De Ditadura assassina a 24 de Fevereiro de 2011 às 18:05
Khadafi O Grande Assassino do seu Povo

19 de Fevereiro, foi um dia trágico na Líbia.

Na cidade de Benghazi, os forças de elite sob o comando de Muhamar Khadafi dispararam armas de guerra contra os manifestantes que exigiam uma democracia eleitoral. Segundo a BBC, foram utilizadas espingardas automáticas, metralhadoras e morteiros contra a multidão, matando e ferindo centenas de populares.

Khadafi cobriu-se do sangue do seu povo, tornou-se num monstro inacreditável e cometeu o maior massacre de pacíficos cidadãos deste século.

Exército e polícia dispararam contra o povo e a polícia secreta prendia e matava feridos nos hospitais.

As cenas foram as mais horríveis vistas nos últimos tempos. Evitou-se o uso de balas de borracha ou granadas de gás lacrimogéneo. Khadafi deu ordens para matar, matar até não haver mais oposição.

Na Argélia, em Argel, a polícia também disparou contra os manifestantes que pretendiam chegar à praça central da cidade, mas encontraram barricadas das forças especiais da polícia e exército. O ditador Buteflika ordenou que se matasse e os helicópteros chegaram a disparar sobre as pessoas que acabaram por fugir.

O Mundo Árabe cobre-se de vergonha com estas ações e sabemos que nenhum ditador vai sair do poder sem assassinar. A sua política baseia-se no assassinato do seu povo, tal como fez Hussein que assassinou com gases letais toda a população curda de uma cidade iraquiana e, por isso, foi enforcado.

Não sei se matar é a solução política para os países muçulmanos e ditaduras. A China matou na Praça Tien A Men e voltará a matar quando os estudantes chineses se revoltarem outra vez para exigir direitos democráticos.

Não devemos esquecer que o assassinato de uma população em manifestação em 1917, o chamado massacre da manif do Pope Gapone não impediu a revolução bolchevique. Acredito que nenhum massacre garantirá o poder e resolverá o problema das populações. Mais dia, menos dia, os ditadores irão cair e afogar-se no sangue derramado pelos seus povos sob as suas ordens.

-por DD


De Democracia e Justiça social p. Todos a 24 de Fevereiro de 2011 às 18:08

A UE e a democratização do mundo árabe

[Publicado por AG] [Permanent Link]

"Não vimos em lado nenhum queimar bandeiras israelitas, americanas ou europeias. Estas explosões populares não foram, não estão a ser, contra ninguém no exterior: são pelos direitos dos próprios povos que se revoltam. E demonstram que as suas aspirações por liberdade, democracia e oportunidades são realmente universais, sem incompatibilidade com a religião islâmica professada pela esmagadora maioria dos manifestantes. Desmentem, assim, frontalmente aqueles que brandem como inevitável um 'confronto de civilizações' entre cristãos e muçulmanos. E desacreditam por completo aqueles que até aqui justificavam o apoio às ditaduras opressoras, a pretexto de que elas garantiam a "estabilidade" e representavam a "segurança" contra ameaças fundamentalistas".
(...)
"A Europa não pode ficar impassível, a assistir de braços cruzados: a sua prosperidade e segurança estão directamente dependentes da segurança e do progresso dos povos do Norte de África e do mundo árabe. Não basta já que o petróleo e o gás continuem a vir e não há "Fortaleza Europa" capaz de conter os afluxos de migrantes e refugiados se não tiverem condições de vida nos seus próprios países.
A UE tem de acabar com a hipocrisia de apregoar democracia e direitos humanos e, tal como os EUA, na prática apoiar regimes corruptos e repressivos, a pretexto da estabilidade e do combate ao fundamentalismo islamista. "Estabilidade" que, como vemos, não deu segurança nenhuma a Israel, nem à Europa, nem ao mundo, antes pelo contrário. E "ameaça fundamentalista" que efectivamente se não combateu, antes se reforçou ate pela legitimação na resistência à opressão - e esse é um desafio decisivo que vai travar-se nas transições que se seguirão à revolta no mundo árabe.
A UE tem de tirar as lições e passar a dar apoio, quer àqueles que ainda se batem pela queda dos tiranos - como acontece na Líbia face à brutalidade retaliatória do ditador Kadhafi - quer aos povos tunisino e egípcio na caminhada começada para a construção de regimes democráticos".


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De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 22 de Fevereiro de 2011 às 11:44
Começou com o "mon ami Mitterrand", continuou com "mon ami Khadafi" e agora estamos na época do "mon grand ami Chavez"... Vous se rappellent? Ce n'est pas?
Não há "ninguém" a morder a língua?
Il n'y a pas honte dans les visages?


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De Apoia ditaduras, colhe extremistas. a 22 de Fevereiro de 2011 às 08:48

Quem apoia ditaduras colhe fundamentalistas

[Publicado por AG, 21.2.2011, Causa-Nossa ]

Segundo os meios de comunicação social, o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, seguindo uma linha de argumentação à la Frattini-Berlusconi, adverte contra o perigo do fundamentalismo islâmico no norte de África e no mundo árabe. Não admira, para quem passou tanto tempo a cultivar ditadores que obviamente esgrimiam esse mesmo perigo para justificarem a repressão sobre os seus povos. Nunca perderei a má memória da participação de Luís Amado nas celebrações dos 40 anos da ditadura de Kadhafi, em Tripoli…

O trágico é que ao dar aos movimentos fundamentalistas a oportunidade de resistir à repressão das ditaduras, o ocidente pode ter contribuído para os legitimar aos olhos de muitos.
É tempo de os dirigentes europeus pararem de brandir o papão islamista para continuarem a apoiar ditaduras. É tempo de ouvirem os povos árabes na rua e de se empenharem inteligentemente em apoiar quem nessas sociedades está disposto a tudo arriscar pela liberdade e a democracia.



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