RESULTADOS DAS ELEIÇOES PRESIDENCIAIS

 

Alegre reconhece derrota pessoal e rejeita responsabilidade do PS

O candidato Manuel Alegre assumiu, pessoalmente, a derrota nas presidenciais, garantindo que esta é sua e não “daqueles que o apoiaram”, rejeitando qualquer responsabilidade do PS, recordando que “todos os candidatos”, a começar por Cavaco, tiveram menos votos.

No discurso no hotel Altis – que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates – Manuel Alegre salientou que “não foi o Partido Socialista que perdeu este combate”.

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse.

Segundo o candidato derrotado – que afirmou já ter felicitado Cavaco Silva pela vitória nas presidenciais – “em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber pelo que se luta”.

“A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, reforçou, saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém.

Questionado pelos jornalistas sobre o que falhou para não ter conseguido uma segunda volta, o candidato rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado. “O que falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”. “Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou.

O ex-dirigente socialista disse ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”. “A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.

[Público]



Publicado por Izanagi às 23:32 de 23.01.11 | link do post | comentar |

9 comentários:
De Politica da punheta a 24 de Janeiro de 2011 às 21:05
Estas eleições revelaram uma politica de ponheta. Foram cinco contra um, disse Cavaco no, seu, discurso de vitoria


De Não o elegi mas, vou respeitar a função a 24 de Janeiro de 2011 às 17:18
A abstenção foi de 53,37%, pelo que se conclui que só votaram 46,63%. Considerando que Cavaco Silva foi eleito com 52,94 dos votos validamente expressos, podemos concluir que não chegaram a uns 20% os portugueses que elegeram o, próximo futuro, Presidente da Republica.
Deve ser respeitado porque é este e não temos outro mas, lá que é frágil, muito frágil, lá isso é


De Barbeiro a 24 de Janeiro de 2011 às 10:57
Juros ao custo de um cavaco


Nós percebemos.

Ele convenceu-se que a frase:
"do que Portugal precisa é de um novo Salazar" é para levar a sério.

Convenceu-se que se lhe vestisse a pele, mandando as mulheres para o recato do lar dar função ao seu estatuto de dependentes do "chefe de família" e reaprenderem os lavores femininos,
dizendo-nos que temos de estar caladinhos, fazendo-se providencial e sábio sem mácula e sem pecado,

informando que sem ele será o dilúvio, montando-se na sobranceria ridícula e balofa do dia da raça,
injectando o medo, ameaçando com dificuldades e aliciando aqueles a que chama "servidores do Estado",
que os portugueses o levariam a sério e projectavam nele aquilo que Portugal precisa.

Ele convenceu-se de que é possível andar para trás e que os portugueses estão dispostos a calçar as botas cardadas,
para que ele e os seus amigos fiquem com as auto-estradas livres para poderem passear.

Nós percebemos. Ele julga que encarnando a figura de um novo Salazar os portugueses, esquecidos do que eram ao tempo, vão agradecer e dizer-lhe que é disso que Portugal precisa.
Ele nunca entendeu que o medo só funciona se meter medo, como o Botas metia com a repressão sobre os insubmissos e incutindo a ideia de que todos são medíocres.

Nós percebemos a ideia e até acreditamos que muitos gostariam de ter um novo Salazar, mas esses muitos nunca voltarão a ser tantos que permitam que a ideia passe.

LNT [0.013/2011]

É uma imagem que pega sempre.É só ler os blogues,de certos opinadores que pululam nos média.
Todos eles tão serviçais,tão curvadinhos á cata de migalhas,para segunda-feira solicitarem uma "entrevista" ao sr professor...

Nada de pôr em causa o sr,o grande economista que vai salvar esta merda de rectangulo.
As imagens que tenho visto destes seres nojentos, todos eles tão literados ,intelectualoides,a apoiarem um ser cinzento,diz bem o tipo de Pátria em que vivemos... não, realmente este País, não merece poesia.
Merece a merda em que vai viver, nos próximos anos.
Luis Reis


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 24 de Janeiro de 2011 às 10:44
Estou de acordo com o candidato Manuel Alegre quando este afirma que a derrota é dele e que não soube fazer melhor. De um candidato fraquinho, fraquinho, agradece-se pelo menos o seu reconhecimento dessa fraqueza.
A culpa da re-eleição de Cavaco não é, na verdade dele. É de quem não percebeu ou não lhe interessou perceber, que este não era um candidato que potenciasse uma vitória ou até uma 2º volta.
Mas infelizmente há sempre quem se aproveite da fraqueza dos outros para daí justificar as suas derrotas.


De Democracia? N: plutocracia, CLEPTOcracia a 24 de Janeiro de 2011 às 10:30

Ganhou a ABSTENÇÃO (mais ainda do que em eleições anteriores).
Cavaco foi eleito por apenas UM QUARTO ( 25% ) !! dos Eleitores Portugueses !!

Não haja mais dúvidas:
a maioria dos portugueses NÃO MERECE a sua Cidadania nem os seus direitos Políticos ! está certo que sejam (mal)tratados como SERVOS e estúpidos pelos 'Palhaços' da OLIGARQUIA que nos desGoverna.

-------------------
De : Zé T. - a 21.01.2011

É esse mesmo um grande problema de falta de Cidadania.
Depois CULPAM os governantes (que, porque não votaram ou se abstiveram, Deixaram OUTROS escolher por VÓS ) !!!

E não venham desculpar-se dizendo que os candidatos não prestam !! que não têm escolha !!

1- Estamos em Democracia (ainda), e qualquer Cidadão pode livremente candidatar-se !

2- Há vários candidatos, uns 'melhores outros piores' outros 'menos maus', mas há Livre Escolha !

Sejam cidadãos plenos e responsáveis: VOTEM !


De Democracia para TóTós a 24 de Janeiro de 2011 às 10:37
Então a liberdade de não votar (não participar) é para si impedimento de ter opinião política geral ou particular?
Rico democrata me saíu você!
Então o facto de não ir à «bola» e não ser sócio de nenhum clube, é impedimento de querer essa actividade lícita e desenvolvida perante regras correctas de mercado?
Vá-se «catar» mais a sua estúpida fundamentação...


De Ó mente confusa... a 24 de Janeiro de 2011 às 11:09

Não votar Não é impedimento de ter opinião... - (independentemente de a ter ou não...).
E pode não ser 'sócio' de um ''clube'' (ou sê-lo de qualquer um... quiçá até de vários!!) ou não ir à ''bola'' com nenhum !

Mas «...querer essa actividade lícita e desenvolvida perante regras correctas de mercado? » sem ser agente/accionista pleno é incoerente...

Não Votar (quando o pode fazer) é Cidadania não assumida, é direito de Cidadania Política desprezada, é não querer assumir-se como Cidadão, como Político, como Democrata.


De Izanagi a 24 de Janeiro de 2011 às 13:43
A opção de não votar (e quando há opção é porque se podem fazer escolhas, o que implica haver várias hipóteses e liberdade de escolher) é aceitar aquilo que os outros escolheram e ao fazer essa opção, perde toda a autoridade para reclamar das eventuais más escolhas dos outros.
A opção de não votar ou não participar, amputa-o da autoridade de criticar.


De um novo país nasceu a 24 de Janeiro de 2011 às 09:42
E assim nasce um país novo.
até ontem existia um país chamado Cazaquistão ou Kasakistan cuja moeda é o tenge .
de hoje em diante passa a existir, também, o Cavaquistão cuja moeda é o cavaco. É um país do Sul da Europa ao contrario do primeiro que fica a Norte. Desconhece-se se existirá alguma coisa em comum mas é natural que não.


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