Contra as agências de «rating»

Foi largamente noticiado que um grupo de economistas entregou ao Procurador-Geral da República «uma queixa contra as agências de rating, com vista a abertura de um inquérito pelo crime de manipulação do mercado».

O conteúdo da referida queixa - «A Relevância das Agências de Rating e o Risco de Abuso de Posição Dominante» - está agora disponível na net sob a forma de Petição, em fase de recolha de assinaturas. Os primeiros assinantes são José Reis, Manuela Silva, José Manuel Pureza e Manuel Brandão Alves.

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Publicado por JL às 16:48 de 12.04.11 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Agências de ''Bangsters'', Ladrões e Bur a 13 de Abril de 2011 às 10:10
.. ''BANGSTERS'' = Bancos (banqueiros, correctores da bolsa, especuladores, usurários) + Gangsters (quadrilhas/ grupos de criminosos: rufias/brigões, extorsionistas, proxenetas, ladrões, assassinos, ... mafiosos)

Agências de rating ou de 'Bangsters' ?

Economistas entregam queixa na PGR contra agências de rating (Público, 7.4.2011)

Um grupo de economistas quer a abertura de um inquérito contra as agências de rating pelo “crime de manipulação do mercado”.

Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s são as agências visadas pela acção, que dará entrada na Procuradoria-Geral da República durante a próxima semana.
O documento é subscrito pelos docentes da Universidade de Coimbra José Reis (professor de Economia) e José Manuel Pureza (de Relações Internacionais e também líder parlamentar do Bloco de Esquerda) e Manuel Brandão e Maria Manuela Silva, economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
José Reis realça que as agências que “intervêm no mercado português”, as três referidas na denúncia, “dominam mais de 90 por cento do mercado” internacional, pelo que “é preciso saber se as leis da concorrência são respeitadas”.
Duas dessas agências – Moody’s e Standard & Poor’s – têm inclusive um “mesmo fundo de investimento como proprietário”, adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, “que influenciam as taxa de juro”, têm um impacto significativo no endividamento dos países, “podendo afectar a sua estabilidade” financeira e económica.
No documento a entregar na segunda-feira na Procuradoria-Geral da República é dito que “quanto maior for o risco inerente a uma emissão de dívida, maior será o retorno exigido pelos investidores, ou seja, maiores serão os juros” impostos pelos mesmos.
“Compreende-se assim a grande importância que revestem as classificações feitas por estas agências: elas servem de referência aos investidores, emissores e administradores públicos para as suas decisões de investimento e financiamento”, diz a nota.
Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”, declara o grupo de economistas.
O inquérito que os assinantes do documento querem que seja aberto deve apurar a “prática dos actos abusivos que são imputados” às três agências, a “existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e do povo português” e a “identificação dos quadros directivos das ditas agências e os autores dos actos” da denúncia.
Os economistas querem também saber se os “benefícios obtidos pelas agências” e os seus clientes “foram de notória importância”, para além de quererem ter acesso a “todas as comunicações internas das agências de notação respeitantes às classificações referentes a Portugal” desde o ano de 2010.
........
. Parabéns ao grupo de economistas que pediu a abertura de um inquérito contra as agências de rating pelo “crime de manipulação do mercado”. Estou totalmente de acordo com este tipo de iniciativas, mas penso que uma acção colectiva deste género, com mais pessoas, deveria ser apresentada, também em N.Y . ... e em Bruxelas. - Teresa C. Lopes
. FInalmente alguém faz o que deveria ter sido feito pela República. Tem sido um escândalo a inépcia dos decisores politicos que vêem o país a ser arrasado por umas quantas empresas com comportamento de agiota sem nada fazerem. Bastaria terem tomado um minimo de atenção à acção dos Estados membros dos EUA, que atacados há alguns anos por estas mesmas empresas, as meteram em tribunal por alegadamente "picarem" os ratings de risco para puxar o valor dos juros. Pedem também indemnizações milionárias como compensação dos danos ocorridos. Não conseguiram afastar tais varejeiras mas pelo menos reduziram-lhe a acção e o incómodo. Naturalmente que se formos governados por eunucos imperiais essas empresas atacam sem pudor. Já dizia a minha avó, quanto mais nos baixamos mais deixamos o rabo à mostra - Henrique Lopes
. Processe-se esses pulhas... já não era sem tempo. - ALpes

MARCADORES: economia, finança, internacional
Publicado por Xa2, 08.04.2011- Luminár


De JH_IP a 12 de Abril de 2011 às 19:53
Sócrates de 2011 vai coligar-se a Sócrates 2005 e rejeita coligação com Sócrates de 2009
E já arrancou o tempo dos cozinhados políticos e das reuniões entre partidos dos mesmos quadrantes políticos para discutir coligações pré-eleitorais e pós-eleitorais. Depois da provável coligação pós-eleitoral entre PSD e CDS e a eventual coligação entre o Bloco de Esquerda e PCP, Sócrates 2011 reuniu-se com Sócrates 2005 e com Sócrates 2009 para negociar uma coligação, sendo que Sócrates 2005 e Sócrates 2009 também reuniram entre si mas sem terem chegado a acordo. Sócrates 2011 não aceitou as condições políticas exigidas por Sócrates 2009, consideradas demasiado excêntricas para uma fase de crise aguda. Sócrates 2011 aceitou as condições de Sócrates 2005 e vai oferecer-lhe 30 deputados e 6 ministérios. Sócrates 2011 não aceita nenhuma coligação com PSD ou CDS por estar demasiado ressentido. Sócrates 2005 já veio abrir as portas para uma eventual coligação com PSD ou CDS e Sócrates 2009 já fechou as portas para uma coligação com BE e PCP


De MB_IP a 12 de Abril de 2011 às 19:51
A Carris, com um buraco próximo dos 800 milhões de euros, renovou a frota da administração com quatro carros de luxo no valor de 176 mil euros, fora mantas, imagens de S. Cristóvão e naperons. Segundo o "Correio da Manhã", um Mercedes E350, um BMW 320D e dois Audi A6 2.0 foram servir as necessidades de quatro lisboetas, que beneficiam agora de um serviço de transportes públicos de qualidade superior para os seus passes L123. "Agora, só faltam os outros três milhões de utentes", admite fonte da administração. "Vamos ver se dá para arranjar um BMW a cada um."


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