O senhor 50 Vezes (II)

O senhor 50 vezes justifica a existência dos "50 ladrões" do BPN e da SLN com a eventual má gestão dos "lixos" deixados por seus amigos e apoiantes, não foi capaz (ao contrario do que diz) separar o exercio de Presidente do de candidato.

O senhor sério (com seriedade sem igual como pretende fazer entender nas suas próprias palavras), não teve a coagem de seguir o exemplo de Mário Soares ou de Jorge Sampaio que em iguais circunstancias prescindiram de fazer as respectivas mensagens de ano novo tendo para o efeito delegado em outras figuraras do Estado.

Depois do seu comportamento no ultimo debate televisivo e deste em dia de Ano Novo é caso para nos perguntarmos quem, efectivamente, estará   em desespero?

Quem é que andará a mentir aos portugueses fazendo-se passa por aquilo que não é?

Como diz o ditado " não basta à mulher de César ser séria também tem de o parecer" neste caso não basta parecer é preciso também sê-lo. E será que o é?

Como é possível não se questionarem as sondagens que atribuem a vitória a este candidato que anda na politica há cerca de vinte anos sem assumir quaisquer responsabilidades do desastre em que vivemos. será que a salvaguarda do "direito à fome" lhe permite a lavagem de consciência?

Estranho mundo, este em que vivemos...



Publicado por Zurc às 15:47 de 02.01.11 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Manuel de Arriaga ; exemplo de P.R. a 4 de Janeiro de 2011 às 14:37
O primeiro Presidente da República Portuguesa.
Quero um assim... Hoje!


Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.

Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.

Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de
alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa.
Pagou a renda da residência oficial e todo o mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis
secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão
de o pagar também do seu bolso.


Este SENHOR era MANUEL de ARRIAGA e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.


De Má informação e falta de Transparência. a 3 de Janeiro de 2011 às 17:23
Respeitinho

Cavaco respondeu à jornalista da TVI sobre a questão BPN, após o debate de ontem, o que já tinha declarado em 23 de Novembro de 2008.

A jornalista ficou-se.
Foi incapaz de reformular a questão em moldes correctos.
Foi incapaz de, p.e., mudar BPN por acções da SLN e insistir.

Sobre a transparência estamos conversados.

Sobre o respeitinho também.
Confirma-se ainda ser o que era.
LNT
[0.494/2010]


De poderosos a 2 de Janeiro de 2011 às 16:33
I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas das águas onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

+

Um poema da "mente", só/mente!

Há um grupo 'nacional' que mente...
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente, sincera/mente.
Mas mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente, tão hábil/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.

(adaptação moderna de Os Lusíadas, recebida por e-mail)


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