Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Segundo divulga o DE, Pedro Passo Coelho abre o jogo direitista afirmando que um novo Governo «de maioria alargada» aumentaria a legitimidade política para impor mais medidas de austeridade.

O líder do PSD já tinha dito, em Alcobaça, que estava convencido que «da clarificação desta crise pode sair um futuro Governo mais forte do que este, com mais autoridade, mais respeitado e mais respeitador de Portugal e dos portugueses».

«O pior que podia acontecer a Portugal era ficar com um Governo que está desacreditado e descredibilizado, que empenha a palavra do país lá fora sem o poder fazer e que depois faz chantagem sobre toda a gente cá dentro», afirmou.

Tais declarações parecem deixar antever, na perspectiva do PSD, que não há outra alternativa que não seja eleições antecipadas.

Num comunicado, em inglês, enviado esta segunda-feira à agência Reuters o PSD diz  considerar que a implementação de um programa mais duro seria mais eficaz se contasse com o apoio dos partidos políticos e dos parceiros sociais.

Nesta mensagem claramente dirigida aos mercados, o PSD acrescenta que não pode estar ao lado de medidas que impõem sacrifícios aos membros mais vulneráveis da sociedade, mas reafirma o apoio inabalável a reformas estruturais, à consolidação orçamental, à redução da divida pública e ao crescimento económico.

Alguém acreditará que uma vez no poder (se lá chegasse) iria impor os tais “sacrifícios” aos membros mais fortes da sociedade e que são os da sua órbita política? Está visto que para o PSD o “sangue” sugado pelo PS é insuficiente, ainda que cá dentro afirmem o inverso, na prática quer mais e mais rápido, enquanto o povo e o país vão deitando algum.

A referida «Crise política é também crise moral» efectivamente vem desde o tempo do governo de Cavaco Silva, de quando ele se insurgiu contra os barões do seu próprio partido que continuam “a andar por aí” e tão-somente foram substituídos por outros parecidos da família socialista. É uma crise política e moral que emerge da própria sociedade, atravessa os partidos políticos, passa pela justiça, corrói a governação e destrói o país. Tudo isto com a conivência de políticos e instituições europeias.

A situação é muito grave e é o próprio regime democrático que já entrou em decadência, com todos os riscos que isso comporta a menos que mudemos de atitudes e comportamentos, urgentemente. Para isto não é necessário nem exigível a realização de eleições. Onde pára o Presidente da Républica?



Publicado por Zurc às 17:05 | link do post | comentar

3 comentários:
De «PortuMall, SA» em Liquidação Final. a 22 de Março de 2011 às 09:24
Estamos na bancarrota ... .
PSD e PS transformaram este país num «Portu-mall, SA», um hipermercado com diversões para políticos profissionais e barões associados, enquanto a populaça se alienou nas telenovelas, futebois e jogos de computador...
deram-nos cabo das pescas da agricultura e da industria, ... para sermos o relax e bordel dos endinheirados ...

Agora vem o representante/mensageiro dos grandes barões dizer-nos que a Austeridade /aperto do cinto ainda não é suficiente e
- temos de vender/privatizar tudo o que é Público por tuta e meia
- temos de aceitar trabalhar mais por menos dinheiro (e até trabalhar sem ganhar, como escravos),
- temos de sofrer mais impostos (IRS, IMI, IVA, ...taxas municipais, subidas das multas, das comissões e da papelada...)
- temos de aceitar cortes no salário, perder subsídio de férias e de natal, e de desemprego ...
- grande parte dos trabalhadores da Adm. Pública têm de ser despedidos, ... e os que restarem receberão títulos em vez de dinheiro.

- ainda não sentiram o aproximar do TSUNAMi ?!! ...
o aumento de armas e de roubos, assaltos e fugas sem pagar (nas gasolineiras, nos supermercados, nas lojas, nos transportes, ...)
o aumento da violência doméstica, da violência nas escolas, do assédio nos locais de trabalho, ...?!!

continuem neste sentido (ou falta dele) e o ''dito de Otelo'' ainda se concretizará !
e im ser despedidos


De Mário Soares a 22 de Março de 2011 às 10:19
Mário Soares faz "apelo angustiado" a Cavaco para evitar eleições
O ex-presidente da República Mário Soares faz, esta terça-feira, um "apelo angustiado" a Cavaco Silva para "não sacudir a água do capote" e intervir, criticando o silêncio presidencial quando "os partidos reclamam insensatamente eleições".
A "angústia" de Mário Soares está expressa num artigo de opinião publicado na edição do Diário de Notícias desta terça-feira.


De o mentiroso e o coxo a 22 de Março de 2011 às 10:42
Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa.

No meu modesto entender, diz Mário Soares, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". . Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se duvidas houvessem , ficava claro que se apanha mais rápido um mentiroso que um coxo.


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