De Democracia: YES, WE CAN !! a 19 de Janeiro de 2011 às 10:09

Por uma Tunisia democrática!

[-por AG, CausaNossa 18.1.2011]

A revolução popular na Tunísia lembra-me o nosso 25 de Abril:
demonstra que quando o povo quer e sai convictamente à rua consegue obter a queda dos tiranos.
E demonstra o papel determinante que podem ter as Forças Armadas se estão com o povo:
em Portugal elas conceberam e despoletaram a movimentação contra a ditadura; na Tunisia resistiram às ordens de disparar contra o povo - e ao fazê-lo puseram em fuga o tirano.

Os tunisinos estão a ser um exemplo de resistência e de persistência na luta pela democracia.
Eles comprovam, como já os indonésios também o fazem, que Democracia e Islão não são incompatíveis.

A UE, a reboque da França e de outros governos europeus cumplices do TIRANO Ben Ali e da sua familia de LADRÕES, esteve demasiado tempo calada e indiferente.
Por aqui se vê também como vai mal esta Europa, dominada por partidos e gente da DIREITA.
Mesmo no Parlamento Europeu abundavam justificações da direita (e também de muitos que se dizem de esquerda) para não denunciar a OPRESSÃO do regime de Ben Ali.
Inclusivé na familia socialista - e só ontem, por pressão de muitos de nós no PE, a Internacional Socialista decidiu excluir o RCD, o partido do ditador Ben Ali.

Hoje no PE dissemos claramente à Alta Representante Ashton e ao Comissário Fulle que a UE não pode continuar passiva e expectante:
tem que activamente usar todos os intrumentos da Parceria de Vizinhança que tem com a Tunisia
para apoiar aqueles que defendem uma agenda democrática e inclusiva,
tem de estimular a formação de um governo de unidade nacional que não admita representantes dos tiranos e
tem de ajudar a organizar adequadamente eleições democráticas em que o povo tunisino possa livremente escolher governantes que garantam condições de vida dignas e
o respeito pela democracia e por todos os direitos humanos, políticos, civis, económicos, sociais e culturais.

Há quem lhe chame a 'Revolução Jasmim', mas esta também já está a ficar conhecida como a primeira 'Revolução Wikileaks' - pois
a denúncia da CORRUPÇÃO da familia Ben Ali/Trabelsi confirmada na telegrafia americana
acabou por contribuir decisivamente para despoletar a ira popular que levou à fuga do tirano.

O efeito de contágio é temido por outras ditaduras, inclusivé para além do próprio Norte de Africa:
na Etiópia, o regime OPRESSOR de Meles Zenawi teme tanto a inspiração popular que está a procurar suprimir toda a informação sobre a revolução na Tunisia.

Nos vizinhos Algéria, Egipto, Jordânia e Marrocos também há
manifestações na rua contra o desemprego, a pobreza, os preços inacessíveis dos bens alimentares e a asfixia democrática.
Pelo sim, pelo não, o rei da Jordânia já arranjou maneira de baixar os preços da comida.
O que deixa bem claro que também do lado dos que estão hoje no poder, quem quer (ou, no caso, quem teme), faz.

Na tão necessária reflexão sobre a CRISE económica e a ESPECULAÇÃO global sobre bens essenciais, com os povos a pagar o embolsar da BANCA, o sucesso desta revolução popular é um exemplo a bradar às vozes pessimistas que acham que não há volta a dar ao actual estado DESVAIRADO do CAPITALISMO de CASINO.

É caso para repetir alto, em arabe, em inglës e noutras línguas o slogan de Obama:
Yes, we can !
YES, WE CAN !!


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