De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 6 de Abril de 2011 às 17:46
«Nas legislativas em Portugal, armadilhadas pelos partidos políticos dominantes, temos pouco que escolher. Nem são verdadeiramente eleições, são plebiscitos. Não escolhemos os representantes, votamos num partido que tem um chefe e leva atrás os seus homens, escolhidos por fidelidades. É lamentável que se gaste tanto tempo a preparar eleições e a demora seja exactamente para amanhar as listas de candidatos.
Criatividade é o que fazem os islandeses, a quem a crise mundial atirou para a bancarrota e que agora vão eleger uma assembleia de 25 membros sem filiação partidária, escolhidos entre 500 cidadãos representativos. Poupam assim ter um ministro das Finanças dependente de tácticas partidárias como o português, que há uns meses disse que o País devia pedir ajuda externa quando os juros da dívida chegassem aos 7% e que hoje, com eles a 9,5%, não a pediu nem se demitiu.»
Por João Vaz [CM]


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