6 comentários:
De PSD é pior emenda... a 30 de Março de 2011 às 13:16
Para bom entendedor, meia palavra basta.

Ontem, Passos Coelho escrevia no Wall Street Journal que
o PSD rejeitou o PEC IV «porque medidas não iam suficientemente longe».
Hoje, Paulo Rangel, no mesmo registo, disse:
«Merkel quando vir o Governo do PSD vai respirar de alívio».
O programa eleitoral do PSD está à vista.
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Fingimentos.

Anda por aí muita gente a fingir que a queda do governo, no momento em que ocorreu, não nos está a atirar para o abismo;

anda por aí muita gente a fingir que Portugal com FMI ou sem FMI é a mesma coisa;

anda por aí muita gente a fingir que este governo caiu porque fez muitas «coisas más» e será substituído por outro que vai, finalmente, fazer «coisas boas»;

Anda por aí muita gente a fingir que o próximo governo não vai aplicar medidas mais gravosas para os portugueses do que as que foram rejeitadas;

anda por aí muita gente a fingir que José Sócrates é um «malandro» e que Pedro Passos Coelho é um «bom rapaz»;

anda por aí muita gente a fingir que Pedro Passos Coelho fala verdade quando diz, que se governar, não aumentará impostos;

anda por aí muita gente a fingir …
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Agora, as medidas vão ter que sair da toca (2).

Há quem, por aí, queira desviar-se do tema central da campanha eleitoral em curso. Uns, mais trauliteiros, de faca na liga, centram-se sobre o «mentiroso» José Sócrates; outros, mais matreiros, gente de palavra mansa, gostam mais de se rebelarem contra a «espuma dos dias». Mas, tenham paciência, não se pode fugir à questão central: em substância, o que é que o PSD propõe para a situação presente? Hoje, o Económico, transcreve uma entrevista de Pedro Passos Coelho à agência Reuters, onde o líder social-democrata nos diz o contrário do que se afirmava nos fundamentos da rejeição do PEC IV. Assim, preto no branco: «A razão porque votámos contra esta revisão do PEC, não é porque ele vá longe demais nas medidas que é necessário assegurar para que os objectivos sejam atingidos. É porque ele não vai tão longe quanto devia.» Aos poucos, as medidas começam a sair da toca.

-por Tomás Vasques, 29.3.2011 http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/


De Jumento a 30 de Março de 2011 às 13:56
Austeridade: ou há moralidade ou comem todos

Começa a ser tempo de se perceber que a melhor forma de sair da situação em que o país se encontra é repartindo a austeridade de forma a que penalize o menos possível cada português. Mas não é isso que os políticos, os grupos corporativos e algumas “associações cívicas de pressão” defendem. Os políticos avaliam a austridade pelo impacto nos votos e nos interesses que representam, os grupos corporativos exigem ficar acima dos problemas e alguns cidadãos organizam-se para que as suas despesas sejam pagas pelos outros.

Os programas de austeridade não devem ser avaliados apenas pelo seu impacto nas contas públicas, mas também pela forma como o custo social desse impacto é repartido pelos portugueses. Mas não é isso a que estamos a assistir e o resultado é a distribuição desigual do impacto da asuteridade, os banqueiros ficam de fora porque a banca tem de sobreviver, os pobres, incluindo os muitos falsos pobres beneficiam do choradinho político, os profissionais de saúde dos sector privado têm o guarda-chuva dos partidos cujos dirigentes são patrocionados pelo sector.

Não faz sentido que um funcionário público no activo perca mais de 10% do seu rendimento de um dia para o outro, quando outros que se aposentaram com cinquenta anos de idade e que ficaram a ganhar mais de pensão do que de vencimento fiquem de fora. Não é aceitável que se apoie cortes dos vencimentos ao mesmo tempo que se exige a manutenção das SCUT nos concelhos onde governa o PSD. É uma estupidez o ministro das Finanças desorganizar o fisco com uma fusão ao mesmo tempo que mantém os cargos que criou e que se revelaram inúteis, como é o caso dos controladores financeiros. É uma hipocrisia falar da reestruturação da Administração Pública e manter os governos civis ou manter um modelo municipalista absurdo. É um absurdo exigir as universidades gratuitas e pagar quinhentos euros no infantário.

Nesta condições é inevitável que as medidas de austeridade sejam mais injustas do o necessário, porque incidem sobre quem não tem capacidade reivindicativa ou sobre os que são desprezados eleitoralmente pelos partidos. Sócrates decidiu sacrificar os funcionários públicos melhor remunerados porque concluiu que perdia menos votos sacrificando os que muito provavelmente não votarão nele, Pedro Passos Coelho propõe um aumento absurdo do IVA porque assim dilui o impacto e poupa o sector privado da saúde que tem lucros elevados à custa dos benefícios sociais da saúde. Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa continuam a defender que devem ser os ricos que paguem a crise. Os autarcas querem que seja a Administração Central a suportar a crise para que eles possam manter a sua influência continuando a construir rotundas muito floridas e a levar os velhinhos a Fátima ou a passear de avião.

O resultado desta austeridade à la carte é a crescente divisão dos portugueses, o prolongamento da crise e mais recessão. Os empregados do sector privado acusam os funcionários públicos de responsáveis pela crise porque é isso que está implícito em medidas como aumentar os ordenados dos que menos ganham como fez Ferreira Leite ou cortar os vencimentos dos que mais ganham como decidiu Sócrates. Os mais pobres acreditam mesmo que a solução está em cortar nos malandros dos mais ricos, precisamente aqueles de que se espera mais investimento. Os portugueses que moram na província exigem as SCUT porque acham que os da capital são uns malandros. No fim, quando nada resulta, fazemos manifestações a dizer que estamos à rasca por causa dos políticos.

Sócrates é bem capaz de ter razão nos cortes dos vencimentos mas nesse caso deve cortar a todos e não deixar de fora os pensionistas que não foram alvo das suas reformas. Passos Coelho tem razão ao defender um aumento dos impostos mas talvez esse aumento dos impostos deva ser distribuído por todos os impostos. Louçã tem alguma razão ao defender o combate à evasão fiscal mas tal combate não resolve qualquer crise pois os seus resultados só serão visíveis dois, três anos depois.


A solução passa por distribuir os custos pelo maior número de portugueses e pelo maior número possível de medidas, desta forma haverá mais equidade, os sacrifícios suportados por cada um serão menores e o impacto na econ
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De Arregaçar as mangas e os fundilhos a 30 de Março de 2011 às 12:15
Passos Coelho, PSD, Cavaco Silva, toda a oposição e porque não, também, JS podem olhar-se bem no espelho da crise com juros da divida a mais de 9% .

É preciso que os portugueses saiam dos seus acomodares e se comecem a reunir em clubes, tertúlias , grupos, conferencias, seminários , de qualquer forma e meios para debateremos a realidade politica económica e social do país .

A coisa está demasiado séria para a deixarmos só aos políticos que já vimos são muito incompetentes.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 30 de Março de 2011 às 12:27
Será que o Governo já recorreu à DECO para saber se esta lhe poderia dar uma ajudinha na re-negociações com os credores? Sempre era bom saber a opinião dos «especialistas»...


De Burros e acomodados a 30 de Março de 2011 às 15:35
Ora aqui está uma ideia que deveria ter eco junto dos governantes, especialmente, e do povo em geral, mas quê uns são burros outros andam acomodados é o que se vê. Os usurários enchem seus bornais offshorianos .


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 30 de Março de 2011 às 15:49
Ainda julguei que ía dizer:
... Uns são «burros» outros são «asnos»...


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