2 comentários:
De DD a 14 de Março de 2011 às 22:09
A obrigatoriedade prática de reduzir o défice para 4,6% este ano, 3% em 2012 e 2% em 2013 não agrada mesmo nada às oposições porque se Sócrates cair, outro governo terá de tomar medidas de redução de despesas para chegarmos aos tais 2% e no interregno eleitoral os juros devem subir para 12 a 15%.
O BCE não dá a ajuda necessária emitindo moeda como fez nos primeiros anos do Euro e proporcionando créditos a juros extremamente baixos. Se não tivesse feito isso, a banca nacional não ia buscar dinheiro lá fora e o Estado também nada. A poupança interna teria sido incentivada, mas à custa do mercado nacional e, provavelmente, com um desemprego maior, a não ser que o esforço em exportar mais tivesse sido iniciado muito antes. É curioso que o Jerónimo já prometeu uma Moção de censura , mas está a cometer o mesmo erro do BE , está a atacar o PSD e a ligá-lo as políticas do PS como se a necessidade de dinheiro fosse uma política passível de escolha e decisão.
Assim, o PCP está a dizer ao PSD para não votar a sua Moção porque não lhe agrada substituir o Sócrates pelo Passos e, como já escrevi, não está disponível para negociar com o BE uma ampla coligação eleitoral com um programa alternativo ao do PS. Um programa para ir buscar o dinheiro à banca com impostos gravosos e aos mais ricos com a ameaça de nacionalizar as suas empresas. Com a extrema esquerda no poder, os mercados deixavam mesmo de emprestar ou condicionavam totalmente a político do novo governo.
Portugal tem de encontrar um caminho em que possa ter uma política económica sem depender do estrangeiro.
Não sei como? Nem sei se alguém sabe como sem grandes sacrifícios.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 14 de Março de 2011 às 09:46
Sócrates não tomará a iniciativa de sair.
Só sai se for empurrado.
Até pode pedir para ser empurrado. Até pode «mandar-se» para o chão e dizer que foi empurrado...
Mas a isso não se chama sair, chama-se cair.
Nenhum ditador sai de livre e espontânea vontade... mas isso são só semelhanças, não é?
Mas ainda há outras formas recentes de «sair», se bem me lembro, a que se poderá chamar de «fugir»...


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