Eleições Europeias: Eurosondagem

 

O Partido Socialista vai vencer as europeias de domingo com uma vantagem de cerca de quatro por cento em relação ao PSD. Esta é a conclusão da última sondagem da SIC, Expresso e Rádio Renascença.

De acordo com o estudo da Eurosondagem, se as eleições fossem hoje, a lista encabeçada por Vital Moreira conseguiria 36 por cento dos votos. O que representa uma subida de meio por cento em relação à sondagem da semana passada. O PSD, de uma semana para a outra, caiu: a projecção dá-lhe 31,9 por cento, tendo perdido 0,6 por cento.

A surpresa destas eleições pode ser a subida do Bloco de Esquerda a terceira força política do país. A sondagem aponta para um resultado de 10,1 por cento, a subir 1,3 por cento em relação à semana passada. O bloco ultrapassou a CDU, que consegue 9 por cento dos votos com uma ligeira queda.

A lista do CDS-PP pode ser a grande derrotada destas europeias.Tem pouco mais de 6 por cento. e perde 0,4 em relação à última sondagem. [SIC]



Publicado por JL às 11:46 de 05.06.09 | link do post | comentar |

7 comentários:
De Izanagi a 5 de Junho de 2009 às 17:29
Aqui está um resultado que é de todo inverosímil. Alguém acredita que o PS, com o PSD completamente destroçado e um CDS em decadência vá perder 3 deputados?
Seria muito grave e um mau presságio para as eleições que se seguem.
Mas… a verificar-se este resultado de quem será a responsabilidade? Do cabeça de lista ás eleições europeias? Do secretário-geral que o impôs? Das candidatas mulheres que concorrem a tudo e mais alguma coisa? De alguns elementos da lista, nomeadamente o ex-ministro da saúde, que ganhou imensos anti-corpos da sociedade portuguesa? Ou de todos esses factores?
E a confirmar-se, o que eu duvido, os militantes socialistas vão continuar a manter a atitude desinteressada, mas até agora cómoda, na sua caminhada para o abismo ou vão exigir outras soluções e outros actores na reconquista do poder?



De Zé da Burra o Alentejano a 5 de Junho de 2009 às 16:14
Quando é que os portugueses se apercebem de que PS e PSD são as duas faces da mesma coisa? Porque se continua a dar-lhes em conjunto 70% dos votos úteis (os que não elegem representantes são votos perdidos).


De [FV] a 5 de Junho de 2009 às 14:06
Pena é a realidade ainda haver quem vote nestes partidos políticos com assento na AR.
Esperança para novos rumos para Portugal era as sondagens, ou melhor, os resultados eleitorais do próximo domingo darem 0% ao PS, 0% ao PSD, 0% ao CDS, 0% ao 0% ao BE. E independentemente da ordem serem eleitos para a Europa apenas nomes dos novos movimentos dos 'nhónhós, dos 'SMS' ou dos 'tantans' ou de outros quaisquer.
Sem poleiro europeu esses que vivem à custa das politicas de conivência teriam obrigatoriamente de repensar a sua postura de trabalho... nem que fosse só até às próximas eleições.
Era um ver de bom governar e de presença assídua no parlamento, com medinho de voltarem a não ser eleitos nas 'nacionais' que se aproximam.
Mas isso era se este 'povo' merecesse boas políticas ou será que queria dizer políticos? Não serão eles apenas o nosso reflexo?


De o Povo Semi-Soberano a 5 de Junho de 2009 às 12:35
"Vivemos uma democracia de audiência", diz Conceição Pequito

Portugal tem uma sociedade civil anestesiada, os partidos estão longe do povo e as suas direcções controlam a constituição das listas eleitorais, cujo processo é o jardim secreto da política
[São José Almeida, Público.pt, 03-06-2009, via MIC ]

O sistema político português está bloqueado e uma larga maioria dos cidadãos deixou de se reconhecer nos partidos políticos existentes, que funcionam de forma oligárquica e sonegaram a soberania popular, que lhes é delegada pelo voto e que deveriam representar.

Este diagnóstico é a conclusão que ressalta da obra O Povo Semi-Soberano. Partidos Políticos e Recrutamento Parlamentar em Portugal, que identifica e analisa as especificidades portuguesas da crise dos sistemas políticos representativos.

"Vivemos uma democracia de audiência, feita de comunicação social, sondagens e líderes, em que há uma espécie de sondocracia, de videocracia e de lidercracia", resume Conceição Pequito, explicando as novas condições em que é exercida a política:
"As sondagens funcionam como um escrutínio permanente ao eleitorado e é desse escrutínio que saem as ofertas políticas que os partidos direccionam, como produtos no mercado, para rentabilizar votos.

Depois há a questão da videocracia, com o peso da comunicação social, que personaliza, por sua vez, os líderes. Tudo isto se vai afunilando, até que torna a sociedade civil claustrofóbica".

Esta situação é geral, mas Conceição Pequito considera que "nos outros países é menos preocupante, porque há sociedade civil".
E explica que "nas democracias consolidadas a crise dos partidos tem sido compensada com o alargamento do repertório das formas de participação política, que reforça a participação na representação".

Mas em Portugal "a componente participativa só começa a existir com a introdução do referendo na Constituição em 1997".
A democracia nasceu "com uma componente de democracia participativa nula, a que há é recente e os cidadãos não se mostraram receptivos. Até à data, não tem corrido muito bem". E lembra a história dos referendos e a altíssima abstenção que os tornou não-vinculativos.

"Envelhecimento precoce"
As "tendências transversais" a todos os sistemas políticos europeus são agravadas em Portugal pelo facto de ser "uma democracia demasiado jovem, mas com traços de envelhecimento precoce".
Conceição Pequito considera que "é preocupante" que o sistema político português esteja "a dar saltos qualitativos para limitações do sistema democrático consolidado, mas em fase precoce".
Ou seja, a sociedade está distanciada dos partidos e o povo não se sente neles representado.

Apontando as causas da especificidade portuguesa, Conceição Pequito refere em primeiro lugar a "democratização tardia", que fez com que os partidos políticos fossem "criados de cima para baixo nessa altura ou próximo, "à excepção do PCP, que existe desde 1921 com um longo passado de clandestinidade".

Ora, prossegue esta investigadora, o processo é assim inverso ao dos partidos europeus que "nascem para dar voz a grupos ou classes sociais pré-existentes, para politizar clivagens que existem na sociedade, são na esfera institucional uma espécie de correia de transmissão do tecido social".

Em Portugal, "os partidos são autores e actores da democracia, todo o sistema é feito pelos partidos", vão para o Governo, vão para o Parlamento, vão para o poder local e, "só depois de instalados na esfera institucional, vão à procura da representação popular", em meados dos anos 80.

Exemplo é a ligação que os dois maiores partidos têm com as organizações sindicais ou patronais.
"O PCP entra na CGTP e o PSD e o PS ficam ali dois anos hesitantes para criar um movimento representativo dos trabalhadores para responder ao avanço do PCP", lembra, prosseguindo:
"E tiveram de concordar numa criação conjunta da UGT, porque a UGT é uma espécie de prestação de serviços; quando o PSD está no Governo, presta-se a assinar os acordos, e com o PS o mesmo".
...


De LAFC a 5 de Junho de 2009 às 12:41
"Vivemos uma democracia de audiência", diz Conceição Pequito
Portugal tem uma sociedade civil anestesiada, os partidos estão longe do povo e as suas direcções controlam a constituição das listas eleitorais, cujo processo é o jardim secreto da política
[São José Almeida, Público.pt, 03-06-2009], via MIC |

comentário

[1] Pois vivemos!
Luis Augusto Fonseca Costa, 2009-06-04 04:30:07

Se houvesse um campeonato do mundo de diagnosticadores,nós portugueses seríamos sérios candidatos a usurpar grossa fatia das medalhas,sobretudo na vertente das modalidades
"choraminguice", bisbilhotice", "chicoespertice", "malandrice", "aldrabice", "roubalheirice",
"impostoreirice", "vaidosice", "caganice" e tantas outras "ices" e "ismos",que andam por aí há muitos e muitos anos a impestar a nossa sociedade,e a corromper tudo o que de bom nela existia:
a honestidade, a discrição, o bom senso, a utopia no bom sentido ou q.b..

Tudo o resto é paisagem, é trapalhice, é uma cambada de vígaros, que pretendem enganar os outros para viverem à custa de todos nós, e do erário público, que é nosso e bem nosso e não é desses malandros, desses filhos da mãe, porque sou uma pessoa educada e nunca disse uma asneira na minha vida!


De visto de fora a 5 de Junho de 2009 às 12:25
BBC afirma que Governo Sócrates cortou pensões e aumentou idade de reforma
[João Ramos de Almeida , Público.pt, 03-06-2009]

Não, não se trata de nenhuma nova força da oposição. No site da BBC, onde se traça o perfil de cada país do mundo, é afirmado que o Governo se José Sócrates reduziu o défice orçamental graças à redução de pensões, aumento da idade de reforma e retirando benefícios aos funcionários públicos.

Segundo a BBC, o governo de Sócrates - empossado em 2005 depois de conseguir a primeira maioria absoluta para os socialistas - “traçou a sua pioridade em reanimar a economia – que se encontrava há anos quase na cauda das tabelas europeias – e travar o crescimento do desemprego”.

“Desde então, o seu Governo conseguiu reduzir profundamente as despesas públicas, através da redução de pensões, o aumento da idade de reforma e do corte de benefícios dos funcionários públicos, numa tentativa para diminuir um dos mais elevados défices orçamentais da Europa”.

“As reformas – que alguns acusam de estar a destruir direitos sociais – recebeu de imediato os protestos, na sua maioria dos trabalhadores do sector público”.

Quanto ao Presidente da República, o site da BBC sublinha o facto de Cavaco Silva ter sido o primeiro presidente de centro-direita desde “o golpe de 1974” e que conseguiu derrotar dois candidatos socialistas. Mas acrescenta que “o papel do Presidente é sobretudo cerimonial”, embora entre os seus poderes esteja a nomeação de primeiros-ministros, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições.


De Agnóstico a 5 de Junho de 2009 às 12:11
Sondagens, presunção e água benta, cada um tomará a que quiser .

Sondagens são muitas, presunção muito mais, a água benta tem vindo a perder valor tal como a religião. Ainda bem, por algum lado se tem de começar. Mas é pouco é mesmo muito pouco.


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