3 comentários:
De Zé T. a 14 de Fevereiro de 2011 às 10:13
Abram os olhos e agradeçam ao Louçã...
o que o BE fez, de facto, foi :

- tentar dar a volta ao status quo político-partidário (não coseguiu),
- precisar posições partidárias (parcialmente conseguido), e
- um grande favor ao PS-governo (obrigando PSD a dizer que não votará a moção de censura).



De no-moleskine.blogspot.com a 15 de Fevereiro de 2011 às 09:33
JVC disse...
Não concordo consigo (RN, OGrandeZoo: «À ESQUERDA - caminhos perdidos», 11.2.2011).
Mas deixando desde logo uma declaração de interesses: sou de esquerda desde que me fiz homem, tento continuar a sê-lo, coisa cada vez mais difícil, mas nada me liga ao BE (nem ao PS).

Sabe tão bem como eu que a moção de censura pode ser um instrumento de derrube do governo, e assim está a ser valorizada, mas também é uma forma de afirmação ou imagem política, legítima.
Que abre crise, como diz Assis (ó Namorado coimbrão, lembra-se do livro do professor Assis?), é parvoíce.
Para posição política sem crise, basta apresentar uma moção com um texto que impeça o outro lado de a subscrever e de, assim, ter efeitos de derrube.

Parece-me claro que é o que se vai passar.
O BE apresenta uma moção que lhe dá grande protagonismo mas, como não está interessado na substituição de Dupont por Dupond,
faz isso com um texto vincadamente ideológico, não consensual, que dá pretexto ao PSD para não a votar, ao mesmo tempo que acaba sempre por comprometer o PSD com a manutenção do governo.

Era o que o PCP ia fazer, mas o BE antecipou-se.

Mas ficam sem possibilidade de apresentar outra moção, mais tarde.
O que interessa? o BE vai esperar é pelo momento em que seja o PSD a assumir o ónus da "crise", com a sua própria moção.


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