Campanha perdida

Esta terá sido uma oportunidade perdida para transformar esta eleição não na chave que iria resolver todos os problemas do País mas pelo menos na discussão que poderia lançar alguma luz sobre os desígnios que queremos colar ao futuro de Portugal.

Os poderes presidenciais são limitados, ou mesmo inexistentes, em matéria executiva, mas nada inibiria os candidatos de reflectirem sobre a natureza do regime, a vocação que a economia deve ter, os consensos partidários essenciais para que a vida política não seja uma mera fogueira de reputações e vaidades. Seria essencial fazer destas eleições não um despique sobre projectos escondidos de esquerda e de direita, mas uma pedrada no charco em que estamos metidos.

Era essencial que se discutisse a real eficácia do combate ao desperdício de dinheiros públicos, como reforçar instituições essenciais a um paradigma de Estado de Direito Democrático, como tornar eficaz a Justiça, como eliminar a crescente fractura social entre quem tem e quem não tem dinheiro. Não cabe aos candidatos discutirem um programa de governo, mas poderiam perfeitamente estabelecer balizas para a boa governação do País. E nada disso aconteceu nesta campanha perdida.

Eduardo Dâmaso [Correio da Manhã]


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Publicado por [FV] às 12:35 de 20.01.11 | link do post | comentar |

1 comentário:
De CHINESES a 20 de Janeiro de 2011 às 16:55
ESTUDO DE OPINIÃO DÁ VITÓRIA LARGA A CAVACO À PRIMEIRA VOLTA

O Barómetro TSF/”Diário Económico”/Marktest dá hoje uma vitória de Cavaco Silva à primeira volta nas eleições presidenciais, com 61,5 por cento dos votos, contra 15 por cento dos votos recolhidos por Manuel Alegre.
ALEGRE QUASE EMPATADO COM NOBRE
Segundo esta recolha de opinião, Cavaco tem uma vantagem de mais de 46 pontos sobre Manuel Alegre, que surge com uma curta vantagem sobre Fernando Nobre.

O candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda fica com uma escassa vantagem sobre Fernando Nobre, que junta 12,7 de pontos percentuais.

Francisco Lopes soma 3,3 por cento das preferências, enquanto que José Manuel Coelho garante 2,1 por cento, o que o coloca à frente de Defensor Moura, que não vai além dos 1,2 por cento.


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