Bombas Criminosas sem autorização da ONU

            Na Líbia o Ocidente anda a enganar o Mundo. Na ONU foi decidida uma zona de exclusão aérea, o que significava que os aviões europeus deveriam voar sobre a Líbia e apenas evitar que aviões líbios bombardeiem alvos civis.

            O que está a suceder é serem os aviões da NATO a bombardear a Líbia, tanto as forças militares de Kadhafi como até alvos civis, provocando grande número de vítimas.

            É intolerável que, sem mandato do Conselho de Segurança da ONU, um país seja bombardeado. O fascista Sarkozy foi o primeiro e a mandar os seus aviões bombardearem a Líbia seguido por outros e os americanos dispararam mísseis de cruzeiro sem para isso estarem devidamente autorizados pela ONU.

            O Governo português não pode deixar de protestar contra essa infâmia, tanto mais que o embaixador português foi nomeado responsável pelas sanções à Líbia, limitadas ao não fornecimento de armas a qualquer das partes em guerra.

            A Alemanha, a Rússia e a China abstiveram-se de intervir no conflito e criticam o exagero dos bombardeamentos. Entretanto, as forças de Khadafi entraram em Benghazi e chegaram já à praça principal. Uma força pró-Khadafi foi bombardeada em plena cidade, provocando vítimas civis. A ONU não autorizou a intervenção terrestre dos aviões ocidentais. A Alemanha está a ser criticada por se recusar a enviar os seus aviões para bombardear os líbios. Portugal também não disponabilizou um único F-16 para o efeito. Por isso, Sócrates que está tão dependente da UE merece ser elogiado.          



Publicado por DD às 17:17 de 20.03.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De sérgio a 21 de Março de 2011 às 23:45
iupi ! vamos por finalmente os nossos submarinos a uso!... quer dizer... aéreo?!... como que... pelo ar??!... Porra pá, que chatice.


De DD a 21 de Março de 2011 às 18:54
Em África tem havido grandes ditadores assassinos sem que o resto do Mundo tivesse intervido. Não havia petróleo, clao.
Na Libéria um tal Taylor matou centenas de milhares de habitantes e mandou cortar as mãos a muitos outros milhares, principalmente militantes dos partidos políticos de que ele não gostava.
Tal barbaridade não foi travada pela ação de tropas europeias ou outras.


De Manipulação (des) informativa ? a 21 de Março de 2011 às 10:45
Líbia vista do Egipto
[Publicado por AG, CausaNossa, 21.3.2011]

Estou no Cairo, numa delegação do PE, a reunir com todos os que contam hoje aqui politicamente.
Durante a noite, vi as cadeias de televisão internacionais (incluindo a RTPi, talvez porque, dizem-me, o Manuel José treinador do Benfica local mora neste mesmo hotel)
propagar a ideia de que o Secretário-geral da Liga Árabe teria criticado a intervenção militar na Líbia por ir além da imposição da "no fly zone".

Ora nada disso se passou. As declarações de Amr Moussa foram tomadas ao fim da manhã de ontem, à saída de uma reunião com a nossa delegação.
O Secretário-geral, solicitado por jornalistas a comentar a primeira intervenção militar na Líbia, em cumprimento da decisão 1973 do Conselho de Segurança da ONU, limitou-se a enunciar os termos em que a Liga Árabe tinha apelado e apoiado a imposição de uma "no fly zone" sobre a Líbia:
para proteger civis dos ataques das forças de Kadhafy.
E frisou também não ter relatos de que civis tivessem sido afectados (o que provavelmente fora lançado pelo perguntante).
Não obstante esta declaração ter sido transmitida na integralidade pela Al Jazeera, nas mais das vezes e nas outras cadeias passou apenas a primeira parte, mais o "spinning" de que a Liga Árabe estava a criticar a intervenção militar na Líbia.

Ora lá dentro, na reunião connosco, já Amr Moussa e todos nós sabíamos e comentámos os resultados da primeira noite de intervenção militar, e não houve crítica ou desconforto perante a intervenção.
Pelo contrário, Amr Moussa deu-se até ao trabalho de sublinhar a importância e o passo inédito de a Liga Árabe ter suspendido o regime líbio por "maltreatment of the people" e de depois ter apelado à imposição da "no fly zone" pelo Conselho de Segurança.

Saímos da Liga Árabe para a Praça Tahrir por uma porta lateral, porque havia uma manifestação de uma centena de pessoas em frente da entrada principal. De protesto sobre a intervenção internacional na Líbia? Qual quê!!!
Era de indignação perante a falta de acção da Liga Árabe face à repressão assassina do regime de Saleh sobre o povo em revolta no Yemen!

Cruzámos a Praça Tahrir a pé, calmamente, entre miúdos que brincavam, homens e mulheres que descansavam, liam jornais ou passeavam pelas bancas de venda de legumes, quinquilharia e bandeirinhas egípcias.
Cruzámo-la diversas vezes mais durante o dia.
Só nos deparámos com mais uma manifestação, numa rua perto, ao entrar no edifício do gabinete do Primeiro-ministro:
em frente, estariam umas trezentas pessoas, vítimas de tortura pelo regime de Mubarak, que pediam justiça.

PM e MNE egípcios manifestaram esperança que a intervenção na Líbia acabasse rápido com o problema que estava a fazer afluir cada vez mais refugiados à fronteira, que devolvia a um Egipto já economicamente em dificuldades egípcios sem trabalho e sem recursos e que mantinha em perigo as vidas de mais de um milhão de egípcios encurralados na Líbia.

Desde manhã cedo, à tarde, e à noite, fomos tendo encontros com dezenas de representantes da sociedade civil e de activistas mobilizadores das manifestações da Praça Tahrir e de partidos políticos. Jovens, mulheres, intelectuais, artistas, sindicalistas, incluindo a direcção da Irmandade Muçulmana - não ouvimos ninguém criticar a intervenção na Líbia, e quase ninguém a referir sequer.
Apenas uma mulher, representante da organização feminista transnacional Karama, nos disse:

"Pela primeira vez, vi-me a desejar e vejo-me a apoiar uma intervenção militar estrangeira num país árabe. Queira Allah que não me venha a arrepender!"
Esta foi a mais vocal expressão de dúvida que ouvi no Egipto sobre a intervenção militar internacional na Líbia (e eu subscrevo as preocupações subjacentes, inteiramente).

Contrasta bem com o que está ser propagado através dos media internacionais.
Estamos diante de uma flagrante manipulação mediática.
Não só sou eu que a vejo: Jonhatahan Head, repórter da BBC ainda há pouco desmentia que houvesse comoção no Egipto sobre os ataques aos comandos de Khadafy.
Porque vejo a manipulação, sinto-me na obrigação de a denunciar. Aqui fica a denúncia.


De ONU: responsabilidade de Proteger. a 21 de Março de 2011 às 10:49

"Libiamo" pela Líbia e pelas Nações Unidas!
[Publicado por AG, CausaNossa, 17.3.2011]

Que emoção chegar a casa e ver pela Al Jazeera, em directo, o Conselho de Segurança da ONU votar - 10 a favor e 5 abstenções -
a imposição da "no fly zone" e outras medidas musculadas para protegar a população civil líbia contra os ataques do facínora Khadaffy.

É um dia histórico, vinha a ouvir na rádio uns maduros exultar, a pretexto do Braga ter ganho aos chutos ao Liverpool.
É um dia histórico, de facto, porque as

Nações Unidas hoje fizeram História para salvar a Humanidade inteira e não apenas os líbios ululantes, reunidos na praça central de Benghazi, a quem assim foi subitamente devolvida a esperança, apesar dos tremendos riscos que ainda correm.
É um dia em que vale bem a pena estarmos vivos e celebrar!
Sim, bem sei que por cá as nuvens adensam-se, brumantes de maus presságios, sobre as nossas portugas cabeças, à conta do naufrágio económico que a crise politica ameaça precipitar, à beirinha mesmo da praia.

Mas no Japão o cutelo iminente é de catástrofe nuclear,
a apoucar a tragédia devastadora do tsunami e da imparável e impiedosa cadeia de terramotos.

E na Líbia, apesar da lucidez arrastada mas final da ONU, resta ver se a prontidão aliada ainda poderá conseguirá adiantar-se e deter a furia retaliatória do tirano.

Tudo sopesado, vale a pena esperar pelo melhor. Verdianamente, ergamos a taça e traviatemos:
"Libiamo" pela Libia livre do tirano e pela unidade possível das Nações pela Responsabilidade de Proteger!


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