P.P., O HOMEM DOS SUBMARINOS

Abram alas ao homem dos submarinos que vai entrar no próximo governo de Portugal. É, a imediata conclusão que se poderá retirar de uma sondagem realizada pela Marktest para o Expresso e com a antevisão (especulativa) do que sucederá nas legislativas antecipadas, se tais resultados fossem estes.

É certo que o trabalho de campo decorreu com o cenário de crise política instalada, sendo manifestos os efeitos de desgaste político e de imagem face a José Sócrates.

Os dados obtidos, em tal, putativo, escrutínio, indicaram que O PSD e CDS conseguem, em conjunto, maioria absoluta fundamentalmente, ao que tudo indica, por mérito do CDS e não do PSD e acima de tudo devido à imagem do seu líder, Paulo Portas.

Portas é, aliás, só ultrapassado por Cavaco Silva que há três meses foi reeleito para o seu segundo mandato, o segundo político mais popular. Os portugueses, parece, reconhecer-se, cada vez mais, no trabalho e nas propostas do CDS e parece, também, já ter esquecido todas as polémicas (ainda que o assunto se encontre em processo judicial) em torno da compra dos, famigerados, submarinos. A razão de tal simpatia, tudo indicia, decorrerá do facto o CDS (na pessoa do seu líder) aparecer aos olhos dos eleitores a tomar posições claras, concretas, sem medo, nem (aparentes) calculismos.

Paulo Portas estará, agora, a ser beneficiado por ter marcado presença enquanto o PSD andou e continua a dar mostras ziguezagueantes, nomeadamente na forma como negociou e permitiu que tivessem sido aprovados os vários Planos de Estabilidade e Crescimento, sem que, simultaneamente, tivesse sido mais claro nas suas posições políticas ou dado a conhecer propostas alternativas mais credíveis do que as apresentadas pelo governo.

Mais grave, ainda, foi o facto do PSD nunca se ter colocado, claramente, disponível para negociar, com o PS e no âmbito da Assembleia da Republica, a aprovação de mediadas de claras e rigorosas reestruturações, tanto do aparelho do Estado e autarquico, como do respectivo sector empresarial que, agora e de há muitos anos, também, se vê abraços com as consequências das incoerências dos vários governos (PSD, CDS e PS) cuja atitude foi, ao longo de décadas, a de “varrer para debaixo do tapete” responsabilidades publicas com o recurso ao artificio de uma politica desorçamentista feita à custa dessas empresas.



Publicado por Zé Pessoa às 00:03 de 04.04.11 | link do post | comentar |

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