7 comentários:
De Tunísia: protesto na internet . a 18 de Janeiro de 2011 às 10:35
http://www.publico.es/internacional/356475/la-revolucion-estallo-en-los-ordenadores

La revolución estalló en los ordenadores
El régimen intentó sin éxito controlar el movimiento de protesta en internet

El edificio de la censura que Zin El Abidin Ben Alí había levantado se empezó a agrietar en 1997, cuando unos tunecinos ávidos de quitarse la mordaza accedieron a internet. Poco podía saber el régimen, que se jactaba después de ser el primer país africano y magrebí en haberse conectado a la red, que el día en que el primer ciudadano de su país entró en ella se había plantado la semilla de una herramienta que ha sido clave en la caída del dictador.

"Esta ha sido la revolución de Facebook", reconoce Tarek Chaabouni, uno de los dos únicos diputados que el partido de oposición Ettajdid tiene en el Parlamento nacional. Los hechos le corroboran:

frente a unos medios de comunicación clásicos sometidos a la propaganda oficial, las redes sociales, los blogs y las webs críticas han sido el canal utilizado por los tunecinos para informarse y denunciar los abusos del régimen desde el inicio de las protestas, el 17 de diciembre.

Los vídeos en la red obligaron al régimen a elevar el número de víctimas
Páginas web como Nawaat, cuya vocación declarada es contrarrestar la propaganda de las autoridades, han sido claves en la denuncia de las muertes de manifestantes a manos de la policía.
Cuando el Gobierno tunecino reconocía sólo tres muertos, los vídeos, los testimonios de los familiares y las fotos de los heridos que difundía este sitio contribuyeron a que las autoridades tuvieran que reconocer que las víctimas eran muchas más.

Filtros para censurar
Uno de los manifestantes que el viernes gritaba contra el ahora ex presidente frente al Ministerio del Interior resumía:
"internet es demasiado grande para que Ben Alí lo censure".
No será porque no lo haya intentado. Túnez ha dedicado ingentes recursos materiales para proveerse de filtros de contenidos como Websence y Smartfilter para impedir el acceso a determinadas páginas.
En la nación magrebí existe un cuerpo de ciberpolicías dedicado a tal menester.

El régimen tiene un cuerpo ciberpolicial dedicado a la censura en la red
Si internet resultaba difícil de censurar, en el caso de redes sociales como Facebook ha sido casi imposible.
Y ello porque aunque cerrar un perfil concreto es fácil, los vídeos que su titular haya compartido con sus contactos siguen siendo accesibles para estos.

Así, miles de tunecinos, sobre todo jóvenes convertidos al periodismo ciudadano, se han dedicado en el último mes a colgar vídeos hechos con teléfonos móviles.

Lina Ben Mhenni, es una bloguera de 27 años. Su blog A Tunisian Girl , ha sido regularmente censurado durante dos años , una situación que "acabó hace dos o tres días".

Para esta profesora de lingüística,
"las redes sociales han tenido un gran papel en esta revolución y ello ha sido posible porque, en mi país, existe ya una cultura de este tipo de medio de comunicación".

Los datos avalan su afirmación:
Túnez tiene la tasa de conectividad a internet más alta del norte de África, con un 4,12% de los hogares, según datos del ministerio de Comunicación.
De los poco más de diez millones de habitantes, casi tres millones son internautas habituales.


De desemprego e corrupção vs Revolução.. a 20 de Janeiro de 2011 às 14:48
TUNÍSIA - curta resenha entre uma imolação e o fim do Sr. Ali…

A 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid pequena cidade do centro da Tunísia, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado em informática, desempregado, vende legumes numa banca de rua, a fim de contribuir para a subsistência familiar. Este posto de venda [improvisado/não licenciado] é confiscado pela polícia. Mohamed Bouazizi, desesperado, um quadro técnico sem perspectivas de futuro, em protesto, imola-se em frente à Perfeitura.

Um caso de polícia vulgar. Situações idênticas verificam-se em muitos Países – nomeadamente na orla mediterrânica – como um tipo de expedientes que constituem o mercado paralelo da sobrevivência.
Mas, num País como a Tunísia onde o desemprego atinge cerca de 16% [a grande maioria jovens técnicos recém formados], reina uma endémica corrupção, o poder central é popularmente reconhecido como uma cleptocracia, os Direitos Fundamentais são espezinhados, impera um repressivo estado policial, etc., tudo isto, sob uma dormente [mas intensa] crispação social, é o mesmo que sentar-se em cima de um barril de pólvora.

Este incidente transformou-se rapidamente num detonador. A situação política [o poder] é uma bomba armadilhada que, uma vez activada pelo tenso rastilho social não deixará de explodir. No dia seguinte ao incidente, a população de Sidi Bouzid, despertou de uma anestesiante letargia e saí rua em protesto contra o desemprego e o elevado custo de vida. O poder [ditatorial e corrupto] tenta responder com uma desproporcionada repressão para controlar os protestos. O resultado é o inesperado. Os protestos estendem-se nas cidades limítrofes para, na véspera de Natal , em Menzel Bouzayane, os confrontos descambarem em tiroteios nas ruas e mais um jovem caí na rua, morto a tiro pela polícia.
A 26 de Dezembro, em Souk Jedid, cidade próxima de Sidi Bouzid, a violência alastra. A multidão enfurecida incendeia a Perfeitura e é dispersa por violentas cargas policiais.
No dia seguinte começam os desfiles de protesto em Tunes. A revolta instala-se no "coração" do poder. Ben Ali, simbolo visível do Poder, aparece na TV para afirmar que o povo tunisino está a ser vitima de uma instrumentalização [vinda do exterior]. O clássico inimigo externo das ditaduras...

Entretanto, sob a pressão popular, do movimento sindical e das forças de oposição, Ben Ali procede a cosméticos ajustamentos governamentais. Mas os protestos continuam, melhor, disseminam-se e intensificam-se.

Quando a 1 de Janeiro morre um dos feridos das manifestações de Menzel Bouzayane, Ben Ali, volta à Televisão e assume um tardio e descredibilizado papel de pacificador.

A 4 de Janeiro morre – vitima de extensas queimaduras - o jovem que se tinha imolado em Sidi Bouzid. O seu funeral é marcado por insistentes e ameaçadores apelos à vingança.
Centenas de advogados em Sidi Bouzid, Thala, etc. manifestam-se pela “defesa da liberdade de expressão” e pelo “direito ao emprego e à dignidade”.
A 10 de Janeiro os protestos já se estendem a todo o País. No dia seguinte, na capital, violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança causam cerca de 40 mortos. A situação tornou-se incontrolável. A 13 de Janeiro, Ben Ali volta à televisão para anunciar reformas drásticas [nomeadamente em relação ao desemprego] e anuncia que não se recandidata a um 6º. mandato, em 2014…

Aparentemente, Ben Ali rendia-se aos protestos populares. Tarde e a más horas.
No dia seguinte tenta uma outra pirueta política: demite globalmente o Governo. Horas depois demite-se a si próprio e inicia uma fuga com a sua numerosa família com destino a França, que acaba por lhe recusar a concessão de asilo.
Finalmente, aterrou no reino das Arábias (onde habita um palácio em Jeddah). Onde espera continuar a viver as maravilhas das mil e uma noites…
A história recente dos últimos 28 dias de um País do Magreb ou, como num ciclo lunar, se põe fim a 23 anos de opressão...

posted by e-pá! , http://ponteeuropa.blogspot.com/


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