
Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, a Quinta das Conchas é um espaço verde nasceu da recuperação de duas quintas do século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres.
Após ter passado por várias famílias de proprietários acaba por ser adquirida a 22 de Fevereiro de 1899, por Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, também chamada dos Mouros, propriedade de D. Maria Juanna da Conceição Alcobia Tavares.
Em 1966, a Quinta das Conchas e dos Lilases são vendidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pelo valor de 85 milhões de escudos, mediante escritura celebrada a 14 de Fevereiro.
A Quintas das Conchas foi alvo de uma recuperação importante nos meados do ano 2005, intervenção essa que foi programada a partir de estudos efectuados sobre os sistemas de composição da Quinta, que sustentou uma proposta que assegurasse a sua existência cultural, social e funcional através da recuperação, valorização e gestão do património que a constitui.
Podemos hoje encontrar neste local, duas simpáticas placas a informar “edifício encontra-se em risco de ruir, Por favor não se aproxime, agradecendo à nossa compreensão”.
Peço desculpa, mas por mais compreensão que se possa ter, não consigo compreender, por que razão este palacete até aos dias de hoje ainda não foi recuperado, na perpetuação da sua essência histórica.
João Carlos Antunes
De Entre o governar e o governar-se a 2 de Março de 2011 às 12:57
Um "verdadeiro" pombal em vez de ali ser implantada uma boa biblioteca que, tendo em conta toda a sua envolvente ambiental e académica deveria e proporcionaria , por certo, bons resultados.
Somos pobres de ideias de saberes e de eficácia patrimonial.
Somos "um povo estranho que nem se governa nem se deixa governar" parece que quem o diz governar governa-se e pronto!
De Zé T. a 2 de Março de 2011 às 14:43
Nota:
Este edifício, muito degradado e isolado, não é propriamente um ''palacete'' e não pertence ao conjunto dos edifícios principais da Quinta das Conchas e dos Lilases. Era um pavilhão-mirante construído no ponto mais alto da Quinta e rodeado por um bosque-mata.
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 2 de Março de 2011 às 18:18
É tudo muito giro, mas custa muito dinheirinho aos contribuintes quer no recuperar, quer no equipar, quer no manter. E muitas vezes não serve ninguém ou quase ninguém ou apenas pequenas franjas da população.
Também é necessário espírito reformista e de vanguarda. É preciso saber distinguir o necessário e essencial do acessório e melancólico. É preciso deitar abaixo para acabar com estas misérias visuais.
Porque não somos uma cidade rica em que é preciso recuperar tudo o que é velho ou que representa o passado. Agora deixar ao abandono e por em perigo a população não é realmente solução.
Vivemos uma época em que oscilamos entre a utopia do belo e do saudoso e a época do utilizador pagador...
E os fregueses do Lumiar (Lisboa) têm que se preparar e adaptar às realidades dos custos que representam manter estas memórias. è que meia dúzia de memórias não representam a memória de muitos que teriam que pagar essas memórias independentemente do valor intrínseco do património aqui referido. E esta minha reflexão não vale só para este caso. Vale também para uma reflexão mais alargada ao património construído de toda a cidade. Vejam as avenidas da Liberdade, Fontes Pereira de Melo e da República. Façam o esforço de se lembrarem como eram e vejam o que está. Mas com os maus exemplos também se aprende. Ou melhor, devia aprender. Digo eu, não sei...
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