De ''Centrão'' a 16 de Fevereiro de 2011 às 09:58
''Centrão'': das oligarquias, do vazio de princípios e do aparelhismo clientelar

Alfredo Barroso - na "mouche"!

[por Ana Gomes, CausaNossa, 15.2.2011]

Com o certeiro artigo "O PS no 'centro do centro' e a reprodução das oligarquias partidárias"., publicado hoje no Jornal i.

A ler obrigatoriamente por todos os militantes do PS que ainda, apesar de tudo, se sentem socialistas e querem que o seu PS seja mesmo "Partido Socialista".

O "centro do centro" é o vazio ideológico, é a ausência de principios democráticos, é a indiferença a escrúpulos ou ética, é o polvo aparelhista e clientelar.

Não faz apenas o jogo da direita: é pior que a direita, pois descredibiliza a esquerda e arruina a democracia.


De F.O. a 16 de Fevereiro de 2011 às 11:28
José Manuel Faria de Oliveira

Conhecendo bem ambos os oponentes, só posso verberar o mais enérgicamente possível a posição de A. Santos que se entrincheira no políticamente correcto e no unanimismo oficial do partido, como era de esperar.
Debate interno?
Só por piada de mau gosto.
Toda a gente sabe que o pseudo-engenheiro foi lá posto pelos barões precisamente para assegurar a plena domesticação das hostes até chegarmos ao caos actual.

Todos são aberta ou dissimuladamente coniventes com o status quo.
Onde estão as vozes críticas dos notáveis do partido? Nunca se soube de nenhuma! Basta ver que o livro Dossier Sócrates teve de ser publicado no estrangeiro e o seu autor perseguido e ameçado de morte. Como abertura e pluralismo não está nada mal.

È por isso que as acertadas críticas de Neto se inserem numa das raras tentativas de chamar à razão alguém a quem ainda reste um pouco de bom senso, mas que, pelos vistos, são ignoradas pelos barões.

Fala-se de José Seguro, mas ele tem estado caladinho que nem um rato.
Palavras para quê? É o país que temos e que somos.......

em http://www.ionline.pt/conteudo/104968-segunda-e-ultima-carta-aberta-henrique-neto


De 2ªcarta de Alm.Santos, presid.PS. a 16 de Fevereiro de 2011 às 11:36
Segunda e última carta aberta a Henrique Neto

- por Almeida Santos, em 16.02.2011 - http://www.ionline.pt/conteudo/104968-segunda-e-ultima-carta-aberta-henrique-neto

Na minha primeira carta, reproduzi fielmente uma série de acusações suas, inverídicas e lesivas da minha dignidade, e da dignidade do meu partido, que por coincidência ainda é o seu. Tratava-se de acusações patentemente falsas, logo de intencionais mentiras.
Mas fiz questão de lhe dar a oportunidade de, não para mim, mas para quem tivesse tido conhecimento delas, tentar demonstrar a sua veracidade, antes de eu formular um juízo definitivo a respeito do incidente e de si próprio. Transcrevi-as, para esse efeito, uma a uma, e fiquei à espera da sua resposta.
Para confirmar, se pudesse, a verdade das suas acusações, ou para, não podendo, honestamente as infirmar, reconhecendo que nem eu, nem o partido de que ainda é formalmente militante, merecíamos as graves acusações que nos dirigiu.
Não aproveitou nenhuma dessas oportunidades. Nem tentou demonstrar a verdade das suas mentiras, nem fez o acto de contrição que no caso contrário cabia.

Em vez disso encheu a sua resposta de divagações sem o menor interesse para o que estava em causa e, como se não se tivesse confirmado assim a existência entre nós de uma grave pendência de honra, reforçada pela implícita confirmação das falsidades das suas acusações, ainda se permitiu estender a ofensa perpetrada ao que chama
"a maioria dos militantes dos órgãos do partido", acusando-os de colaborarem na existência da "censura (que diz) praticada no PS", por "ser feita com a (sua) passividade, porventura com o (seu) acordo". Directa ou indirectamente, activa ou passivamente, eles teriam dado a sua concordância".

Colectiviza assim, e agrava, a anterior mentira, deste modo a confirmando. E vai mais longe. Acusa os "órgãos do partido" de os "escolherem a dedo", sendo por isso que "o debate interno não existe".
Diz isso - talvez para explorar o facto de haver quem realmente não sabe - como se não soubesse que os membros dos órgãos do partido são de há muito objecto de eleição directa pelos próprios militantes de base.
Tenho assim de concluir que a acusação pressupõe o seu desconhecimento da diferença que há entre uma eleição directa e uma escolha a dedo!

E que é isso de no PS não haver debate interno?
É claro que há, que sempre houve, e o senhor sabe isso!
Quando muito, pode ocorrer que, quando o PS está no governo, o debate interno abrande, nomeadamente porque o líder do partido, e primeiro-ministro, debate no parlamento e na comunicação social, com as oposições, e com o conhecimento de todo o país, quer a política geral quer as políticas sectoriais.

Reconheça ao menos, por mais que isso lhe custe, que o actual secretário-geral e líder do governo, quando o PS obteve a primeira maioria absoluta, propôs e fez aprovar a periodicidade quinzenal dos debates parlamentares, que antes eram mensais.
E, na minha opinião, que não é só minha, em quase seis anos, não perdeu um único debate.

Acha mesmo que pode assim ser levado a sério quando pretende que não há debate no interior do PS?
Porque não tenta fazer-se eleger para os órgãos onde esse debate se trava?
E porque não assiste e participa nos debates que têm lugar, por exemplo, no âmbito das Novas Fronteiras?

Tudo indica que o debate que o Henrique Neto prefere é o que se traduz na crítica ao seu próprio partido na comunicação social, a sós ou em diálogo, mas que assegure uma condenação dobrada, e quantas vezes ressentida.
Reconheça ao menos que, em razão disso, nunca foi objecto de qualquer reacção confirmativa da intolerância dos órgãos do partido às críticas dos seus militantes.

E se desta vez lhe respondo, é só porque não se limitou a criticar, que isso é um seu direito, tendo invadido o terreno da falsidade e da mentira.
Daí a conclusão, que posso tirar e tiro, de que a existência de críticos do PS no seu próprio interior, dos quais o Henrique Neto é um exemplo frisante, é a melhor demonstração da inverdade de que no PS há censura!

Diz também que ...


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