Cortes e impostos para os ... ''PEC''

Quem paga a crise? (I)

Vale a pena reter, para interpretação dos tempos que correm e memória futura, a oportuna sistematização elaborada pelo Público quanto ao significado financeiro das medidas inscritas nos PECs ('Planos de Estabilidade e Crescimento') I, II, III e IV (clicar na imagem para ampliar). Uma das constatações mais imediatas reside no escasso contributo dos «investidores» (tributação de mais-valias), «rendimentos mais elevados» e «banca» (nas medidas específicas que se lhe dirigem), que globalmente representa apenas 6% no total de cortes e aumentos de receita previstos. Num país que continua no pelotão da frente das desigualdades à escala europeia e onde as principais instituições bancárias exibem lucros muito confortáveis em pleno contexto de crise. 
Note-se também: ''Aumento de IRS'' (sobre os trabalhadores)= 700 e o ''Aumento de IRC'' (sobre as empresas) = 350 ; o crescimento dos PEC (anuais) passa de 3168  > 3675 > 5047,3  para 6912,5 milhões de euros.


Publicado por Xa2 às 13:32 de 22.03.11 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 24 de Março de 2011 às 15:43
Quem paga a Crise, pergunta a amigo...
Como se não soubessemos todos nós quem paga... são sempre os mesmos a pagar e sempre os mesmos a receber.
Só existe duas classes: a dos exploradores e a dos explorados. E o grande óbice social é que ou se está num lado ou no outro. Não há equidistantes...
E as doutrinas e pensamento político só tem servido para «saltar» do lado do explorado. É por «isso» que é tão fácil aos profissionais da política terem um discurso quando estão na oposição e outro quando estão no poder.
Evidentemente que a «vida» não é a «preto e branco» e que existem entre o «preto» e o «branco» uma gama enorme de «cinzentos».
Mas é muito fácil «borrar a pintura» sobretudo quando se está no poder e a prática do «explorador» é exercida com um discurso «que é para bem do explorado».
Uma coisa é «irem-nos ao dito» outra é quererem obrigar-nos «a gostarmos».
Para mim foi este o grande erro do «pavão» que ontem «caíu». Mesmo os «parvos» não gostam de ser tratados como «parvos». Mas o homem tem um «curso» mas não tem o «conhecimento» e só a «carneirada», paga a «peso de ouro», o manteve no poder. E sabe que mais? Á «carneirada» vai continuar a tentar manter o homem no poder, na esperança de poderem continuar a terem o melhor pasto para pastarem... É que isso de passar para o lado do «explorado» e ter de ganhar a vida pelo conhecimento do «saber fazendo» e não do «canudo» e do «sim senhor» não está ao alcance de todos e custa muito «suor» e não tem «sucesso» garantido.
Quer apostar comigo como a «carneirada» vai insistir em «mais do mesmo»? Méé´...!!!!


De Sacar da classe media e dos trabalhadore a 22 de Março de 2011 às 17:27
Diálogo entre Colbert e Mazarino (=Ministros da França) durante o reinado de Luís XIV:
*
Colbert:
Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
*
Mazarino:
Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!!
Não se pode mandar o Estado para a prisão.
Então, ele continua a endividar-se...
Todos os Estados o fazem!
*
Colbert:
Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ?
Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
*
Mazarino: Criam-se outros.
*
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
*
Mazarino: Sim, é impossível.
*
Colbert: E então os ricos?
*
Mazarino:
Os ricos também não. Eles não gastariam mais.
Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
*
Colbert: Então como havemos de fazer?
*
Mazarino:
Colbert! Tu pensas como um queijo!
Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres:
os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses,quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos.
É um reservatório inesgotável.


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