Terça-feira, 15 de Março de 2011

 “Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Dizer que quem foi alistado para a guerra de África o fez com 'desprendimento' , 'determinação' e 'coragem' e que essa guerra foi, por analogia, 'uma missão ou causa essencial ao futuro do país' ultrapassa tudo o que devíamos estar dispostos a ouvir de um presidente da república em democracia.

Não está obviamente em causa discutir o sentido de homenagear quem combateu e morreu numa guerra estúpida e criminosa, ainda que com a noção de que muito de pavoroso se fez em nome da ditosa pátria bem-amada, mas pedir aos jovens de hoje que sigam o exemplo dos que foram obrigados a combater, a matar e a morrer numa guerra sem sentido ecoa, sem distância, o 'para Angola e em força' do Presidente do Conselho no Terreiro do Paço.

Isto é inaceitável e insulta a memória de todos os mortos e estropiados desta guerra. Nada, mesmo nada do que até hoje ouvi a Cavaco chega perto desta enormidade. Este homem não está, definitivamente, à altura do cargo que ocupa.

f. [Jugular]

 

Cavaco está mesmo doente. Treme. Está senil. Diz baboseiras. Fala daquilo que desconhece porque não soube o que foi passar pelo teatro de guerra no Ultramar. Ultraja não só a memórias das pessoas cujos familiares morreram naquela guerra injusta como aqueles que ainda hoje muito sofrem pelas situações horrorosas que por lá passaram e pelos problemas motores que ficaram para o resto das suas vidas.

Fui para o Ultramar forçado/obrigado, borrado/com medo e com uma única preocupação: regressar são e salvo, tudo fazer para salvar a minha pele. Esta era a minha determinação.

Recordo um dos actos dominicais, o içar da bandeira nacional portuguesa com toda a companhia perfilada. Uma cerimónia de um enorme simbolismo e respeito. Sabíamos que naquela terra a bandeira nacional era a única coisa que nos ligava à Pátria (Portugal).



Publicado por JL às 22:56 | link do post | comentar

2 comentários:
De anónimo a 16 de Março de 2011 às 11:38
Concordo totalmente com JL e o Jugular .

Este 'nosso' PR é mau e será cada vez pior. !
Senil, parkinson, alzeimer, salazarista ou simplesmente parvo ... está de acordo com quem nele votou e com o que a Direita (nacional e internacional) nos querem impor a governar...


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 16 de Março de 2011 às 18:12
Cavaco Silva

«Este não é o tempo de confrontos, mas de cooperação patriótica
É preciso fazer uma reforma que torne a Justiça «credível e célere» defendeu o Presidente da República na abertura do ano judicial, mas para o conseguir é «imprescindível ultrapassar as tensões que são visíveis entre o poder judicial e o poder político.» (Sol)
À g'anda PR, isto é qué visão... o que é preciso é ultrapassar as te(n)sõe». E para isso não há como ir f_dendo o "Zé"...



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