O Cretinismo de Louçã

 

            Louçã mostrou ao País o seu cretinismo endemoninhado quando agora o Passos Coelho e o Portas disseram que se vão abster. Provavelmente também o PCP fará o mesmo, mas se não fizer não há qualquer interesse.

            Como é que o líder de um dos partidos mais pequenos da AR com poucos deputados pôde pensar que os restantes partidos vão submeter-se à sua agenda ou dançar ao som do seu pífaro? Louçã não é Berlusconi e Coelho não é uma menor marroquina. O parvalhão julgava que ia estar um mês nas “bocas do mundo” com toda a informação a querer adivinhar se o governo cai ou não. O assunto morreu e Louçã não sabe se vai continuar no ridículo ou retira envergonhado a sua moção que até quis que fosse contra o PS e o PSD, quando o segundo partido nem está no governo. Para estupidez é mesmo demais.

            O governo PS irá cair quando o PSD quiser e isso acontecerá logo que a situação financeira melhorar um poucos, as exportações subirem mais e a balança comercial começar a equilibrar-se com a eventual descida ligeira do desemprego. Passos Coelho não anda atrás dos cacos produzidos pela crise mundial e pelo egoísmo extremo dos alemães que teimam em não querer que o Banco Central Europeu emita moeda para adquirir dívidas soberanas a juros razoáveis como faz o Fed e faria qualquer banco central nacional. Passos quer subir ao poder na fase de transição quando a austeridade ainda é sentida por toda a gente, mas pode deixar de o ser em breve. Ele vai querer passar por ser o homem que salvou a Pátria e o Povo de todas as misérias deste mundo e do outro. O pior é que não pode prometer muita coisa pois a situação pode inverter-se num ápice.

            O fundo criado para apoio a países endividados – e são todos da zona euro – no valor de 500 mil milhões de euros só começará a funcionar em 2013, o que pode levar Passos Coelho a atrasar o seu projeto de deitar o governo abaixo, a não ser que Portugal consiga sair mais rapidamente pelos seus próprios meios do “olho do furacão financeiro” e então Passos vai querer ir para o leme já num mar bonançoso.

            O objetivo de Passos é imitar o Silva que subiu ao poder quando começou o maná europeu e o desbaratou completamente, mas o pessoal viveu feliz naqueles anos primeiros. Claro, o maná europeu não virá do tal fundo e ou o País faz algo por si próprio ou voltará a afundar-se.

            Ontem no “Prós e Contra” vimos que há gente a trabalhar pelo País e que Sócrates tem feito um esforço formidável para incrementar as exportações, a única coisa que deve ser feita agora. Não venham com politiquices sociais ou não porque ou há dinheiro e salva-se muita coisa ou não haverá e a ruína será uma certeza.

            Todo o Norte de África está praticamente no desemprego e centenas de milhões de habitantes do nosso planeta estão desempregados ou vivem com menos de dois dólares por dia. Enquanto a globalização não for mais solidária e keynesiana, os sete mil milhões de habitantes do nosso globo afundar-se-ão cada vez mais num mar de lixo e miséria.



Publicado por DD às 21:55 de 15.02.11 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Militante descontente a 18 de Fevereiro de 2011 às 10:23
Com estes exemplos ... e ponderando os prós e contras,
se estas políticas/práticas do Sócrates e seus apoiantes continuarem ...
acho que vou anular a minha inscrição no PS (já sou abstencionista ou contra ...)
e vou passar a ser do BE ou dos Verdes.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Fevereiro de 2011 às 17:08
E entre um CRETINO e um «Reles A TUA TIA», mais vale um cretino...


De ---Nada a censurar ?! !! a 16 de Fevereiro de 2011 às 13:34
-------- PS, PSD & CDS: uma pseudo-estabilidade que não se censura

Nunca tivemos tantos desempregados.
A taxa de desemprego no 4.º trimestre de 2010 aumentou 1 ponto percentual em termos homólogos e 0,2 pontos percentuais em cadeia, para 11,1 por cento.

------- TudoBem Pictures presents: "Pedro, a pseudo-maravilha e o amigo Zé-o-Cumpridor"

Pedro Passos Coelho anunciou hoje a abstenção do PSD na “pseudo-moção de censura” do Bloco de Esquerda (BE) e avisou que este “ainda” é o tempo de o PS governar.

“Se algum dia chegarmos à evidência que o Governo não cumpre aquilo a que se comprometeu,
que há uma situação financeira de ruptura em Portugal,
que o país está num impasse, num beco sem saída, então nós arranjaremos uma saída”, afirmou aos jornalistas.

------ O paraíso do esquema: enriquecer por conta

A maior parte das empresas sedeadas na Zona Franca da Madeira não têm qualquer funcionário. Ao todo são 2435 das 2981 entidades com morada fiscal no offshore da Região Autónoma da Madeira - 81,6% - que não têm qualquer trabalhador a seu cargo e que não pagam impostos ou pagam impostos reduzidos, de acordo com dados do Ministério das Finanças .

----------- Mais corte, menos corte... e está tudo bem

Segundo números oficiais, o Campus de Justiça de Lisboa, inaugurado em Julho de 2009, custa ao Ministério da Justiça mais 10 milhões de euros em rendas e condomínio que as anteriores instalações, a maioria das quais alugadas. Nesse ano, estavam previstos para a locação de edifícios 5,6 milhões de euros, tendo a despesa real obrigado a uma correcção no orçamento. No final do ano, gastaram-se mais de 16,3 milhões, a maioria dos quais atribuídas a despesas com rendas. Hoje mesmo começa o debate instrutório de um dos mais mediáticos processos judiciais, o da Face Oculta, e o Tribunal Central de Instrução Criminal teve que se transferir para Monsanto, porque no campus não existe uma sala com capacidade para albergar os 36 arguidos do caso. Este ano o mesmo aconteceu com o caso BPN. (Público, hoje)
-------------------------------------------------------
Um relatório sobre o funcionamento das Varas Criminais de Lisboa no Campus da Justiça alerta para problemas de segurança no edifício e as reduzidas dimensões das salas de audiência, concluindo que a saída da Boa Hora foi "um erro".

Erro? Deve haver aqui um equívoco. Foi construído pelo consórcio Edifer/Mota-Engil. Mota-Engil não é erro. É destino. O edifício até ganhou prémios, apesar de ser um amontoado de escritórios sem janelas para a rua. E o Estado paga 1 milhão de euros pelo seu arrendamento, ratos incluídos à borla. Quanto à Boa Hora, um edifício com um valor histórico incalculável, foi apontado para hotel de charme pelo valor de 35 meses de renda do novo caixote de ratos. Confirma-se. Não foi erro. 35 milhões por um edifício daqueles é um negócio da China. Para quem compra. Eles nunca se enganam, ora Júdice. (O país do Burro, Julho de 2010)
--------------------
OPaisDoBurro, 16.2.2011


De Censura e crítica a 16 de Fevereiro de 2011 às 13:16
Censurável era ter capitulado
por Andrea Peniche, Arrastão 14.2.2011

A moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda provocou uma tempestade. O copo de água transbordou porque a esquerda decidiu fazer oposição e se recusou a capitular.

As razões da censura parecem-me claras:
A moção critica e recusa a destruição do contrato social que deve proteger os desempregados.
E a direita juntou-se ao PS para reduzir o subsídio de desemprego.
A moção critica e recusa a vida sem vida que é imposta às gerações sacrificadas, aos trabalhadores que vivem a recibo verde e a trabalho temporário ou a prazo.
E a direita juntou-se ao PS para promover os recibos verdes e a precariedade. Dois milhões, quase um em cada dois trabalhadores, desemprecários. Sem futuro, sem vida.

E o tempo parece-me acertado:
Porque é agora que o governo concretiza medidas destruidoras do emprego porque facilitadoras do desemprego: a redução da indemnização pelo despedimento e o fundo para financiar o despedimento.
Queremos que elas sejam retiradas, que sejam recusadas e que sejam vencidas, porque vão criar mais desemprego.

Depois de três dias de intoxicação, Miguel Portas diz hoje num artigo que esta é uma moção táctica de alcance estratégico.
Recusa inevitáveis.
Se aprovada, trará eleições num tempo que não é o preferido pela direita e onde o socratismo terá reduzida margem para chantagear com o voto útil.
Se chumbada, acentua o compromisso do PSD com a decadência do governo.


De DD a 16 de Fevereiro de 2011 às 14:05
Mas alguém acredita que o BE faça aoarecer umas centenas de fábricas novas ou vá buscar aos bancos as provisões e percas por imparidades para aumentar os impostos em IRC.
Os bancos pagam menos IRC porque as provisões obrigatórias estão isentas desse imposto bem como as percas resultantes das quebras de ações e títulos desvalorizados pela crise.
As provisões são necessárias porque a banca tem o dinheiro dos trabalhadores e das empresas que pagam aos trabalhadores, pelo que não podem deixar de ter reservas para garantir os depósitos à ordem dos trabalhadores e a prazo dos que têm algum aforro.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Fevereiro de 2011 às 17:06
Mais uma justificação ranhosa de DD «O Ranhoso».
- Se o BE não fazia aparecer mais umaa fábricas tinha pelo menos o mérito de fazer «desaparecer» alguns destes «gulosos» mediocratas da actual vida nacional;
- Se os Bancos pagam menos IRC porque estão isentos, o BE podia acabar com essas isenções, dado que estes «artistas» sem curriculo profissional ou aacadémico, que são os nossos governantes, não o fizeram porque não quiseram;
- E se a CGD fizer verdadeiramente o seu «papel» no sector os outros Bancos têm de acompanhar a CGD, senão vão poarar às urtigas.
- Revolução social, económica e de políticas, precisa-se. Estes mediocratas é que não. Nunca mais!


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