GALP envergonha Portugal

Ainda bem que a GALP deu lucro o ano passado, em 2010.

É sempre bom que uma empresa «portuguesa» dê lucro no exercício da sua actividade.

Agora ter 46% de aumento nos lucros num ano de grave crise nacional e internacional não me parece ser uma coisa assim tão boa.

Sobretudo se pensarmos no disparar dos preços que os combustíveis líquidos, gasóleo e gasolina e do gás tiveram o ano transacto e que tão graves consequências tiveram no agravar da vida dos portugueses quer nas famílias quer nas empresas nacionais.

E lembrar que quando questionada o ano passado pelo continuado aumento dos preços ao consumidor a empresa respondia que a culpa era do mercado, do custo do barril de crude, da desvalorização do euro ou outra desculpa similar afirmando ainda não ter espaço de manobra para baixar os preços.

Hoje perante este divulgar de resultados positivos, o que devia ser uma coisa boa que nos encheria de orgulho por a GALP ser uma empresa nacional vem provocar-me o sentimento contrário, o de revolta e de vergonha perante uma empresa que em nome do lucro desmedido e sem sentido nacional, contribuiu para o empobrecimento dos portugueses e afundamento do país.

Mas a culpa não é só dela, dos seus administradores, pois ninguém duvide que os grandes responsáveis por esta vergonha, é o nosso Governo que devia ter actuado e os responsáveis governativos furtaram-se a essa responsabilidade em nome do que quer que tenha sido no presente ou de aspirações pessoais futuras.

Hoje tomei a decisão de não mais abastecer na GALP.
Hoje percebi que estes nossos governantes não são credíveis e devem cair o mais rapidamente possível.
Hoje decidi suspender a minha postagem neste blogue até à queda deste Governo.



Publicado por [FV] às 14:26 de 11.02.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De DD a 11 de Fevereiro de 2011 às 22:44
A Galp é hoje uma multinacional portuguesa com negócios na prospecção, exploração, refinação e distribuição de todos os combustíveis e fabrico de óleo lubrificantes. Expandiu-se, encontrou petróleo em Angola e no Brasil e ganha com isso.
Há portugueses que acham que uma grande empresa só deve ser americana ou alemã ou de outro país que conseideram civilizado em contraste com Portugal.
Mário Crespo criticou hoje o lucro da Galpa referindo-se à estatal Galp quando esta empresa é maioritariamente privada com uma pequena, mas significativa, participação, da CGD e do Estado.
A Galp prepara-se para explorar gás natural na plataforma continental ao largo do Algarve e pode tornar Portugal independente da importação desse gás limpo que alimenta os nossos fogões e esquentadores e faz funcionar as centrais térmicas.
Os estúpidos têm estado a combater essa possibilidade com pretensos argumentos ecológicos quando a independência energética do País é da máxima importância.Esses estúpidos estão sempre ao serviço dos interesses estrangeiros.


De Izanagi a 11 de Fevereiro de 2011 às 15:29
concordo com tudo o que FV escreve, com excepção do último parágrafo. Não é por este Blog que temos a actuação do governo ( e talvez mesmo este governo)que temos.
Com algumas excepções os "postantes" do Blog não são "carneiros" nem yesman. E veja-se o meu caso, em que a quase totalidade dos post que tenho colocado são para chamar a atenção de más opções do governo e do PS, se é que ainda há PS.
Um espírito atento e crítico, sem medo , independente como FV faz falta em qualquer Blog e por maioria de razão neste.
Espero que a decisão tenha sido a "quente" e que não seja irredutível.


De Parcerias P-P ruinosas... a 11 de Fevereiro de 2011 às 15:07
Negócios pouco saudáveis
- por João Rodrigues

José Sócrates com Mello em pano de fundo.

Parece que o grupo Mello contratou o gestor público que fiscalizava o contrato da sua parceria público-privada no Hospital de Braga para trabalhar no hospital de Vila Franca de Xira, mais uma parceria.

Boas práticas de captura em linha com o capitalismo mais avançado.
É a vida de quem retira o Grupo Mello da gestão do hospital Amadora-Sintra, entregando-lhe como prémio pela má gestão novos hospitais.

Parcerias público-privadas de duvidosa vantagem para o interesse público, mas com muitas vantagens para o interesse privado que assim coloniza um dos sectores mais apetitosos.

Afinal de contas, uma responsável do Espírito Santo Saúde já tinha afirmado à RTP, em 2007, que “melhor negócio do que a saúde só mesmo a indústria do armamento”.

Já agora, aproveito para recomendar este artigo de João Semedo e Sofia Crisóstomo.


De Esquerda.net a 11 de Fevereiro de 2011 às 15:39
« SNS - Nem rosa velho, nem laranja choque. A resposta da esquerda», João Semedo e Sofia Crisóstomo. Socialismo 2010.
A saúde é um direito a preservar !
em: http://www.esquerda.net/virus/media/virus1107.pdf





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