De Censura e crítica a 16 de Fevereiro de 2011 às 13:16
Censurável era ter capitulado
por Andrea Peniche, Arrastão 14.2.2011

A moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda provocou uma tempestade. O copo de água transbordou porque a esquerda decidiu fazer oposição e se recusou a capitular.

As razões da censura parecem-me claras:
A moção critica e recusa a destruição do contrato social que deve proteger os desempregados.
E a direita juntou-se ao PS para reduzir o subsídio de desemprego.
A moção critica e recusa a vida sem vida que é imposta às gerações sacrificadas, aos trabalhadores que vivem a recibo verde e a trabalho temporário ou a prazo.
E a direita juntou-se ao PS para promover os recibos verdes e a precariedade. Dois milhões, quase um em cada dois trabalhadores, desemprecários. Sem futuro, sem vida.

E o tempo parece-me acertado:
Porque é agora que o governo concretiza medidas destruidoras do emprego porque facilitadoras do desemprego: a redução da indemnização pelo despedimento e o fundo para financiar o despedimento.
Queremos que elas sejam retiradas, que sejam recusadas e que sejam vencidas, porque vão criar mais desemprego.

Depois de três dias de intoxicação, Miguel Portas diz hoje num artigo que esta é uma moção táctica de alcance estratégico.
Recusa inevitáveis.
Se aprovada, trará eleições num tempo que não é o preferido pela direita e onde o socratismo terá reduzida margem para chantagear com o voto útil.
Se chumbada, acentua o compromisso do PSD com a decadência do governo.


De DD a 16 de Fevereiro de 2011 às 14:05
Mas alguém acredita que o BE faça aoarecer umas centenas de fábricas novas ou vá buscar aos bancos as provisões e percas por imparidades para aumentar os impostos em IRC.
Os bancos pagam menos IRC porque as provisões obrigatórias estão isentas desse imposto bem como as percas resultantes das quebras de ações e títulos desvalorizados pela crise.
As provisões são necessárias porque a banca tem o dinheiro dos trabalhadores e das empresas que pagam aos trabalhadores, pelo que não podem deixar de ter reservas para garantir os depósitos à ordem dos trabalhadores e a prazo dos que têm algum aforro.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Fevereiro de 2011 às 17:06
Mais uma justificação ranhosa de DD «O Ranhoso».
- Se o BE não fazia aparecer mais umaa fábricas tinha pelo menos o mérito de fazer «desaparecer» alguns destes «gulosos» mediocratas da actual vida nacional;
- Se os Bancos pagam menos IRC porque estão isentos, o BE podia acabar com essas isenções, dado que estes «artistas» sem curriculo profissional ou aacadémico, que são os nossos governantes, não o fizeram porque não quiseram;
- E se a CGD fizer verdadeiramente o seu «papel» no sector os outros Bancos têm de acompanhar a CGD, senão vão poarar às urtigas.
- Revolução social, económica e de políticas, precisa-se. Estes mediocratas é que não. Nunca mais!


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