Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Assunto de areias movediças é o que trata de questões ligadas ao voto branco e ao voto nulo. Idem para a abstenção. Há dezenas de teorias para análise destas realidades e vou só centrar-me no facto em si.

Quem se abstém (excluir os impossibilitados p.f.) indica a indiferença em relação ao Sistema existente. Não acredita nele, ignora-o ou despreza-o.

Quem vota branco ou nulo identifica-se com o Sistema, mesmo que seja para através dele apresentar o seu protesto. No voto branco o eleitor não se reconhece representado por qualquer candidatura. O voto nulo é tecnicamente um voto mal votado, digamos que é um erro do eleitor. Acontece que há a desconfiança na idoneidade das Assembleias de voto. Em tempos idos tinhamos a certeza de ter, entre delegados e membros da mesa, representantes que inviabilizavam a transformação de votos brancos noutra coisa qualquer. Hoje existe alguma desconfiança resultante de em muitas mesas ter deixado de haver a representação dos concorrentes (por falta de capacidade das forças políticas se fazerem representar, leia-se, porque a Lei continua a prevê-los) o que leva muitos eleitores que pretendem votar em branco a anular os seus votos, inviabilizando outros usos.

Os brancos e os nulos são contados e contabilizados em separado, mas não entram nos cálculos do método de Hondt para apuramento eleitoral. Quer isto dizer que, por exemplo, num universo de 100 eleitores e três eleitos, se 50 eleitores não forem votar (abstenção) e 49 eleitores votarem branco ou nulo, os três eleitos serão escolhidos pelo centésimo eleitor (o único que votou válido). [LNT, A Barbearia do Senhor Luís]


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Publicado por Xa2 às 23:41 | link do post | comentar

3 comentários:
De [FV] a 5 de Junho de 2009 às 08:34
Isto que é uma espécie de democracia...
Os votos brancos e nulos, não contam.
E a abstenção só conta para dizerem a percentagem e criar o sentimento de culpa aos abstencionistas que se são 'estes' os eleitos é porque eles não foram votar...
As leis actuais foram modificadas para perpetuar o 'sistema'.
Entendo por sistema - a engrenagem (leis e metodologias de funcionamento das instituições) que permitem aos que estão no poder e aos que estão com ele, seja governo ou oposições, porque as oposições estão com o sistema (à espera de alternarem com o governo) a sua infinita perpetuação.
Isto não é uma democracia. Isto é uma espécie de democracia... como diriam uns analistas políticos que usam o humor para se expressarem.
No outro dia cruzei-me com o Otelo Saraiva de Carvalho num supermercado.
E fiquei a pensar se a culpa de tudo isto não seria dele.
Teve a oportunidade de fazer uma revolução e fez uma ‘florista’.
Não há verdadeiras mudanças sociais e políticas sem ser em ditadura ou em revolução.
Perdemos uma bela oportunidade.


De Militante a 5 de Junho de 2009 às 09:28
“FV” tem alguma razão na pergunta que faz, “se a culpa não será do Otelo Saraiva de carvalho que em vez de ter feito uma revolução, fez uma florista”.

Eu, tambem só o não culpo a ele, porque hoje entendo o que ele terá percebido a tempo e depois de ter dito que “os metia a todos no Campo Pequeno”. Ele deve ter-se apercebido que o defeito era do povo e que teria de encontrar um “Campo Pequeno” do tamanho do país.

É claro que nos tempos que correm já não há dúvidas quanto a isso, o povo quer é flores porque as revoluções dão muito trabalho e pensar cansa. É muito mais facil a reclamação, a má-língua e a maledicência.

E a verdade é que se não pode e nem deve, digo eu, mudar de povo. É o povo quando quizer assumir o seu destino nas suas próprias mãos que mudará, a si próprio, antes de mudar o que quer que seja. Cada um de nos, em particular e todos, em sociedade teremos de alterar comportamentos, melhorar a cultura, aumentar as responsabilidade, encontrar outro querer, acreditar nos nosso valores positivos. Como diz José Gil “deixar de ter medo de existir”
Como diria o outro, aquele do pântano, “é a vida”. A manterem-se os mesmos comportamentos não há, nunca haverá”Campo Pequeno” que nos valha!

Naturalmente que os partidos e os políticos (os que já existem ou os que venham a surgir) não são, mais nem menos que o produto resultante da população que os mantém ou os cria. Neste caso nem sequer se pode fazer qualquer um implante ou enxertia.


De Eleitor anónimo a 5 de Junho de 2009 às 11:56

Por isso mesmo,
Nos dias de Eleições, expressem o que querem ou,
no mínimo, expressem o que NÃO QUEREM:

VOTEM, votem, VOTEM.

E o Voto, para ter VALOR, não pode ser Branco ou Nulo.

E, já agora, sejam coerentes e não se deixem 'levar em cantigas', 'cartas em branco' e 'slogans' ... :

- se pertencem ao grande grupo de trabalhadores por conta de outrem, se procuram emprego, se são reformados com pequenas pensões, se são pequenos e micro-empresários ou profissionais liberais :
VOTEM num dos partidos de ESQUERDA

- se, por outro lado, pertencem àquela feliz minoria de afortunados ... :
Votem nos partidos de Centro-Direita , aqueles que melhor podem defender os privilégios e a manutenção do sistema ...


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