6 comentários:
De Sapos Vivos a 17 de Março de 2011 às 09:57
Enquanto socialista (e não estou no governo) muito me custam engolir certos sapos vivos mas, nas presentes circunstancias e por muito que me custe, não me importaria ter de engolir um vivo e do tamanho de um elefante se par bom governo desta terra e povo que somos o PS fizesse coligação com os restantes partidos que na Assembleia a isso estejam disponíveis têm esse dever e obrigação, naturalmente com cedências de parte a parte.
Vamos a issoJosé, não sejas casmurro!


De . a 17 de Março de 2011 às 11:17
A entrevista de José Sócrates

Em linguagem muito chã, Sócrates encostou ontem à parede os seus adversários, incluindo neste rol, o presidente Cavaco Silva.
Ou passa o PEC IV e vou para Bruxelas com todas as ferramentas ou então não vale a pena e demito-me.

Sócrates foi eficiente neste jogo. Passou a bola para o campo dos adversários e agora marquem os golos.

Não estou aqui a discutir a Justiça das medidas do PEC anunciado, esse é outro problema.

Com esta clarificação de posições de Sócrates, tanto à esquerda como à direita aumentam as hesitações sobre o que fazer, face sobretudo à incerteza dos resultados eleitorais e à falta de modelo funcional para enfrentar a crise.

Quase aposto, a crise será adiada mais uns meses, com muito palavreado oco, mas de facto sem alternativas credíveis e mais justas na repartição dos custos dessa mesma crise.

A organização politico social existente não responde à via real, não tem respostas consequentes mobilizadoras que levem a uma mudança equilibrada do panorama económico e social em que se vive.

Na nossa sociedade tomar decisões é sempre uma complicação. Nada se assume. Muita conversa oca, pouca acção e a economia do País cada vez mais a aproximar-se do abismo.


# Joao Abel de Freitas , PuxaPalavra

Comments:
Pois é meu caro, acho que a expressão com que finaliza
"Na nossa sociedade tomar decisões é sempre uma complicação. Nada se assume."
resume tudo.
E quem ousa tomá-las ou assumi-las, fica com a cabeça a prémio!
Isto de ir contra a regra e ser a excepção é tramado...

Até porque todos já percebemos que o que está em causa não é Portugal nem o que fazer para não sermos "engolidos" pelo buraco, mas sim José Sócrates!
Derrubá-lo é o mais prioritário! E a qualquer preço! O resto vê-se depois...

Será medo?? Que ele consiga dar a volta a toda esta situação?
Porque se há alguém que o pode conseguir é ele? Humm...


De Poema e prosa do Japão a 17 de Março de 2011 às 11:43
ONTEM RECEBI AJUDA EXTERNA

«Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual.
Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares,
se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado?

No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo.
À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro).

Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan,
com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos,

o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas:
"A lua tem raios prateados."
Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos.

Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída. »
- DN, Ferreira Fernandes.


De . PS: urgente renovação radical !. a 17 de Março de 2011 às 11:28
« É urgente olhar para longe !

As aparências mais evidentes apontam para a alta probabilidade de uma crise política em Portugal, a curto prazo.
O PS, responsável por um Governo minoritário, está no centro da tempestade.
Pelos automatismos da luta política, será levado às rotinas habituais, neste tipo de conjunturas.
É desejável que as cumpra com determinação e eficácia.
Mas sendo desejável, isso não chega.
...
É , por isso, urgente, abrir desde já as portas a uma profunda renovação do PS,
quer quanto ao modo como se relaciona com a sociedade, com o capitalismo e com o futuro,
quer quanto ao seu funcionamento interno.

Urgente, porque só será realista pugnar pela conquista de uma nova credibilidade no curto prazo,
se for objectivamente evidente que o PS iniciou um longo e radical processo de renovação.»

-por Rui Namorado, http://ograndezoo.blogspot.com/ 16.3.2011
---- António Manuel Martins Miguel disse...

Ninguém pode negar que estamos perante uma situação muitíssimo séria e negligenciar este facto ou querer atirá-lo para debaixo do tapete para não o ver é mais grave.

Aqui há culpados diversos, aqueles que não falaram verdade,
aqueles que não tomam a medidas adequadas,
aqueles para quem "quanto pior melhor", os oportunistas, os incompetentes,
aqueles que desde o princípio não servem a coisa pública, mas se servem a eles mesmos, os corruptos e
os que não votam, enfim uma panóplia de gente com a sua quota parte !

Mas agora é urgente, há que analisar os factos, não fugir nem iludir.
Há muita gente descontente, muita gente a sofrer, muita gente com fome.

Quanto aos actores políticos têm que ser outros, sim talvez, mas não aqueles que querem abocanhar o bocado que pensam ainda comer,
precisa-se de gente credível e séria, mas não é com Cavaco Silva e seus seguidores que espreitam à porta.

Dentro do PS há gente credível, capaz de falar ao povo sem autismos nem arrogâncias e fazer o que tem que ser feito urgentemente

Se estamos à beira do abismo, com o PSD daremos um passo em frente!
Não nos iludamos e não nos calemos !


De Barões e memórias curtas a 17 de Março de 2011 às 12:03
O putativo programa de governo do PSD, caso venha a situação cair em eleições, “é calamitoso” como já tenho ouvido dizer a quem está por dentro da estratégia do PSD mas que vive do fruto do seu esforçado labor.
Se o PS corta com uma tesoura o PSD passaria a cortar à catanada se por estes meses viesse a chegar à governação.
Quem já se esqueceu (quase toda a gente para mal dos nossos pecados) do alerido contra “os barões do PSD” proclamado, precisamente por Cavaco Silva, enquanto 1º ministro, no famoso comício do Pontal (Algarve) que originou, inclusivamente, o seu cancelamento durante alguns anos?
Memorias curtas, são o nosso, eterno, mal.


De . a 17 de Março de 2011 às 12:29
"E se fizéssemos um referendo?"

---- Nuno disse...
Acho um referendo uma excelente ideia, tal como já se discutiu aqui um referendo à extinção do off-shore da Madeira.

Nessa altura tal como agora, desafio ... a tomarem a iniciativa e lançarem uma proposta de texto de referendo, petição, qualquer coisa.

----- Ricardo Alves disse...
Parece-me uma boa ideia, mas é inaceitável para a Merkel, e portanto para os partidos que governam Portugal.

---- Anónimo disse...
1 - Acredito que mais cedo ou mais tarde vamos ter que ser alvo de um perdão parcial de dívida;

2 - Dívida pública é diferente da dívida dos bancos.
Os islandeses podem não ser responsáveis pelas dívidas dos seus bancos mas
nós somos moralmente responsáveis pelas dívidas que os nossos governos contraíram;

3 - Parece-me que no momento em que se iniciasse esse debate ninguém mais nos emprestaria dinheiro, o que levaria a uma ruptura imediata.

SC
---- Anónimo disse...
Quem foi responsável por essa dívida (dita pública) que a pague, é que também ninguém fez nenhum referendo no sentido de a assumirmos!

---- pbotas disse...
Mas é exactamente isso que eu acho deve ser feito.
Ainda que um cenário desses nos levasse a um clima de tensão com a Europa,
parece-me fácil provar que todos estes empréstimos foram um caminho imposto de várias formas desde que entrámos no EURO,
que mais não serve para alimentar uma máquina alemã muito bem montada.

Só nos falta mesmo ter produção interna... o que nos roubaram delicadamente. :)

----- asmodeux disse...
a dívida não éra tão importante para os credores
se fosse maior

os que entraram em default no passado
continuam a ter pouco crédito

100 anos depois
os bancos têm memórias longas

---- Anónimo disse...
Pois ja dei uma vista de olhos a nossa Constituicao e parece-me que nao ha hipotese.
Torna-se portanto mais urgente seguir o caminho que o Anonimo SC aqui deixou...

"3 - Parece-me que no momento em que se iniciasse esse debate ninguém mais nos emprestaria dinheiro, o que levaria a uma ruptura imediata."
NL

---- Dois pontos:

1 - Levar a tribunal e julgar todos os responsáveis por esta dívida – auto-estradas, Euro 2004, Expo, TGVs, aeroportos, derrapagem de obras, parcerias público-privadas, etc.

2 – Obrigar o BCE a emprestar-nos todo o dinheiro que «devemos» a 1% (tal como faz aos bancos comerciais) e
pagar imediatamente todas as dívidas aos «mercados».


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