De Fanáticos masoquistas acéfalos?! a 30 de Março de 2011 às 10:36
Vamos votar em quem e o quê ?
Boa questão dupla. Mas... a sério:

1- quantos irão votar? e qual a legitimidade (por mais legal e constitucional que seja) dos ''representantes '' se forem eleitos por menos de 50% ou até menos de 40 % dos eleitores? (e se forem apenas 20% e depois 10% ... continuarão a dizer que são eleições válidas ?!! em democracia? o 'governo da ''maioria'' do povo' ?!! )

2- votar em quem ? em listas de uma sigla das quais a maioria dos eleitores só conhece os 2 ou 3 nomes de candidatos ...

3- votar em quê ? em slogans e enormes e 'redondos' ''programas'' que nada concretizam, nem fazem corresponder medidas a custos e prazos, nem responsabilizam os seus autores/subscritores ...
...
Se é votação tipo ''cheque em branco'' ... e se está descontente com as 'chaves' usuais ...então porque não experimentar outras chaves, outras soluções outros candidatos, ... ou em vez de cidadãos conscientes, será que a maioria dos portugueses são fanáticos masoquistas ?!!


De Unir: Esquerda do PS+Verdes+PCP+BE a 30 de Março de 2011 às 14:07
Por que não aqui?

Na Alemanha, os Verdes conquistaram uma inesperada vitória nas eleições de Baden-Württemberg, à frente dos social-democratas.

Daniel Oliveira escreveu no Arrastão um belo texto sobre esta surpresa eleitoral, mas também sobre a encruzilhada política em que as esquerdas se encontram em Portugal. Plenamente de acordo com isto:

Por outro lado, não há, em Portugal, uma esquerda à esquerda dos socialistas disponível para participar em soluções de poder. Uma originalidade nacional. Por essa Europa fora partidos ecologistas ou mais à esquerda mostraram, em vários momentos históricos, disponibilidade para governar. E nunca como agora essa disponibilidade foi tão urgente. O que está em causa na Europa é resistir a uma avalanche que ameaça não deixar pedra sobre pedra no edifício do Estado Social. Ser de esquerda tornou-se num sinal de radicalismo. A social-democracia consequente é hoje de uma ousadia extraordinária.

Mas Portugal tem outra originalidade, em que é acompanhado pela Alemanha e mais um ou outro país europeu: a esquerda à esquerda dos socialistas representa quase vinte por cento dos eleitores. Se quisesse usar a sua força em funções executívas teria um poder extraordinário.

Para a utilização desse poder seria necessário, antes de mais, que BE e PCP, em vez de se controlarem mutuamente no seu purismo ideológico, se entendessem no muito em que estão de acordo. E seria necessário que os dois quisessem cumprir a sua obrigação histórica, num momento que exige tanta responsabilidade. E seria, por fim, necessário que os socialistas não fizessem questão, como fazem, de escolher a direita, do PSD ao CDS, como aliada preferencial.

Olhando para a Alemanha, vemos como um partido como os "Verdes" - que tem um discurso consistentemente crítico contra as grandes opções que estão a ser feitas na Europa - pode vir a ter um papel fundamental no futuro do País e, por isso, no futuro da Europa. E percebemos como a esquerda portuguesa pode estar a perder uma oportunidade histórica. A oportunidade de se apresentar aos eleitores como uma alternativa de poder. Dizendo ao PS que, depois da provável travessia do deserto e de se ver livre de um Sócrates sem credibilidade nem pensamento político, tem uma escolha a fazer: ou continua a navegar no pântano político - o que levou o País a esta desgraça -, ou escolhe um lado no combate que se avizinha à escala europeia. Um combate pelo Estado Social e contra a mercantilização de todos os domínios da nossa vida, a precarização das relações sociais e a degradação da democracia. E que para esse combate tem aliados prontos para assumir responsabilidades de poder e para pagar a fatura de fazer essa escolha em tempos difíceis.

-por Jorge Bateira, Ladrões de Bicicletas


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