Cidadania anti- ''Bangster''s e a barbárie de ''mercados'' especuladores

 

Via Tribuna Socialista (Libertário)

 

   "A crise que atravessa o mundo não é um desastre natural nem um acidente de percurso. Faz parte, como outras que a precederam, dos próprios mecanismos do sistema capitalista em que vivemos. Quando os negócios perdem rentabilidade e os investimentos deixam de gerar os lucros necessários, a crise torna-se um pretexto para baixar salários, privatizar bens ou serviços essenciais (água, energia, saúde, educação), reduzir direitos e conceder mais privilégios aos privilegiados.

    Depois de vários governos terem injectado fundos públicos (pagos pelo contribuinte) no sistema financeiro – para cobrir os prejuízos provocados pela especulação no sector imobiliário – o problema da dívida pública ganhou uma imp  ortância decisiva. Esse mesmo sistema financeiro cobra agora juros cada vez mais elevados aos Estados, pelos empréstimos de que estes necessitam para relançar as respectivas economias e assegurar o seu funcionamento. Os «mercados» procuram compensar as suas perdas através da dívida pública e os governos agem por sua conta (dos ''mercados''), impondo políticas de austeridade e fazendo os trabalhadores pagar a crise.
     A luta contra o pagamento da dívida é um dos elementos essenciais da resistência às imposições da alta finança mundial. Recusamos-nos a pagar para manter o capitalismo agarrado à máquina. Por todo o lado se formam grupos, movimentos e organizações para juntar esforços nesse sentido, superando o isolamento nacional e colocando a questão no plano internacional.

É tempo de começar a fazê-lo, também aqui."

(in, http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/)



Publicado por Xa2 às 07:07 de 04.03.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Racionalidade económica a 7 de Março de 2011 às 17:35
Racionalidade automóvel: o exemplo espanhol

A decisão do governo espanhol em limitar a velocidade a 110 km/h nas auto-estradas a partir de hoje é um exemplo de uma medida racional que implica um esforço muito menor do cidadão para combater a crise e que tem implicações positivas na segurança rodoviária e na qualidade de vida. Sabendo que o problema principal da crise nacional é a nossa elevadíssima dívida privada, uma parte dela resultante da importação do petróleo, faz todo o sentido tomar medidas que reduzam a dependência e o consumo do petróleo. Faço notar que a velocidade máxima nos países europeus que detêm reservas de petróleo é inferior à do nosso país: Reino Unido ~113km/h, Noruega 100 km/h e Rússia 110km/h. 110 km/h é uma velocidade mais do que suficiente para trajectos longos (já fiz muitos de cerca de 2000 km) e para a qual os motores funcionam perto da melhor parte do seu regime quando se considera a poluição, a fiabilidade e o consumo. Acrescento que gosto de automóveis e que adoro conduzir, por isso estou bem consciente das irracionalidades motorizadas que circulam nas nossas estradas. Por isso, seria muito mais racional para a crise da dívida privada proceder a alterações profundas na fiscalidade automóvel, tal como a taxação mais severa de veículos particulares com motores com mais de 2000 cm3 ou de veículos todo-terreno (autênticos luxos com rodas), em vez acentuar a pressão sobre os cortes de salários ou nos serviços públicos que pouco ou nada contribuíram para a crise.

http://esquerda-republicana.blogspot.com/ R.Curado Silva


De Subsidiar ou não ?! a 7 de Março de 2011 às 17:39
Subsidiar a alimentação e os transportes?

A actual subida do preço do petróleo e dos alimentos é uma excelente ocasião para desmontar uma ideia que é consensual* em todo o espectro político nacional, a ideia que se devem baixar artificialmente os preços dos bens que os pobres mais consomem. Falo do IVA reduzido para "bens essenciais", subsídios aos transportes públicos, descontos no IRS etc.



1. Este tipo de subsídios são invariavelmente mal direccionados. Os ricos gastam mais em alimentos do que os pobres, e os habitantes das zonas urbanas ricas usam mais os transportes públicos que os do interior pobre. Em termos absolutos, os subsídios apoiam mais quem não deveria ser apoiado (em termos relativos não, mas isso não contraria o essencial).

2. Eles levam a uma distorção artifical de preços, induzindo comportamentos indesejáveis. Alguém que poderia produzir alguns produtos na sua horta abaixo do preço normal, não o fará com esta distorção. O subsídio é assim um pagamento para que alguém não o use alternativas mais baratas. Alguém que esteja a escolher um local para arrendar casa poderá optar por um local mais longe do que seria desejável (tendo em conta o custo do transporte para a sociedade), porque lhe estamos a pagar para tal.
3. Este tipo de instrumentos acarretam sempre altos custos burocráticos e fraudes. Quanto mais complexo um sistema legal, mais difícil é de o controlar a sua aplicação e mais fácil é fugir a ele. Prova disso são os milhões gastos em consultores fiscais que nenhum valor contribuem para a sociedade para lá da ajuda à fuga aos impostos.
4. Muitas políticas ambientais são totalmente bloqueadas com o argumento de atingirem os pobres. Taxas de poluição, por exemplo na electricidade, são fortemente criticadas. Haverá muitos casos onde haveria alternativas mais amigas do ambiente que se tornariam viáveis, se o uso da electricidade pagasse o custo total que tem para a sociedade. Estamos assim a incentivar comportamentos prejudiciais ao ambiente.



O que defendo em termos de política desigualdade de rendimentos é simples e é baseado na ideia de que se deve actuar directamente nos rendimentos e não causar distorções posteriores nos preços. E há uma maneira simples de o fazer, transferir todos os custos que advêm das políticas mencionadas acimas (que são uns bons milhares de milhões) directamente para os pobres, por exemplo com IRS negativo para os escalões mais baixos. Quem recebesse o salário mínimo teria um bónus de 200€ por exemplo. Poderíamos assim eliminar os problemas acima, sem afectar o combate à desigualdade.



Tendo esta alternativa em mente, é curioso notar que quando a esquerda defende este tipo de subsídios, nem se apercebe que está a fazer algo que critica na direita. Falo das senhas de alimentação para os pobres, que a direita defensora da caridadezinha tanto gosta de promover. Ao defendermos uma actuação nos preços e não nos rendimentos, estamos a ter o mesmo comportamento assistencialista, ao arrogarmo-nos o direito de indicar o tipo de bens que as pessoas de baixos rendimentos devem consumir com o apoio estatal.

*Há apenas alguns economistas, particularmente o Miguel Madeira, que têm escrito esporadicamente sobre este assunto.
http://esquerda-republicana.blogspot.com/ , Miguel Carvalho


De DD a 4 de Março de 2011 às 17:30
Há muito ue se sabia que as crise podiam ser evitadas pela via da solidariedade e comunhão de esforços de vários países, daí a ideia de se criar uma União Europeia.
Sucede que com União ou sem ela, com Organização Mundial do Comércio ou sem ela, com ONU ou sem ela, continou a imperar o egoísmo e a luta de todos contra todos, daí pois a crise mundial que deixou há muito de ser dos países mais desenvolvidos para ser do Mundo em geral.
Permitiu-se a exploração máxima do trabalho chinês e a sua contaminação a todo o Mundo.


De Zé T. a 4 de Março de 2011 às 11:05

Dos ''mercados/BANGSTERs'' gananciosos ao ''PÃO-e-CIRCO'' desmobilizador da UNIÃO dos Cidadãos, Governos e U.E.


Com ou sem FMI+FundoEuropeu, há alguns aspectos a fixar:

- É/são o/s Governo/s (+ a A.R. que o valida) quem assina os empréstimos/dívidas, os ''acordo''s, os ''PEC'', i.e. são os Nossos representantes políticos que tomam as decisões/medidas ...

- As medidas serão sempre e cada vez mais custosas, ... e a ''doer'' mais para uns do que para outros
(sendo claro que os que nada têm, nada perdem;
os que têm muito têm formas de o esconder sob esquemas ''legais'' de fuga ao fisco ou em empresas/contas offshores;
restam os pagantes, aqueles que têm alguma coisa - classe média e suas subclasses, principalmente os trabalhadores por conta de outrém, os a ''recibo verde'', os reformados, os pequenos empresários, naquela parte do negócio em que não puderem fugir ao fisco...).

- Os ''mercados'' i.e. os especuladores, os ''BANGSTERS'' (gangsters e piratas financeiros), vão continuar a querer ganhar mais dinheiro e vão continuar a especular, comprar e vender, a jogar /alimentar o seu ganancioso vício sanguinário,
seja com títulos de ('tesouro' de) estados ''soberanos'', seja com 'bonds'/obrigações, seguros, moedas ( € £ $ ...), metais, petróleo, alimentos, medicamentos, guerras ... não tendo em consideração éticas, políticas, povos, estados, ... - o dinheiro não tem côr nem Pátria nem Lei !

- Os ''mercados/bangsters'' são piores que vampiros e sangessugas ... e fazem sangue, sangue, sangue, dor, dor, dor, ... enquanto ninguém se LHES OPÔR com força suficiente.

- E é aqui (com uma oposição concertada e global aos ''mercados'') que verdadeiramente se deve atacar (pois os ''remendos''/pensos'' dos PEC, austeridades e empréstimos, não curam a ferida e levam-na à gangrena !!), ...
mas para isso é necessário muita força/vontade política, é necessária Diplomacia e UNIÃO, especialmente daqueles que mais são atingidos pela ''crise'' dos ''Bangsters/mercados'' e pela Injustiça.

E para se obter a UNIÃO dos grandes para actuar com LEIS e POLIÍTICAS determinadas é necessário UNIR (sob uma causa ou um mínimo denominador comum), toda um conjunto de grupos e cidadãos, e que se MANIFESTEM activamente.
É necessária:

- União no Mundo (ONU, CS, OCM, ...) e/ou nos grandes blocos regionais OCDE, União Europeia, G20, G8, ...

- União nos países/estados da UE, principalmente os mais atingidos da 'Eurolândia' e os que o irão ser a seguir: GIPS + Itália, Bélgica,...+ Bálticos, Leste, ...

- União dentro de cada país (em torno de partidos/ movimentos/ sindicatos/ associações cívicas, independentes, eleitores...) que exijam políticas e medidas que favoreçam o Emprego e a Comunidade, que combatam os ''mercados/Bangsters'', os ''offshores'' e a fugas ao Fisco, a Fraude, a Corrupção, o Nepotismo e a falta de Transparência, ... e a Injustiça.

- União dos cidadãos em torno das grandes questões político-económicas, rejeitando quem os quer comprar com ''migalhas-e-promessas'', rejeitar quem os quer DIVIDIR e ANESTESIAR ... com ''pão-e-circo'', com tricas, com técnicas esquemas particularismos/ preciosismos desmobilizadores e de desunião.


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