3 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Janeiro de 2011 às 12:32
Como diz aqui o comentador anterior, já está «tudo» inventado. É só preciso vontade política.
Mas aproveito para lhe lembrar que a integração que sugere já é aplicada pontualmente, pelo menos em Lisboa (e no Lumiar). Só que é só para alguns «especiais». Pois conheço casos que os «realojamentos» são em prédios e condomínios ditos «normais», muitas vezes, senão sempre, sem até que os outros condónimos se apercebam do «realojamento» ou da particulariedade da «coisa».


De Zé T. a 20 de Janeiro de 2011 às 12:29
Questões pertinentes
(até porque o problema da ''habitação/bairros sociais'' persiste há décadas, principalmente nas áreas metropolitanas).

Contudo convém introduzir outros factores nesta equação, nomeadamente :
desemprego;,
má escolarização, má educação familiar, (des-)valores sociais;,
desresponsabilização dos 'alojados/ habitantes sociais';,
deficiente registo actualizado, não-controlo/ não-fiscalização das autarquias sobre a situaçãodos agregados familiares, sobre o pagamento das rendas, o cuidado de conservação das habitações e envolventes;,
inefectividade policial/ judicial, descontrolo/ proliferação de drogas e de gangs juvenis e de criminosos;,
e algum conluio/ aproveitamento de autarcas/ políticos/ partidos/ associações... com este 'status quo' para obter votos e/ou benefícios pessoais/ profissionais.

No Porto, as situações problemáticas têm vindo a diminuir devido (entre outras) a MEDIDAS DURAS da autarquia:
o não cumprimento de Regras e em especial a existência de droga ou actividades criminosas no bairro/habitações leva ao DESPEJO / expulsão imediato dos envolvidos.

Noutras autarquias, em vez do arRENDAmento (...)privilegia-se a VENDA das habitações (do 'uso de superfície', mesmo por valores abaixo do custo, às vezes valores simbólicos, atendendo à capacidade financeira do agregado), porque o sentido de propriedade leva os moradores a cuidarem melhor daquilo que é seu e do meio que os envolve, obtendo-se ganhos (menos custos futuros) em manutenção, reparação, apoios diversos, segurança, ambiente escolar, actividades económicas legais na zona, ...

Assim, para além das questões de urbanização e da economia e sociedade em geral, ... - variáveis em que os municipíos pouco podem fazer (a não ser paliativos, despejando dinheiro num BURACO sem fundo) -
é tempo de assumir falhas e mudar de métodos, deixar os ENGANOSOS 'paninhos quentes' sociais e - com regras claras, simples e fiscalização/aplicação rigorosa - obrigar a alterar comportamentos anti-sociais e comunidades não integradas, melhorando valores, a auto-estima e a imagem social do bairro.

Mas para o FAZER é preciso saber técnico, é preciso ter VONTADE (e ser independente de negociatas, amiguismos, tachos em serviços e empresas públicas e dos jogos político-partidários) e tê-los no sítio !!


De Há bons exemplos... a 20 de Janeiro de 2011 às 10:31
Meu caro amigo, não temos que inventar nada, é tudo uma questão de cultura, socialização e de políticas sociais inclusivas em vez de segregadoras.
Conheço a realidade suíça, pelo menos na parte francesa, em torno do lago Genéve, onde não existem bairros sociais no sentido em que nos aqui os entendemos. Há simplesmente bairros e todos são sociais na medida em que vivem lá pessoas que se socializam.
Em todas as urbanizações os construtores são obrigados a reservar, à disponibilidade do Estado/Autarquia/Cantão, um determinado número de apartamentos que como os demais são arrendados em regime de renda livre. Contudo, os reservados à responsabilidade do Estado tem rendas subsidiados em função da composição do agregado familiar e do respectivo rendimento. Quando a família cresce pode mudar para casa maior, quando diminui tem de passar a casa mais pequena ou perde o subsídio. O memo sucede com a alteração de rendimentos
Não há fugas, não há destruições, não há irresponsabilidades.
A assistência social funciona e controla em absoluto. Ninguém que não precise é subsidiado do mesmo modo que ninguém que precise deixa de o ser
Por cá é o que se conhece, são abusos para um lado e para o outro. Há quem não precise e tem, há quem precise e não tem. Uma sociedade de espertos, a começar pelos políticos que nos têm desgovernado e acabar no povo que assim de deixa desgovernar.


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