três horas e, por vezes, quatro ou cinco. E durante várias décadas não recebia nada.


De União pra MUDANÇA a 3 de Janeiro de 2011 às 17:59
As vidas de uns. E as dos outros

Caiu-me ontem no email. É uma notícia de jornal, que corre por aí, indignando:
"Até custa a crer que possa ser verdade",
"reflecte falta de pudor e é de uma imoralidade assustadora..."
A notícia, do DN, já saiu há um tempo mas conserva plena actualidade, e convoca à reflexão:

"Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão [ isto é, os que vão a uma ou duas reunião por mês para dar uns palpites ] - receberam 7427 euros.

Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.
Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas.
Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião..."
[Resto da notícia aqui]

Moral da história (moral... é modo de dizer):
chegar ao Governo ou até à primeira fila do parlamento para dirigir a coisa pública, não é para muitos o principal, antes a passerele que leva aos conselhos de administração de bancos e de grandes empresas.
Aí as remunerações, graças a Deus, multiplicam-se por 4 ou mesmo por 10 e em certos casos, com os prémios milionários, sobem, douradas, ao céu. Nossa Senhora.
Alguns optam por profissão liberal e dão muitos pareceres aos poderes públicos (dão é forma de dizer, são estudos muito valiosos e em geral variam entre os 200 mil e o seu milhão. Outros, já assunto sério, serão mais caros).

Em geral, por se tratar de pessoas importantes, têm de juntar aos seus empregos múltiplos cargos em que se não trabalha mas se dá o nome e obviamente se recebe qualquer coisinha.

É a vida. De alguns.
Mas há também as dos outros. Que, se se esforçarem e perseverarem, talvez, consigam mudar "o estado a que isto chegou".
É que "o mundo é composto de mudança".


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 29 de Dezembro de 2010 às 10:54
«Até custa a crer que possa ser verdade: Reflecte falta de pudor e é de uma imoralidade assustadora...»

1) Para haver pudor, é preciso haver sentimento de vergonha.
- Acha que os nossos políticos e afins, têm esse sentimento? Ou melhor, têm sentimentos?
2) E que para não ser uma imoralidade, era preciso que tivessem o costume das boas práticas de vida (moral).
- Acha que estes nossos políticos têm esses bons princípios? É que só pode deixar de ter, quem alguma vez na vida já o tiveram...

Agora o que me espanta a mim, é que o amigo após estes anos todos de vida e de atenção à prática política, ainda lhe custe a crer...


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 29 de Dezembro de 2010 às 10:12
É tão fácil falar da «crise» para certas pessoas, não é?
E então dizer que é preciso fazer sacrifícios... aos outros claro.
Fora aquilo que não sabemos que se passa... o que ainda não veio publicado no DN ou noutro local qualquer...
Ver o nosso «querido» PM no seu belo e extremamente caro fatinho de marca, exemplarmente maquilhado e penteado, falar em tom preocupado da «crise» e do que os «portugueses» têm de estar preparados para as dificuldades que aí vêm... Mete nojo.
Portugueses? Quais portugueses? E ele é o quê? Chinês?
Qual é as dificuldades que para ele aí vêm? Vai ficar sem emprego? Ou sai para um melhor? Não vai para o desemprego, pois não? Volta para engenheiro da CM da Covilhã? Não, pois não? Então quantos tipos de «crises» há?
As «crises» não são iguais para todos os portugueses, pois não?


Comentar post