Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Às vezes há silêncios muito comprometedores…

O BPN é, na sua essência, uma criação do PSD, sendo que essa insana criatura envolveu nomes muito sonantes deste partido e, mais ainda, dos seus apoiantes e, também, de alguns dos habituais oportunistas da praça que estão sempre do lado dos poderes, sejam eles quais forem.
Cavaco Silva não precisa de «nascer duas vezes» para ser correlacionado, também, com alguns dos actos e factos de alguns dos seus «ajudantes» nos vários governos a que presidiu e no partido que durante mais de uma década dirigiu. Nas suas altas funções, não poderia (nem pode) escolher ficar com os que lhe interessa e repudiar o desagradável. E estou certo que a sua superioridade moral não lho consente, apesar de, na política a verdade ser um poliedro.
Nós somos, todos, de algum modo, sempre, responsáveis por quem elegemos para junto de nós, a quem damos responsabilidades e abrimos as portas do futuro, nomeadamente nos negócios. Não irei ao ponto de chamar aqui a depor o dito popular de que «quem cala consente», porque, na verdade quem cala não diz nada. Mas às vezes há silêncios muito comprometedores…
Acontece, também, que o BPN não é uma criatura qualquer, desenraizada da política e, sobretudo, independente de uma constelação de negócios, empresas e interesses politico-privados sem conta. Desde logo nada seria sem a holding que o obrigava, a SLN, veículo de negócios do «polvo» que tudo isso constituía. Ora muito me surpreende que o BPN tenha sido nacionalizado – isto é, os prejuízos – e que aquela holding continue, embora com outro nome!, a passar completamente ao lado da tragédia que o BPN fez explodir nas finanças públicas e, logo, nos bolsos de todos os contribuintes.
Sou jurista e sou contribuinte, pelo que o que se me apresenta aos olhos não me deixa indiferente, até porque vou, também, ter de pagar o custo do descalabro do BPN sem receber dos lucros da SLN. E, aqui, há (diz-se) muito dinheiro, muito património, muita negociata escondida e, sobretudo, accionistas a apodrecer de ricos com um passado pouco lisonjeiro, tudo consagrado por uma incompreensível desconsideração jurídica de qu estamos perante um grupo económico.
Cavaco, que modestamente, sempre se apresentou como alguém que nunca se engana e raramente tem dúvidas, talvez não tenha reparado que os milhafres são os mesmos na holding e no banco e, outros, com poderes governativos e de regulação terão esquecido, também esse facto. Ou não lhes convém abordá-lo neste tipo triste de endogamia em que sobrevivem os políticos.
O buraco sem fundo que um bando de oportunistas, disfarçados de banqueiros e de empresários de elite, gerou nas finanças públicas merecia uma posição firme de todos os que não vivem à sombra dos conúbios partidários.
Em primeiro lugar, de Cavaco Silva.
Mas isso não seria suficiente. É que não se compreende que quem detém o poder político e, alegadamente, se pretende impoluto e se diz paladino na luta contra a corrupção não dê um passo em frente e reclame a nacionalização da ex-SLN. Assim, o dito buraco do BPN poderia ser, ao menos parcialmente, tapado com o pêlo do mesmo cão.
Coragem, senhores da política!

Parte de um artigo de opinião do Advogado António Vilar, publicado na Vida Económica de hoje.

 

Também eu, cidadão contribuinte, me custa muito não perceber porque se nacionalizaram os prejuízos (BPN) e não os lucros (SLN, hoje chamada Galilei). Acho mesmo que no dia em que todos nós entendermos mesmo esse porquê, talvez entendessemos de imediato porque existem tantas conivências entre os chamados três partidos do bloco central. E o sentido daquele dito popular «que uma mão lava a outra»…



Publicado por [FV] às 14:11 | link do post | comentar

37 comentários:
De Mexer no lixo do senhor Silva a 7 de Janeiro de 2011 às 14:35

Será legal?
E então o direito à privacidade dos cidadãos?
O homem não é empresário,
Não é desonesto,
Não é mendigo,
Não é desempregado
Não é sem abrigo,
Não passa fome
O homem foi accionista
Foi professor,
Foi Ministro das Finanças,
Foi 1º Ministro,
Não gosta de pobres,
Nem aceita que lhe mexam
No lixo da SLN/BPN.
Porque será tanto mexerico,
se o homem até, parece, ser sério?
tal & qual outros mais que por aí abundam


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2011 às 01:06
Eu acho que o problema de Portugal é termos poucos politicos e por isso a solução passa por parti-los ao meio, assim ficamos com o dobro e pode ser que apareça algum que se aproveite...


De Louceiro Alegre a 8 de Janeiro de 2011 às 00:59
"...raramente me engano" (diz o dono deste blog); assim, depreendo que o que está certo, é só metade... Pois então! A metade certa é a do BE; a metade errada, obviamente, terá de ser a do PS! E porquê? O dono deste blog contratou uma empregada doméstica. A empregada doméstica roubou-lhe as jóias! O dono deste blog meteu a empregada doméstica em tribunal! O Juiz deu como culpado o dono deste blog por ter contratado uma empregada doméstica que não é de confiança! Por isso, o dono deste blog é tão culpado como Cavaco Silva!
Só não compreendo uma coisa: se o Sócrates; o PS e quejandos tudo fizeram-fazem-e continuam a fazer para enervar o sr. Silva de Boliqueime, porque raio o PS do "injinhéro" sócrates foi nacionalizar o BPN para "safar-ajudar-camuflar" o sr. Silva de Boliquei-me?! Só o dono deste blog me saberá ilucidar...


De Pagador de Impostos a 8 de Janeiro de 2011 às 12:01
Porque PS e PDS é tudo m.e.r.d.a do mesmo saco.


De Antonio a 8 de Janeiro de 2011 às 12:08
Se percebi a sua metáfora, a empregada doméstica é o Oliveira e Costa, o dono do Blog é o Cavaco e as jóias são as acções da SLN, é assim?


De Louceiro Alegre a 8 de Janeiro de 2011 às 16:59
Deve estar a gozar comigo, não?! Ou então não captou a ironia! Ora veja a seguinte expressão do meu coment: "...Por isso, o dono deste blog é tão culpado como Cavaco Silva!"


De O Magriço a 8 de Janeiro de 2011 às 02:09
Malta.......
Este é um polvo muito grande e gordo....
Engordou muita gente....
Continua a engordar ...
E engordará muitos mais ...

RICOS

Quem emagrece? Os do costume ....

Se os Órgãos de Soberania Nacional têm poderes para, unilateralmente, alterarem e revogarem milhares de contratos vivos, como no Orçamento de Estado para o ano de 2011, invocando, nomeadamente, o interesse de Estado, porque razão a NACIONALIZAÇÃO do BPN , também por razões de interesse nacional, não trouxe consigo a revogação unilateral de tais contratos de recompra de acções da ex-SLN ? porque razão não foram nacionalizadas todas as empresas do Grupo BPN ? tantas questões que o fiel pagador se interroga neste caso cujas verdadeiras respostas não teriam lugar nos arautos da história de Portugal, por manifesta falta de espaço.
Alguém que tenha paciência e conhecimento que nos elucide sucintamente (se conseguir) sobre este grande imbróglio em que nos meteram.
Este país, qual jardim à beira mar plantado, onde prolifera um povo de brandos costumes, precisa urgentemente de uma revolução "à francesa"; encontrar um Napoleão que corte o pescoço a esta gente que nada faz e tudo consome, libertando o verdadeiro povo destes ladrões = LIBERDADE, FRATERNIDADE, IGUALDADE = necessitamos urgentemente de um líder que saiba o verdadeiro significado destas palavras e que consiga aplicá-lo na prática.
Há que reconquistar a independência e a soberania nacionais, pois, tal como antes de D. João I, o verdadeiro governo do nosso país já não habita cá, grande mal é que já nem sabemos onde está ....
Bem, isto é como as cerejas, é melhor ficar por aqui.
Bom ano de 2011 para todos e, como diria alguém com sentido apurado, façam-me o favor de serem felizes.


De Acácio Pereira a 8 de Janeiro de 2011 às 16:16
A culpa é de todos os cidadãos, que se limitam a votar ou nem sequer votam, e acham que a coisa pública é algo que não lhe diz respeito. Que acreditam que a democracia está somente no voto, um cheque em branco e um seguro contra todos os riscos, que não é. Assim os nossos representantes sentem-se mandatados para tudo, sem o terem sido, pois fazemos-lhes crer que o voto tudo legitima. A culpa é nossa que assim seja, pois a coisa pública também é da nossa responsabilidade, mas por comodismo, covardia e hipocrisia não intervimos, limitando-nos a delegar expressa ou tacitamente. Somos nós que consentimos que nos roubem, que haja corrupção que faz com que alguns enriqueçam ilicitamente e sem trabalhar à custa do nosso suor e hipotecando o futuro dos nossos filhos. Somos nós que não forçamos a mudança da lei eleitoral, para que sejamos nós a escolher as pessoas em concreto, para que não sejam os partidos a nomear não os melhores de todos nós. A culpa é de todos nós que nos alimentamos do discurso dos comentadores, das televisões e da imprensa, e não queremos pensar pela própria cabeça. A culpa é de todos nós por estarmos sempre à espera que sejam outros a actuar. Somos nós que permitimos que uma geração tenha levado todos os direitos, reformas completas com poucos anos de trabalho (deputados, Banco de Portugal, Caixa Geral de Depósitos...) ou aos 50 e poucos anos, ordenados avultadíssimos de administradores públicos, cortes no rendimento mensal somente de alguns cidadãos, e a geração seguinte não tenha nada. Somos nós que permitimos que os nossos impostos sirvam para tapar por exemplo o buraco do BPN, provocado com crimes e enriquecimento ilícito de alguns, que a justiça não conseguirá nunca ser feita, porque nunca se conseguirá o regresso do dinheiro. Somos nós os culpados pelos níveis de corrupção do país, de que o BPN é somente um exemplo. Somos os culpados, porque não agimos e não exigimos. Temos preferido a passividade, por isso estamos a pagar por isso. Os nossos representantes querem-nos passivos, que votemos e pouco mais, nós temos-lhes feito a vontade. Temos o que merecemos.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 8 de Janeiro de 2011 às 16:35
E como acha que se mudam as «coisas»?
Qual é a sua solução? Tem alguma?
Elucide-nos como, mas de forma viável. Executável.
Até concordo consigo na generalidade da sua exposição e decepção, mas não na conclusão.
Somos culpados de quê? Se somos, o amigo também o é. Porque não fez nada? Qual é a sua culpa?
Olhe que eu não «gamei nada», não tive nenhum cargo político ou de poder económico, nunca recebi nenhum subsídio da UE ou parecido, nunca transferi dinheiro para offshores. Trabalho, desconto e tenho os impostos em dia. Sempre votei, mesmo quando me apetecia não o fazer. Sou culpado de quê?
Fico à espera dos esclarecimentos.


De monarquico a 8 de Janeiro de 2011 às 17:29
Não em fale em reformas que me lembro logo da do Alegre: dois meses na Rádio e mais de 3ooo euros de reforma. Não é para todos , é só para aqueles que defendem a ética republicana.


De joao a 8 de Janeiro de 2011 às 09:27
Ès com toda a certeza um comunista envergonhado, que nao consegue ter uma opiniao isenta , pois tens má formaçao ! Um blog qualquer um pode ter , juizo na cabeça...já nao vais a tempo é uma questao de educaçao !


De Luis Almeida a 8 de Janeiro de 2011 às 10:45
Somos um povo mediano e banal , por isso merecemos ter como figura representativa o rei do óbvio e do banal "triste sina"


De P oliveira a 8 de Janeiro de 2011 às 11:14
Olá, venho por este meio dizer o seguinte:
Em Portugal não precisamos de políticos... Precisamos de Homens sérios que ponham os interesses do país acima dos seus, que tenham boa formação ética, sejam inteligentes e que consigam mobilizar as pessoas a votar neles.
Não alinho em brejeirices e falta de respeito pela opinião dos outros.
Isto não tem a ver com partidos, Portugal já está todo partido por esses mesmos partidos... que fazem escola, nas juventudes, e assim prolongam este torpor comatoso, e não se sai deste marasmo de duvidas sobre e também do que vem a seguir.

Só acredito num homem como Mourinho para endireitar este país e sim de certeza que ganhava as eleições e dava 10 a 0 aos actuais políticos decisões correctas.
O seu Lema é Honestidade e Trabalho. Se aparecer alguém com os mesmos valores votarei nele.
Acho que não é preciso dizer mais nada!
Um abraço


De PORTOgues a 8 de Janeiro de 2011 às 11:43
Também eu ...
Por isso é que o meu voto é nulo, se todos votassem nulo ...


De maria povinho a 8 de Janeiro de 2011 às 15:19
vamos todos votar nulo e não eleger mais nebhum sério ladrão que nos posa matar á fome.

m. povinho


De João Luís Silva a 8 de Janeiro de 2011 às 11:56
Temos a hipótese de marcar desde já a diferença e fazer História.
Nas próximas presidenciais eu voto FERNANDO NOBRE.


De Antonio Soares a 8 de Janeiro de 2011 às 12:04
Cavaco,sócrates,teixeira,vara,portas,rui pedro soares(gangster),dias loureiro,mário sores,almeida santos,etc,etc, ou seja a MÁFIA DO PS e DO PSD e os come sobras do CDS, são todos igualmente responsáveis e DEVIAM RESPONDER PERANTE A JUSTIÇA.Como tal não é possivel deveria SER O POVO A JULGÁ-LOS. Eu tenho fé que ainda possa acontecer. Mas antes à que fechar as fronteiras para os apanhar cá todos!


De João Moita a 8 de Janeiro de 2011 às 12:13
Ao que este país chegou...
As pessoas que diariamente destroem este cantinho plantado a beira mar, sao as mesmas que se manifestam indignadas cam a situação a que chegamos...
Tenho pena que os canis de comunicação nos enfiem diariamente os corruptos pelos olhos dentro, disfarçados de benfeitores...
Num País civilizado e democrático já tinham fugido todos para não ficarem presos para o retso da vida...


De macha_parva@sapo.pt a 8 de Janeiro de 2011 às 12:45
Estou completamente de acordo com o artigo de opinião e não vale a pena repetir-me. Mas esta situação é do interesse e agrada a quem vai esbanjando, desbaratando os impostos pagos pelos portugueses, fruto de muito trabalho e suor e enriquecendo desta forma. Impostos esses que deviam ser geridos com muito rigôr e pelos quais devia haver o maior respeito. Esta classe política em Portugal já mostrou que não presta para nada, não interessa nem ao menino Jesus. E este tipo de gente só à força é que larga o tacho. Periodicamente vão aparecendo novos boys que "divergem" mas no fundo estão de acordo e significam a continuação do mesmo. Criam leis à sua medida e interesses, actuando inclusivamente a coberto dela, e à vontade porque sabem que não lhes irá acontecer nada. Quem é Cavaco Silva ou outro qualquer, seja de que partido fôr, para se julgar acima de todos e de tudo? E a prova de que não está à vontade é que ultimamente se tem mostrado bastante nervoso. E Dias Loureiro que até à última também dizia que era um santo impoluto e virgem, onde é que está? Portanto só há uma maneira de mudar este estado de coisas que é através da força tirar esta corja de bandidos do poder, apostar de seguida imediatamente na educação formando e preparando homens e mulheres para servir o país de acordo com as suas necessidades e em paralelo mudar radicalmente o que se passa na justiça que está manietada, anestesiada e ao serviço de interesses duvidosos. Portanto enquanto não actuarmos assim e nestas áreas, varrendo o polvo que é muito maior que aquilo que se pensa, não iremos a lado nenhum e deixaremos as gerações futuras enfim...?


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