O Governador do Banco de Portugal veio para desanimar a malta

 

 

            Temos como governador do Banco de Portugal um senhor que parece que veio do nada para desanimar a malta. Um tal de Carlos Costa arranjou um bom emprego em que ganha mais que o PR para andar a dizer asneira sobre asneira e a desanimar todo o tecido económico e o País.

            O tal de Costa disse que Portugal está já em recessão. É certo que no 4º trimestre de 2010 houve uma queda do Pib de 0,3% relativamente ao 3º trimestre, mas tecnicamente considera-se que um País está em recessão quando há três trimestres em queda. Ora, estamos a meio do 1º trimestre do ano, pelo que os resultados só serão conhecidos lá para Maio. Por isso, foi imprudente ou má fé dizer que estamos em recessão, mesmo que se venha a saber que foi verdade, mas por enquanto não se conhecem os dados de nenhum trimestre subsequente ao último do ano passado e o primeiro recessivo.

            Depois falou da necessidade de os bancos não distribuírem dividendos para reforçarem o seu capital.

            Bem, isso é uma das maneiras de aumentar o capital, pois pode haver um interesse matemático maior em distribuir dividendos para fazer subir a cotação das ações na bolsa e depois fazer emissões de capital. É um assunto em que os especialistas se dividem e não diz muito respeito ao governador do BP. No fundo, a questão é quantitativa, o que dará mais? O que vale mais? Uma emissão ou a não distribuição de dividendos, sabendo-se que muitos dos acionistas da banca portuguesa são grandes bancos mundiais. O homem não veio dizer - e o jornalista não quis perguntar - a razão por que os bancos pagam aparentemente um menor IRC. Isso acontece porque são obrigados a provisionar uma parte importante dos lucros sobre os quais não incide o imposto. O aumento das provisões destina-se a evitar uma crise bancária que acabaria por sair mais cara aos contribuintes que o diferencial de IRC não pago e dar segurança aos dinheiros de todos nós trabalhadores e empresas que estão depositados na banca.

            Para acabar a asneirada, o homem veio dizer que não acreditava que o País pudesse sair da recessão por via das exportações.

            Costa, também Carlos, não ajuda o País, pelo que não justifica o ordenado que ganha até porque já não está à frente de um banco emissor e não gere parte das reservas de ouro, divisas e moeda do País que estão no Banco Central Europeu.

            A tarefa mais difícil de um Banco Central é emitir ou não moeda, pois os bancos emissores são sempre pressionados pelos governos para emitirem agregados monetários para comprarem os títulos de tesouro do Estado a juro baixo. Isso já não é da competência do BP.

            Mas claro, o sujeitinho está a posicionar-se para servir o próximo governo porque sabe que o governo Sócrates vai cair antes do fim do ano, a não ser que a situação se agrave ainda mais e o OE de 2012 tenha de ser pior que o atual, o que não é nada provável.

            A execução orçamental vai ser boa, as exportações continuarão a crescer e provavelmente o desemprego ainda poderá estar a aumentar ligeiramente porque passará tudo por um aumento de competitividade e isso significa sempre mais trabalho com menos trabalhadores.

            A suceder isso, será o momento para derrubar o PS, fazer novas eleições e o PS perderá tanto que Passos Coelho acaba por ser PM com o seu “não programa liberal”, portanto,  não pelo seu mérito, mas ao colo da crise. Quer dizer, o PSD não ganhará eleições, o PS é que as vai perder porque não tem dinheiro, o BCE não emite moeda e compra uma percentagem ridícula dos títulos portugueses. Além disso, a Merkel tem muitas eleições regionais este ano e os alemães estão convencidos que estão a sustentar a Europa porque se julgam donos do BCE sedeado em Frankfurt. Acham que os outros 16 países da Zona Euro nada têm a ver com o BCE e não puseram lá o seu dinheiro.



Publicado por DD às 22:49 de 16.02.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Fevereiro de 2011 às 13:21
Este post é escrevinhado por um ranhoso.
Não, não é um ranhoso por estarmos em época de gripes e amigdalites, não é mesmo de ranhoso, de um ranhoso de todo o ano, porque a sua ranhosice é mental e social.
Este DD que aqui no Luminária nunca teve uma palavra de crítica para o anterior governador do BP e, muito pelo contrário era só elogios à personagem e sempre se apressou a branquear a desastrosa inércia do BP perante as ruinosas gestões de alguns Bancos que tinha o dever e a função de superviosionar, nomeadamente dos BPN E BPP... Esse sim não cumpriu a missão para que era principescamente pago.
Mas este DD "O Ranhoso" lambebotas dos poderes instituídos do PS é duma menoridade moral total. E pensarmos nós que esta «coisa» foi deputado da Assembleia Constituinte. Só de lembrar isso dá-me vómitos... Ao que chegámos... Miséria!


De DD a 19 de Fevereiro de 2011 às 20:33
Pois sou o ranhoso Nr. 33 do PS com muita honra e pouca vergonha e com 41 anos de militância ativa deste a fundação da Cooperativa de Estudos e Documentação, cuja atividade foi sempre vigiada pela Pide e encobria a Ação Socialista Portuguesa. O Nr. 33 vem precisamente dessa Cooperativa de que fui também cooperante fundador com registo notarial.


De Solidariedade a 17 de Fevereiro de 2011 às 00:31
Casal irlandês que deve 800 trilhões de euros à banca toma o pequeno-almoço em casa para conseguir abater mais facilmente a dívida
Há quem diga que tudo de mau que há em Portugal, do endividamento externo à disfunção eréctil, é culpa do crédito fácil. O certo é que um casal português, adquire via crédito, um apartamentozito, um carrito e umas fériasitas em Cuba, enquanto um casal irlandês, pediu e recebeu 800 milhões de euros da banca, após numerosos empréstimos, um de 500 milhões e outro de 300 milhões. Com os 800 milhões, o casal comprou Ferraris, jactos privados, cavalos de corrida, diamantes, castelos na Escócia, apartamentos em NY e deu-se até à extravagância delirante de ir jantar ao Gambrinus, tendo pedido meia dose daquilo que Vasco Pulido Valente estava a comer. O casal está agora a poupar para pagar os 800 milhões, tomando o pequeno-almoço em casa, levando sandes para almoçar no trabalho, comprando produtos de marca branca e apenas lavando a roupa quando houver roupa suja para encher a máquina.


De Izanagi a 17 de Fevereiro de 2011 às 00:28
Devem ter sido os chineses do partido comunista que colocaram Carlos Costa como governador do Banco de Portugal.
Terá sido mesmo assim. Serão eles o governo?


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO