3 comentários:
De Zé T. a 25 de Março de 2011 às 11:11

- '' Economia e Política Nacional e Europeia '' -

- Quem manda ? ou quem está a fazer que manda (sendo 'pau-mandado' de outros atrás da cortina)?

Governo português não manda... é mandado ... por...
pelos ''mercados'', pela UE e pela 'srª Alemanha' ...
- E este/as são mandadas por quem?

GOVERNOS (e parlamentos) são mandados pela FINANÇA através de seus muchachos e lóbis...
que compram políticos e partidos e marketing e sondagens e comentadores e académicos e jornalistas e TVs...
que elegem/fazem eleger deputados e governantes... que mandam em países e 'uniões'...

- E até quando vamos continuar a deixar ser MANDADOS por muchachos e lóbis ...? !!
ao serviço da alta finança (especuladores, bancos, seguradoras, fundos soberanos e de pensões manipulados por agiotas e agências de 'rating' ...) 'nacional'/ 'internacional', pior: sem pátria nem Lei... ? !! nem JUSTIÇA (apenas a que o dinheiro compra), nem verdadeira Democracia ? !!

- O que FAZER (micro-programa de governos) ?
Actuar na raíz do problema - forçar os nossos representantes (partidos, políticos, governantes, UE...) a comprometerem-se claramente com um programa (''preto no branco'', ''a fazer'' e ''a não fazer'', sem rodeios nem grandes/complicados discursos que dizem tudo nada e o seu contrário...) e consequências políticas e civis se o não tentarem cumprir. Com um programa do tipo :

1 . impedir a fuga aos IMPOSTOS e torná-los mais justos (os com maiores rendimentos devem pagar mais impostos), com tendência para a sua simplificação e harmonização Europeia; e, a nível da UE, pressionar para acabar com ''offshores''/ paraísos fiscais, acabar com as manipuladoras ''agências de rating'', intervir, regular e controlar fortemente o sistema financeiro !

2 . dotar a UNIÃO EUROPEIA (confederada ) de meios adequados, nomeadamente: orçamento comum, impostos comuns, parlamento com verdadeiros poderes legislativos, ... forças armadas comuns;

3 . reduzir ou eliminar GASTOS sumptuosos e mordomias de deputados, governantes (e autarcas) e administradores públicos (ou de instituições ou empresas participadas ou com isenções e subsídios públicos);

4 . Simplificar, reduzir e tornar transparente : BUROCRACIA (licenças/ autorizações e processo de tomada de decisões mais automatizado); sistema de impostos e taxas; sistema de subsídios e isenções; rendimentos património e contas de todos os cidadãos empresas e outras instituições;

5 . Simplificar e tornar eficiente a legislação e a aplicação da JUSTIÇA: expurgando lacunas, repetições, contradições, dúbias interpretações, ... e dando primazia ao essencial e não ao ''processo'' (civil e criminal, com ''tecnalidades'' que são a maior fonte de adiamentos, prescrições, anulações, ... e de 'não justiça');

6 . Controlar e limitar/impedir as IMPORTAÇÔES (e passagem...) de bens e serviços de países e territórios com práticas de ''dumping internacional ambiental e social''
(daqueles países e sociedades que não cumprem regras de segurança e higiene, não pagam salários decentes, não têm sistema de pensões e saúde mínimas, não permitem liberdade de expressão, associação e sindicalismo, ... não cumprem acordos internacionais como a 'carta de Direitos Humanos'' e o ''protocolo de Quioto''/ambiente, ...).

7. ...


De Construir o caminho para ... a 24 de Março de 2011 às 11:27
Como vamos construir o caminho para o tempo das cerejas?
...
Não que me reveja na ideia de que, sendo um mero cidadão atento (como tantos outros), tenho a “obrigação de conhecer extensos documentos e intervenções parlamentares na íntegra”, como escreve Vitor Dias.
Mas tive a oportunidade de ler as resoluções do PCP
e do BE que foram hoje votadas. E fiquei bem impressionado com o esforço de ambos os partidos no sentido de explicitarem as suas propostas de caminhos alternativos, nas quais me revejo quase na íntegra.
...
3. O momento que vivemos assemelha-se cada vez mais aos descritos por Naomi Klein no seu livro “A Doutrina do Choque”.
Os problemas financeiros são reais e o espaço de manobra para lhes dar resposta é cada vez mais diminuto.
São condições bastantes para quem, tendo os meios para isso, queira navegar a onda do medo e da desorientação para impor as suas agendas.

A generalidade dos portugueses já acredita que a perda de poder de compra, o desemprego, a diluição de salários e direitos e a destruição dos serviços públicos vieram para ficar.

O PS de Sócrates encontra aqui uma oportunidade para fazer passar medidas que noutras ocasiões não teria coragem para propor.

O PSD de Passos Coelho vislumbra uma ocasião única para entregar de vez a quem lhe paga as campanhas diversos serviços públicos
que deveriam ser universais, bem como para destruir um conjunto de instituições e de princípios que, apesar de todos os recuos, vinham assegurando a possibilidade de construirmos uma sociedade minimamente decente.
Instituições e princípios que muitos – incluindo o PCP, o BE, uma parte relevante do PS e muitos cidadãos com ou sem partido – contribuíram, ao longo de décadas, para construir e defender.

4. Neste contexto, não creio que erre na análise quando escrevo que o PCP e o BE "não têm conseguido fazer muito mais do que anunciar que vem aí o desastre".
Para evitar o plano inclinado para uma sociedade indecente não basta ao PCP e ao BE afirmarem que existem alternativas.

Em primeiro lugar, seria importante que todos conseguissem perceber que as suas propostas existem e são plausíveis sem terem necessidade de "conhecer extensos documentos e intervenções parlamentares na íntegra".

Mais importante, é necessário que PCP e BE consigam deixar claro que não será por sua responsabilidade que a doutrina de choque se imporá.

Mais ainda, que consigam demonstrar a quem os ouve que farão os possíveis para encontrar uma solução que evite o desastre.

Como eleitor de esquerda e cidadão atento (e não como analista ou comentador, que não sou) não vislumbro sinais da parte dos partidos a quem habitualmente confio o meu voto de que podem fazer algo para que o inevitável não o seja.
E garanto que me esforço.

5. Honestamente, não sei como isso se faz.
No quadro parlamentar que hoje se dissolveu, parecia-me claro que tal teria de passar por uma intervenção articulada entre PCP e BE.

No entanto, não estou inteiramente ciente das vantagens e desvantagens das diferentes opções tácticas.
Não sendo militante e muito menos dirigente do PCP ou do BE, não sinto grande necessidade ou utilidade de me inteirar desses cálculos.

Mas sinto que não estou sozinho quando afirmo que espero mais destes partidos do que estes têm sido capazes de propor.

Postado por Ricardo Paes Mamede, Ladrões de bicicletas, 23.3.2011


De . Que futuro nesta UE de Direita ?. a 24 de Março de 2011 às 11:15
O que nos reserva o Conselho Europeu da Primavera?

Júlio Mota do blog Estrolabio oferece-nos (em português) a antevisão dos Economistas Aterrados acerca dos resultados da Cimeira da Primavera.

“A financeirização sem entraves nem limites das economias,
o dumping fiscal social e salarial entre países europeus,
a concorrência para atrair os capitais,
tudo isto conduziu a esta curiosidade histórica:
uma moeda única entre os países em guerra económica de uns contra os outros.

Guerra esta ganha de momento pela Alemanha, que apresenta enormes excedentes comerciais, obtidos sobretudo através de uma austeridade salarial sem falhas - uma verdadeira “deflação competitiva”.

Mas os que elogiam o sucesso da política alemã esquecem que a sua generalização a toda a Europa -
reclamada por Trichet, para quem os aumentos de salários são em todo e qualquer momento e em toda a parte “a última estupidez a fazer”
- reduziria a zero esta vantagem competitiva alemã e colocaria toda a União em situação de depressão económica.”
- por José M. Castro Caldas


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