3 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Janeiro de 2011 às 10:13
Mais uma vez Boaventura Sousa Santos expõe com enorme clareza a «mentira» em que os nossos políticos embarcaram quanto à «crise» economico-financeira e às suas «soluções».
Embora não aponte soluções, toca também num ponto muito importante - porque é que quem toma decisões embarcou neste «naufrágio»? E eu atrvo-me a perguntar - porque não são pessoalmente responsabilizados por essas «más» decisões?


De . O REI VAI NU . a 20 de Janeiro de 2011 às 10:31
De : TRANSPARÊNCIA e BURLAS e ROUBOS, a 18.01.2011

O REI VAI NU (-por Daniel Oliveira, Arrastão)

Dois discos compactos com detalhes sobre as contas bancárias OFFSHORE de cerca de duas mil clientes e companhias usadas para EVASÂO FISCAL foram ontem entregues por um ex-bancário suíço a Julian Assange.
Não vai faltar quem se irrite. Quem defenda, como aconteceu com a diplomacia, que o segredo é alma do negócio.
Quem se lembre o direito à privacidade que é esquecido para o cidadão comum - em Portugal, por exemplo, os beneficiários do Rendimento Mínimo são obrigados a revelar tudo o que está nas suas contas enquanto o segredo é garantido para quem vai declarando muito menos do que evidentemente tem.

A WikiLeaks prepara-se assim para prestar mais um excelente serviço À SAÚDE das nossas democracias e, já agora, das NOSSAS ECONOMIAS.
Os offshore são usados para BURLAR os Estados de uma forma legalmente aceite - quando não servem para esconder dinheiro de atividades criminosas.

Se são os Estados que permitem a existência destes buracos negros, contribuindo para a DESTRUIÇÂO da função social das políticas fiscais e para a promoção a DESIGUALDADE, que seja a sociedade civil a dizer que o rei vai nu.
Não me parece que quem usa os offshores se vá sentir especialmente envergonhado. Pelo contrário, até sentirá orgulho pela sua eficácia empresarial.

Mas a DENÙNCIA poderá provocar, por uma vez, alguma indignação nos cidadãos contribuintes.
E talvez os leve a pressionar aqueles que elegem a fazer alguma coisa.
A criar regras na circulação de capitais e a impedir que o seu próprio território seja usado para fuga ao fisco.

Porque a coisa é simples:
os CONTRIBUINTES são diariamente ROUBADOS quando são obrigados a pagar aquilo que os que mais têm não pagam.
E são roubados no seu dinheiro porque antes foram roubados no seu poder.
Porque, em muitas democracias, os que elegem se demitem de pedir a todos o mesmo que pedem a quem trabalha.
Saber até que ponto somos roubados só nos pode fazer bem.


De - Que FUTURO ?? . a 20 de Janeiro de 2011 às 10:19
A Dívida: os sucessos conjunturais e os desafios estratégicos

1 . "Portugal colocou hoje 750 milhões de euros de Bilhetes do Tesouro a 12 meses a uma taxa de juro média de 4,029 por cento, tendo a procura sido 3,1 vezes a oferta."
A operação correu bem, na conjuntura, porque se conseguiu um juro menor do que os 5,281 em leilão idêntico realizado em 1 de Dezembro pp.
No entanto, tendo em conta que o juro foi de 0,9 %, numa operação idêntica há um ano atrás, podemos avaliar o desafio dramático que a especulação financeira coloca ao país.

2. "A Moody`s prevê que a economia portuguesa cresça em 2011 mas, mesmo assim, prepara-se para cortar o rating de Portugal, em um ou dois níveis, até ao «final de Março, senão antes».

Os juros altíssimos, entre os 6 e os 7%, que temos de pagar para obter dinheiro a 10 anos, associado ao baixo crescimento ou mesmo estagnação da economia e consequente menos receita do Estado para diminuir o défice fomenta o aumento da dívida que por sua vez diminui o desempenho económico.

O tão falado CÍRCULO VICIOSO só pode acabar com decisões de outra natureza, REESCALONAMENTO da DÍVIDA dalguns destes países, nomeadamente de Portugal (e eventual PERDÃO PARCIAL da mesma), reforma do BCE e passos decisivos de NATUREZA (con-) FEDERAL da UE.

Mais do que Portugal, a Grécia e a Irlanda, dado o fraco resultado das medidas tomadas, vai obrigar a UE, e em especial a Alemanha, a repensar a estratégia para ENFRENTAR a ofensiva da ESPECULAÇÃO financeira que tem na mira a Espanha, a Bélgica e eventualmente a Itália...

Quando se perceber melhor que o que está em causa é um forte ataque ao euro e que esta união monetária, cada Estado por si, não têm alicerces, para enfrentar grandes ameaças em situações de crise ou o euro fracassa ou medidas daquela natureza vão-se impor.
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Não sei se robustece ou fragiliza a credibilidade destes vaticínios dizer que não sou economista nem especialista em finanças. Mas... fica dito.

Etiquetas: a crise do euro, Reescalonamento da dívida
# Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 20.1.2011


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