Viva o povo tunisino

TUNÍSIA: jovem imola-se pelo fogo e derruba ditadura

    No dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
    Em 14 de Janeiro, menos de um mês depois, o ditador Ben Ali, que há 23 anos governava o país, teve de fugir para a Arábia Saudita, derrubado pela onda de revolta que por todo o país alastrou resistindo à repressão que causou 66 mortos (dados de organizações dos direitos humanos.)
    O acto de desespero de Mohamed Bouazizi foi a centelha que incendiou o mar de descontentamento, humilhação, desemprego e pobreza da população tunisina revoltada com a corrupção e o enriquecimento faustoso do ditador e seus apaniguados.
    O ditador prometeu tudo. Não se “recandidatar”, dar liberdade de expressão, diminuir os preços da alimentação. Tarde demais. As manifestações principalmente de estudantes e comerciantes não paravam e receando os excessos na repressão (e a justiça internacional) o chefe do Exército suspendeu-a contra as ordens do ditador.
    Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto, como aliás os restantes países árabes vivem sob ditaduras toleradas quando não apadrinhadas pela Europa. Só quando os ditadores não são “os nossos ditadores”, e atacam os “nossos” interesses, é que a democrática Europa se agonia com as ofensas à liberdade.
    Estes ditadores corruptos e a minoria privilegiada que os apoia, saqueiam e condenam à miséria e atraso os seus povos. A democrática União Europeia, a França, a Alemanha, a Suiça, a Itália e outros, recebem, escondem e aplicam as fabulosas fortunas roubadas por estes ditadores e ao apoiarem-nos são um factor decisivo contra a  democratização dos seus países.
    E não serve de desculpa o perigo de serem substituídas por ditaduras fundamentalistas piores. O fundamentalismo é alimentado pela miséria, pela consciência das injustiças sociais e do conúbio do Ocidente com estes regimes corruptos e despóticos em troca do saque das riquezas nacionais. Na Tunísia o movimento islâmico fundamentalista, proibido, Nahda (Renascimento) não teve nenhum papel nesta revolta popular.
    Obama saudou o derrube do ditador. Os líderes europeus seguem-lhe o exemplo timidamente. A queda do ditador, por enquanto é só isso e para dar lugar a uma revolução democrática a movimentação popular tem de continuar e desmantelar o aparelho que suportava o regime.
      Dois dados muito interessantes da “revolução” tunisina:
1º: O papel das novas tecnologias, telemóvel, internet, canais estrangeiros de televisão não censurados, nomeadamente da Al Jazira permitiram a comunicação e a coordenação das manifestações à escala nacional.
2º: o surgimento de manifestações de apoio por todo o norte de África onde o Egipto poderá estar na calha para seguir o exemplo da Tunísia.
__________________
Tunísia:  163.610 Km2. Cerca de 10,6 milhões hab. Pib/capita USA $9,500 (2010 est.) Link ; link .

 # posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra 



Publicado por Xa2 às 07:07 de 18.01.11 | link do post | comentar |

7 comentários:
De Ditadores (e oligarcas) ROUBAM o Povo . a 19 de Janeiro de 2011 às 12:44
Mulher do DITADOR Tunisino ROUBOU 1,5 Toneladas de OURO

«Os serviços secretos franceses suspeitam que Leila Trabelsi, mulher do deposto Presidente tunisino, Zine El-Abidine Ben Ali, saiu do país com uma tonelada e meia de ouro, que terá levado do Banco Central, horas antes de o marido ser forçado a abandonar o poder, noticiou o "Le Monde".» [Público]

Isto sim que é roubar à grande e à francesa, por cá teria que fazer pela vida investindo no mercado financeiro.
Jumento: «Devolva-se o ouro à Tunísia.»
e acabem-se com as offshores e secretismo bancário.


De Democracia: YES, WE CAN !! a 19 de Janeiro de 2011 às 10:09

Por uma Tunisia democrática!

[-por AG, CausaNossa 18.1.2011]

A revolução popular na Tunísia lembra-me o nosso 25 de Abril:
demonstra que quando o povo quer e sai convictamente à rua consegue obter a queda dos tiranos.
E demonstra o papel determinante que podem ter as Forças Armadas se estão com o povo:
em Portugal elas conceberam e despoletaram a movimentação contra a ditadura; na Tunisia resistiram às ordens de disparar contra o povo - e ao fazê-lo puseram em fuga o tirano.

Os tunisinos estão a ser um exemplo de resistência e de persistência na luta pela democracia.
Eles comprovam, como já os indonésios também o fazem, que Democracia e Islão não são incompatíveis.

A UE, a reboque da França e de outros governos europeus cumplices do TIRANO Ben Ali e da sua familia de LADRÕES, esteve demasiado tempo calada e indiferente.
Por aqui se vê também como vai mal esta Europa, dominada por partidos e gente da DIREITA.
Mesmo no Parlamento Europeu abundavam justificações da direita (e também de muitos que se dizem de esquerda) para não denunciar a OPRESSÃO do regime de Ben Ali.
Inclusivé na familia socialista - e só ontem, por pressão de muitos de nós no PE, a Internacional Socialista decidiu excluir o RCD, o partido do ditador Ben Ali.

Hoje no PE dissemos claramente à Alta Representante Ashton e ao Comissário Fulle que a UE não pode continuar passiva e expectante:
tem que activamente usar todos os intrumentos da Parceria de Vizinhança que tem com a Tunisia
para apoiar aqueles que defendem uma agenda democrática e inclusiva,
tem de estimular a formação de um governo de unidade nacional que não admita representantes dos tiranos e
tem de ajudar a organizar adequadamente eleições democráticas em que o povo tunisino possa livremente escolher governantes que garantam condições de vida dignas e
o respeito pela democracia e por todos os direitos humanos, políticos, civis, económicos, sociais e culturais.

Há quem lhe chame a 'Revolução Jasmim', mas esta também já está a ficar conhecida como a primeira 'Revolução Wikileaks' - pois
a denúncia da CORRUPÇÃO da familia Ben Ali/Trabelsi confirmada na telegrafia americana
acabou por contribuir decisivamente para despoletar a ira popular que levou à fuga do tirano.

O efeito de contágio é temido por outras ditaduras, inclusivé para além do próprio Norte de Africa:
na Etiópia, o regime OPRESSOR de Meles Zenawi teme tanto a inspiração popular que está a procurar suprimir toda a informação sobre a revolução na Tunisia.

Nos vizinhos Algéria, Egipto, Jordânia e Marrocos também há
manifestações na rua contra o desemprego, a pobreza, os preços inacessíveis dos bens alimentares e a asfixia democrática.
Pelo sim, pelo não, o rei da Jordânia já arranjou maneira de baixar os preços da comida.
O que deixa bem claro que também do lado dos que estão hoje no poder, quem quer (ou, no caso, quem teme), faz.

Na tão necessária reflexão sobre a CRISE económica e a ESPECULAÇÃO global sobre bens essenciais, com os povos a pagar o embolsar da BANCA, o sucesso desta revolução popular é um exemplo a bradar às vozes pessimistas que acham que não há volta a dar ao actual estado DESVAIRADO do CAPITALISMO de CASINO.

É caso para repetir alto, em arabe, em inglës e noutras línguas o slogan de Obama:
Yes, we can !
YES, WE CAN !!


De Democracia em África e ... a 18 de Janeiro de 2011 às 14:50
Lumumba, 50 anos depois

Faz hoje cinquenta anos que Patrice Lumumba, primeiro Primeiro-Ministro democraticamente eleito da República do Congo, foi assassinado por mercenários belgas com a cumplicidade activa da CIA.

Assim se abriu caminho para trinta anos da sanguinária ditadura de Mobutu, para um ciclo interminável de violência que provocou a morte a milhões de congoleses, para uma longa história de intervenções neo-coloniais em África e para o assassinato de outros líderes democraticamente eleitos pelo mundo fora, como Salvador Allende.

Não fará mal refrescar a memória, para que a retórica da "democracia liberal" não obnubile os crimes do Império.

-por Alexandre Abreu, Ladrões de bicicletas, 17.01.2011


De O Futuro é Nosso (dos Tunisinos) a 18 de Janeiro de 2011 às 10:24
http://atunisiangirl.blogspot.com/ :
«
dimanche 16 janvier 2011
The Future is Ours

This morning , I went to Kabbaria ( subburbs of Tunis). I had to stop in many roadblocks . Indeed, the kabbaria 's inhabitants were watching their families, houses and properties as several criminal groups have been attacking different cities in Tunisia after the collapse of Ben Ali's regime.

I knew that early in the morning a young man from the Kabbaria was killed by 3 men in an ambulance belonging to Aziza Othmana hospital .

Papers found in the car

The blood of the young man killed this morning

The inhabitants said that they arrested one of the gangsters who were in the ambulance . They discovered that they belong to the presidential guard. In fact, they found the identity card of one of them.
Not far from this place, I entered the house of teh young man killed in the morning.

The young man killed by a bullet this morning

Outside the house , in the metro station the inhabitants arrested 3 gangsters who were trying to attack them and their house. The angry inhabitants arrested them . They were waiting for the army to come and take them or their corpses away.

One of the gangsters arrested this morning , according to the inhabitants he is a policeman

Tunisians are protecting their country .
Tunisians are protecting each other.
Tunisians fought to obtain their freedom and I believe that Tunisians won't let anyone steal this victory.
So let's work together . The future is ours.

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-Publié par lina ben Mhenni à l'adresse dimanche, janvier 16, 2011
15 commentaires Liens vers ce message


De Pela Revolução e p. Democracia a 18 de Janeiro de 2011 às 10:20
Tunes: "A revolução estoirou na internet"

É o título do jornal Público sobre a "revolução" na Tunísia. O Público, jornal de esquerda, o de Espanha, não o de cá.
João Tunes, via Facebook, levou-me ao Público e este, a Tunes, não ao de cá, o João, mas a Tunes de lá, capital da Tunísia.
Começa assim:
El edificio de la censura que Zin El Abidin Ben Alí había levantado se empezó a agrietar en 1997, cuando unos tunecinos ávidos de quitarse la mordaza accedieron a internet. Poco podía saber el régimen, que se jactaba después de ser el primer país africano y magrebí en haberse conectado a la red, que el día en que el primer ciudadano de su país entró en ella se había plantado la semilla de una herramienta que ha sido clave en la caída del dictador.
Vale a pena accionar o link e ler o resto, até porque o artigo nos leva a Lina Ben Mhenni, uma jovem tunisina de 27 años e ao seu blog A Tunisian Girl, um blog regularmente censurado pelo ditador posto em fuga, "una situación que "acabó hace dos o tres días".
____________
Coloquei no início do post a palavra revolução entre aspas, não porque desdenhe do heroico levantamento do povo da Tunísia que, se me é permitido, vivamente daqui saúdo, mas para lembrar (não ao povo da Tunísia que desculpo, desde já, não ler o Puxa Palavra, mas a si, caro leitor, no caso de não saber disto mais do que eu) que

para o primeiro e decisivo passo - pôr o ditador em fuga - se transformar numa revolução que instaure um regime democrático
é necessário DESMANTELAR o aparelho da repressão do ditador, a polícia política, a censura, neutralizar a base de sustentação económica da ditadura e
DEVOLVER ao país, ao povo, as riquezas roubadas pela oligarquia despótica.

Há, portanto, muito trabalho de casa a fazer (mas na rua, atenção!).
Nada de deixar entregue a outros o que só quem deitou abaixo o ditador sabe fazer.

Etiquetas: revolução, Tunísia
posted by Raimundo Narciso


De Tunísia: protesto na internet . a 18 de Janeiro de 2011 às 10:35
http://www.publico.es/internacional/356475/la-revolucion-estallo-en-los-ordenadores

La revolución estalló en los ordenadores
El régimen intentó sin éxito controlar el movimiento de protesta en internet

El edificio de la censura que Zin El Abidin Ben Alí había levantado se empezó a agrietar en 1997, cuando unos tunecinos ávidos de quitarse la mordaza accedieron a internet. Poco podía saber el régimen, que se jactaba después de ser el primer país africano y magrebí en haberse conectado a la red, que el día en que el primer ciudadano de su país entró en ella se había plantado la semilla de una herramienta que ha sido clave en la caída del dictador.

"Esta ha sido la revolución de Facebook", reconoce Tarek Chaabouni, uno de los dos únicos diputados que el partido de oposición Ettajdid tiene en el Parlamento nacional. Los hechos le corroboran:

frente a unos medios de comunicación clásicos sometidos a la propaganda oficial, las redes sociales, los blogs y las webs críticas han sido el canal utilizado por los tunecinos para informarse y denunciar los abusos del régimen desde el inicio de las protestas, el 17 de diciembre.

Los vídeos en la red obligaron al régimen a elevar el número de víctimas
Páginas web como Nawaat, cuya vocación declarada es contrarrestar la propaganda de las autoridades, han sido claves en la denuncia de las muertes de manifestantes a manos de la policía.
Cuando el Gobierno tunecino reconocía sólo tres muertos, los vídeos, los testimonios de los familiares y las fotos de los heridos que difundía este sitio contribuyeron a que las autoridades tuvieran que reconocer que las víctimas eran muchas más.

Filtros para censurar
Uno de los manifestantes que el viernes gritaba contra el ahora ex presidente frente al Ministerio del Interior resumía:
"internet es demasiado grande para que Ben Alí lo censure".
No será porque no lo haya intentado. Túnez ha dedicado ingentes recursos materiales para proveerse de filtros de contenidos como Websence y Smartfilter para impedir el acceso a determinadas páginas.
En la nación magrebí existe un cuerpo de ciberpolicías dedicado a tal menester.

El régimen tiene un cuerpo ciberpolicial dedicado a la censura en la red
Si internet resultaba difícil de censurar, en el caso de redes sociales como Facebook ha sido casi imposible.
Y ello porque aunque cerrar un perfil concreto es fácil, los vídeos que su titular haya compartido con sus contactos siguen siendo accesibles para estos.

Así, miles de tunecinos, sobre todo jóvenes convertidos al periodismo ciudadano, se han dedicado en el último mes a colgar vídeos hechos con teléfonos móviles.

Lina Ben Mhenni, es una bloguera de 27 años. Su blog A Tunisian Girl , ha sido regularmente censurado durante dos años , una situación que "acabó hace dos o tres días".

Para esta profesora de lingüística,
"las redes sociales han tenido un gran papel en esta revolución y ello ha sido posible porque, en mi país, existe ya una cultura de este tipo de medio de comunicación".

Los datos avalan su afirmación:
Túnez tiene la tasa de conectividad a internet más alta del norte de África, con un 4,12% de los hogares, según datos del ministerio de Comunicación.
De los poco más de diez millones de habitantes, casi tres millones son internautas habituales.


De desemprego e corrupção vs Revolução.. a 20 de Janeiro de 2011 às 14:48
TUNÍSIA - curta resenha entre uma imolação e o fim do Sr. Ali…

A 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid pequena cidade do centro da Tunísia, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado em informática, desempregado, vende legumes numa banca de rua, a fim de contribuir para a subsistência familiar. Este posto de venda [improvisado/não licenciado] é confiscado pela polícia. Mohamed Bouazizi, desesperado, um quadro técnico sem perspectivas de futuro, em protesto, imola-se em frente à Perfeitura.

Um caso de polícia vulgar. Situações idênticas verificam-se em muitos Países – nomeadamente na orla mediterrânica – como um tipo de expedientes que constituem o mercado paralelo da sobrevivência.
Mas, num País como a Tunísia onde o desemprego atinge cerca de 16% [a grande maioria jovens técnicos recém formados], reina uma endémica corrupção, o poder central é popularmente reconhecido como uma cleptocracia, os Direitos Fundamentais são espezinhados, impera um repressivo estado policial, etc., tudo isto, sob uma dormente [mas intensa] crispação social, é o mesmo que sentar-se em cima de um barril de pólvora.

Este incidente transformou-se rapidamente num detonador. A situação política [o poder] é uma bomba armadilhada que, uma vez activada pelo tenso rastilho social não deixará de explodir. No dia seguinte ao incidente, a população de Sidi Bouzid, despertou de uma anestesiante letargia e saí rua em protesto contra o desemprego e o elevado custo de vida. O poder [ditatorial e corrupto] tenta responder com uma desproporcionada repressão para controlar os protestos. O resultado é o inesperado. Os protestos estendem-se nas cidades limítrofes para, na véspera de Natal , em Menzel Bouzayane, os confrontos descambarem em tiroteios nas ruas e mais um jovem caí na rua, morto a tiro pela polícia.
A 26 de Dezembro, em Souk Jedid, cidade próxima de Sidi Bouzid, a violência alastra. A multidão enfurecida incendeia a Perfeitura e é dispersa por violentas cargas policiais.
No dia seguinte começam os desfiles de protesto em Tunes. A revolta instala-se no "coração" do poder. Ben Ali, simbolo visível do Poder, aparece na TV para afirmar que o povo tunisino está a ser vitima de uma instrumentalização [vinda do exterior]. O clássico inimigo externo das ditaduras...

Entretanto, sob a pressão popular, do movimento sindical e das forças de oposição, Ben Ali procede a cosméticos ajustamentos governamentais. Mas os protestos continuam, melhor, disseminam-se e intensificam-se.

Quando a 1 de Janeiro morre um dos feridos das manifestações de Menzel Bouzayane, Ben Ali, volta à Televisão e assume um tardio e descredibilizado papel de pacificador.

A 4 de Janeiro morre – vitima de extensas queimaduras - o jovem que se tinha imolado em Sidi Bouzid. O seu funeral é marcado por insistentes e ameaçadores apelos à vingança.
Centenas de advogados em Sidi Bouzid, Thala, etc. manifestam-se pela “defesa da liberdade de expressão” e pelo “direito ao emprego e à dignidade”.
A 10 de Janeiro os protestos já se estendem a todo o País. No dia seguinte, na capital, violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança causam cerca de 40 mortos. A situação tornou-se incontrolável. A 13 de Janeiro, Ben Ali volta à televisão para anunciar reformas drásticas [nomeadamente em relação ao desemprego] e anuncia que não se recandidata a um 6º. mandato, em 2014…

Aparentemente, Ben Ali rendia-se aos protestos populares. Tarde e a más horas.
No dia seguinte tenta uma outra pirueta política: demite globalmente o Governo. Horas depois demite-se a si próprio e inicia uma fuga com a sua numerosa família com destino a França, que acaba por lhe recusar a concessão de asilo.
Finalmente, aterrou no reino das Arábias (onde habita um palácio em Jeddah). Onde espera continuar a viver as maravilhas das mil e uma noites…
A história recente dos últimos 28 dias de um País do Magreb ou, como num ciclo lunar, se põe fim a 23 anos de opressão...

posted by e-pá! , http://ponteeuropa.blogspot.com/


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