Sob ataque do terrorismo financeiro

O desnecessário resgate de Portugal 

 

 
Importa ler este artigo publicado ontem no NEW YORK TIMES, assinado por Robert Fishman.
Onde se explica como Portugal foi empurrado para o resgate pelo ataque das forças especuladoras do mercado que, se deixadas sem regulação, "ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos - talvez mesmo o da América - de fazer as suas próprias escolhas sobre impostos e despesas".
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De: .Guerra aos Terroristas Financeiros !!

''os MERCADOS'' (especuladores/ corretores/ bancos/ seguradoras/ grandes empresas cotadas nas bolsas, agências de notação financeira, ...e as ''off-shores'') + EUA + UK + FMI/FEEF + BCE + CE da UE + parlamentos/governos e ''mercados nacionais'' ...
é que permitiram, provocaram e aumentaram a CRISE, e com ela ganharam/ganham...

- Porque é que têm de ser os Estados (bens públicos), os cidadãos-contribuintes, os trabalhadores por conta de outrem, os reformados, os desempregados e a economia real/ produtiva a PAGAR e a REBENTAR ?! ... para dar mais força e engordar  ''os mercados'' TERRORISTAS ??!!
Não !
Cidadãos, é tempo de se levantarem e de exigirem (nas ruas, nas paredes, nos jornais blogs facebooks... sms ) que os seus deputados e governantes, se ALIEM a outros governos e Estados ... e, em conjunto, CONTRA-ATAQUEM os mercados financeiros, os regulem e lhes cortem os poderes !!

as DEMOCRACIAS estão em risco de colapso !
os Governos devem estar ao serviço dos POVOS !
os Estados não podem ser DOMINADOS por OLIGARCAS neoliberais/feudais e ''mercados'' ou empresas ''off-shore'' !!

Guerra aos Terroristas Financeiros !!

Contra o ''polvo'' e os Ladrões ... Aliar e Lutar, LUTAR...


Publicado por Xa2 às 08:30 de 14.04.11 | link do post | comentar |

8 comentários:
De ''Ajuda''FMI/ Grécia = juros a 19% !!!! a 15 de Abril de 2011 às 11:44

Com a "ajuda" do FMI...
por Daniel Oliveira

...os juros da dívida soberana grega a 3 anos estão acima de 19%.
O risco de bancarrota do país está próximo de 61%.

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Tony Soprano bailout
por João Rodrigues

Não é ajuda externa a Portugal, mas sim um “Tony Soprano bailout” (um 'resgate/ajuda' de MAFIOSO), diz Michael Burke, ou seja,
uma violenta operação de salvamento da banca do centro europeu e, já agora, da banca nacional
à custa das populações das economias periféricas, dos seus rendimentos e activos.

Multiplicam-se as declarações de governantes espanhóis que nos garantem que a Espanha não é Portugal.
Outros dirigentes europeus, como a ministra das finanças francesa, afiançam que Portugal funcionou como um “corta-fogo” da crise.
Declarações deste género têm funcionado como um indicador avançado de novos problemas.
Tony Soprano poderá estar a chegar a Espanha.

Um ex-funcionário português do FMI alinha com o que andamos a defender há já algum tempo:
“Reestruturação da dívida pode ser usada como arma negocial pelo governo”.

Usada como arma negocial de uma ALIANÇA das PERIFERIAS seria ainda mais eficaz.

Indicando que não é em vão que se esteve no FMI, aponta para uma redução dos direitos laborais e é franco sobre os objectivos de tal medida:
reduzir os salários.
O ataque ao salário directo e indirecto é uma das marcas dos Sopranos do FMI-BCE-CE.

http://arrastao.org/ 15.4.2011


De ... a 15 de Abril de 2011 às 10:47
Preparação para o pior...

[Publicado por AG]

Precisamos, já. Já estamos a defrontá-lo.
E o pior, mesmo, são as humilhações de todo o tipo que nos estão e vão infligir (além das que nos auto-infligimos...).

Preparemo-nos para nos aconselharem a vender ... a Madeira, tal como os gregos foram instados a vender as ilhas deles (a revista alemã BILD escreveu "Nós damo-vos a massa, passem para cá Korfu....").

Destas e doutras implicações da chegada dos homens dos Fundos (Europeu e FMI), falei anteontem na rubrica "Conselho Superior" da ANTENA UM.
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"Casa própria"
[Publicado por Vital Moreira]

«FMI: Preço das casas vai ter de aumentar».

A política de promoção activa da habitação própria constituiu uma das maiores razões para o endividamento dos portugueses e para o endividamente externo da banca nacional.

O Estado não somente facilitou o crédito à compra de habitação, incluindo mediante dedução fiscal dos encargos e da amortização do crédito (a que durante vários anos se acrescentou mesmo um subsídio ao crédito...), como fez muito pouco para criar um verdadeiro mercado de arrendamento.

É fácil restringir o endividamento para compra de habitação:
acabar com a referida dedução fiscal (como ousei defender aqui), aplicar taxas à concessão de crédito para esse fim, estabelecer limites ao crédito, impondo uma entrada do adquirente, aumentar o imposto sobre aquisição de imóveis, etc.

Com tais medidas, não só se limita o endividamento externo como se gera receita para o Estado, ajudando a corrigir o défice das contas públicas.

Como era de esperar, o FMI não brinca em serviço. Só é pena que algumas das medidas que agora vamos ter de adoptar visam corrigir erros que nunca deveriam ter sido cometidos, muito menos indefinidamente mantidos ...
---------------

Petição contra os ratos das agências de "rating"

[Publicado por AG]

É hoje bem sabido que as agências de "rating" contribuiram para a crise financeira que desabou sobre o mundo em 2008,
devido à cumplicidade que sempre mantiveram com os grandes bancos e fundos de investimento, atribuindo altas notações a instituições que promoviam operações de elevado risco ou mesmo fraudulentas.

Tudo para alimentar a ganância dos operadores do sistema financeiro, os seus próprios agentes incluidos.

É por isso intolerável que estas mesmas agências continuem hoje, sem quaisquer restrições ou constrangimentos, a direccionar os mercados, atirando países para a falência.

Porque é urgente controlar estas agências e acabar com a impunidade das ratazanas seus operadores, é preciso assinar a Petição
"A Relevância das Agências de Rating e o Risco de Abuso de Posição Dominante"
que, em boa hora, um grupo de economistas portugueses honestos decidiu lançar.

Eu já assinei.
-------------------
e eu também.


De Economistra PSD !! ...salDar, privatiza a 15 de Abril de 2011 às 11:03
Juros a 17,5% na operação CITIGROUP

Em 2003, era Durão Barroso primeiro-ministro e Manuela Ferreira Leite ministra das Finanças, Portugal ia ser multado, pela Comissão Europeia, por défice excessivo.
O que fez Manuela?
Cedeu, ao Citigroup, um pacote de dívidas fiscais e à Segurança Social no valor de 11,44 mil milhões de euros. Com a operação, o Estado recebeu em troca 1,7 mil milhões de euros.
A engenharia financeira reduziu o défice, é verdade, mas minou a Previdência.

Segundo dados do Eurostat, a cobrança das dívidas ficou em 80%. De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas, o Estado português pagou até Fevereiro de 2010 um total de 2,1 mil milhões de euros (resgate, juros e despesas de operação).

À época, perguntada no Parlamento sobre o montante de juros, a ministra das Finanças respondeu: «Não sei se tenho de pagar juros ou não. Não paguei nada.»
Sabemos agora. Afinal, o que são 17,5% de juros?

Passos Coelho sabia disto, ou também não?
Etiquetas: Esqueletos no armário, PSD

posted by Eduardo Pitta,
http://daliteratura.blogspot.com/2011/04/juros-175-na-operacao-citigroup.html


De Vampiros ''nacionais'' a 14 de Abril de 2011 às 14:57
Economia política da intervenção

A desfaçatez do bloco central não tem limites:
Teixeira dos Santos indicou que o Estado está "disponível" para entrar no capital dos bancos.
Sem mais, claro.

O Estado bombeiro aceita empréstimos, com condições draconianas para as classes populares, para ajudar os bancos e seus accionistas, socializando prejuízos num processo à irlandesa?
É isto, não é?

Até agora os bancos intermediavam entre o BCE e o Estado, ganhando à custa de todos.
E ainda há quem chame ajuda a esta expropriação.

Revela-se claramente a lógica da concertação entre os bancos, organizada internamente pelo Banco de Portugal, para exigir a entrada da troika FMI-BCE-CE.

A solidez do contrato político com este sector financeiro, um dos principais responsáveis pelo estado do país, por contraste com a precariedade do contrato social,
diz tudo sobre o espírito santo que comanda internamente a nossa economia política.

Embora o encaixe financeiro seja residual num contexto de venda forçada, a exigência de privatização de bens públicos essenciais faz todo o sentido para quem quer capturar sectores onde os lucros estão garantidos.

É viver sempre em cima das possibilidades da comunidade. Repito o que escrevi no início da austeridade mais violenta:
o que está aqui em jogo é um processo de transferência dos custos sociais do ajustamento à crise do capitalismo financeirizado para o "factor trabalho", a expressão de Cavaco Silva que é todo um programa político.

A alternativa?
Alternativas há muitas para os vários planos da vida económica, mas se calhar vai ser preciso pensar em reestruturar os bancos,
impondo nesse processo perdas severas aos accionistas e aumentando a importância da banca pública.

Postado por João Rodrigues , Ladrões de Bicicletas


De Vampiros e Terroristas financeiros a 14 de Abril de 2011 às 15:01
-----Diogo disse...
E essa reestruturação vai ser feita de forma pacífica com partidos e tribunais a colaborar?

----- Ana disse...
Parece incrivel, o Estado está disponível para capitalizar os bancos e
não tem dinheiro para pagar os salários dos funcionários públicos,
basta ver o "esquema" entre o Ministério da Administração Interna e das Finanças para se concluir que estamos na presença duma quadrilha de malfeitores.

----maria povo disse...
Como é que devo fazer para conseguir um empréstimo na CGD para comprar as acções que "vamos" vender na EDP, GALP; ANA, TAP, etc???????
não foi assim que o sr. Amorim ficou rico??!!!
... também quero!!!!!

---- Ana disse...
Cara Maria Povo
Consegues o emprestimo, compras as acções e são elas que ficam como garantia.

Se subirem vendes e ficas com as mais-valias,
se descerem pode o banco ficar com elas, já que são elas a garantia do emprestimo.


De Vampiros do $$, Euro, Democracia, Portug a 14 de Abril de 2011 às 14:45
Portugal foi vítima da ''pressão injusta e arbitrária'' dos mercados financeiros internacionais, que ameaça Espanha, Itália e Bélgica e outras democracias em todo o mundo, defende o sociólogo norte-americano Robert Fishman.
....
Portugal "não tinha subjacente uma crise genuína" e foi sim "sujeito a ondas sucessivas de ataques por negociadores de obrigações".

O contágio no mercado e os 'downgrades' de 'ratings' tornaram-se numa "profecia que se realiza a ela mesma",

uma vez que as agências "forçaram o país a pedir ajuda elevando os seus custos de financiamento para níveis insustentáveis".

"Distorcendo as perceções de mercado da estabilidade de Portugal, as agências de 'rating'
- cujo papel de favorecimento da crise do 'subprime' nos Estados Unidos foi amplamente documentado -
minaram quer a sua recuperação económica, quer a liberdade política".

Agora, Portugal enfrenta políticas de austeridade impopulares, que vão afetar empréstimos a estudantes, pensões de reforma, alívio da pobreza e salários da função pública.

Fishman sugere que as descidas de 'rating' e pressão sobre a economia resultaram ou de "ceticismo ideológico em relação ao modelo de economia mista em Portugal",
ou de "falta de perspetiva histórica" relativamente a um país onde o nível de vida subiu rapidamente nos últimos 25 anos, tal como a produtividade, enquanto o desemprego desceu.

Embora o otimismo dos anos 1990 tenha resultado em "desequilíbrios económicos resultado de gastos excessivos",
Fishman defende o desempenho recente do país pós, e mesmo que a queda do governo é "política normal" e "não incompetência, como alguns críticos de Portugal têm retratado''.


De Ataques de oper.financeiros/ vampiros. a 14 de Abril de 2011 às 13:55
O sociólogo Robert Fishman escreve no "The New York Times" sobre o "desnecessário resgate de Portugal" e
acusa as agências de notação financeira de distorcerem a percepção que os mercados tinham da estabilidade do País.

Portugal não precisava deste resgate.
Foi sobretudo a especulação que precipitou o País para o pedido de ajuda externa.
O culpado não foi o governo, mas sim a pressão das agências de “rating”.

Na opinião de Fishman - que escreveu, em conjunto com Anthony Messina, o livro intitulado “The Year of the Euro: the cultural, social and political import of Europe’s common currency” -,
a solicitação de ajuda externa à UE e ao FMI por parte de Portugal deverá constituir um aviso para as democracias de todo o mundo.

A crise que teve início no ano passado, com os resgates da Grécia e da Irlanda, agravou-se, constata o professor.
“No entanto, este terceiro pedido nacional de ajuda não tem realmente a ver com dívida.
Portugal teve um forte desempenho económico na década de 90 e estava a gerir a sua retoma, depois da recessão global, melhor do que vários outros países da Europa,
mas sofreu uma pressão injusta e arbitrária por parte dos detentores de obrigações, especuladores e analistas de “rating” da dívida que,
por razões ideológicas ou de tacanhez (leia-se: co-participação nos ganhos financeiros usurários-especulativos),
conseguiram levar à queda de um governo democraticamente eleito e levaram, potencialmente, a que o próximo governo esteja de mãos atadas”, salienta Robert Fishman no seu artigo de opinião publicado no jornal norte-americano.

O sociólogo adverte que “estas forças do mercado, se não forem reguladas, ameaçam eclipsar a capacidade de os governos democráticos – talvez até mesmo o norte-americano – fazerem as suas próprias escolhas em matéria de impostos e despesa pública”.

"Crise em Portugal é completamente diferente"

Apesar de as dificuldades de Portugal se assemelharem às da Grécia e da Irlanda, uma vez que os três países aderiram ao euro, cedendo assim o controlo da sua política monetária,
o certo é que “na Grécia e na Irlanda, o veredicto dos mercados reflectiu profundos problemas económicos, facilmente identificáveis”, diz Fishman, realçando que
“a crise em Portugal é completamente diferente”.

Em Portugal, defende o académico, “não houve uma genuína crise subjacente.
As instituições económicas e as políticas em Portugal, que alguns analistas financeiros encaram como irremediavelmente deficientes,
tinham alcançado êxitos notáveis antes de esta nação ibérica, com uma população de 10 milhões de pessoas,
ser sujeita a SUCESSIVAS vagas de ATAQUES por parte dos operadores dos mercados de obrigações”.
...

“A crise não resulta da actuação de Portugal.
A sua dívida acumulada está(va) bem abaixo do nível de outros países, como a Itália, que não foram sujeitos a avaliações [de ‘rating’] tão devastadoras.
O seu défice orçamental é(era) inferior ao de vários outros países europeus e tem estado a diminuir rapidamente, na sequência dos esforços governamentais nesse sentido”, refere o professor, que fala ainda sobre o facto de
Portugal ter registado, no primeiro trimestre de 2010, uma das melhores taxas de retoma económica da UE.

Em inúmeros indicadores – como as encomendas à indústria, inovação empresarial, taxa de sucesso da escolaridade secundária e crescimento das exportações -,
Portugal igualou ou superou os seus vizinhos do Sul e mesmo do Ocidente da Europa, destaca o sociólogo.
...
Assim, no seu entender, “não há que culpar a política interna de Portugal. O primeiro-ministro José Sócrates e o PS tomaram
iniciativas no sentido de reduzir o défice, ao mesmo tempo que promoveram a competitividade e mantiveram a despesa social;
a oposição insistiu que podia fazer melhor e obrigou à demissão de Sócrates, criando condições para a realização de eleições em Junho.
Mas isto é política normal, não um sinal de confusão ou de incompetência, como alguns críticos de Portugal têm referido”.

E poderia a Europa ter evitado este resgate?, questiona-se. Na sua opinião, sim.
“O BCE poderia ter comprado dívida pública portuguesa de forma mais agressiva e ter afastado a mais recente onda de pânico”.
...
“No...


De ATAQUE às Democracias e RAPINA Estados. a 14 de Abril de 2011 às 14:01
O sociólogo Robert Fishman escreve no "The New York Times" sobre o "desnecessário resgate de Portugal" e acusa as agências de notação financeira de distorcerem a percepção que os mercados tinham da estabilidade do País.
...
...
“No destino de Portugal reside uma clara advertência a outros países, incluindo os Estados Unidos.

A revolução de 1974 em Portugal inaugurou uma vaga de democratização que inundou o mundo inteiro.

É bem possível que 2011 marque o início de uma vaga invasiva nas democracias, por parte dos mercados não regulados,

sendo Espanha, Itália ou Bélgica as próximas vítimas potenciais”, conclui Fishman, relembrando que

os EUA não gostariam de ver no seu território o tipo de interferência a que Portugal está agora sujeito – “tal como a Irlanda e a Grécia, se bem que estes dois países tenham mais responsabilidades no destino que lhes coube”.

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(Para ler o artigo completo seguir o link no início do post). # posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 14.4.2011
Comments:

Independentemente das limitações e constrangimentos que o euro impõe, ainda é cedo para se perceber completamente o que se está a passar.
Vamos ver o que vem a seguir ou não vem. Se não vier, a explicação é uma; se vier, será outra.
...
Por outras palavras, é um ataque a certos países da zona euro, ou um ataque ao euro?

Quem o faz, quer se verifica a primeira hipóteses, quer se verifique a segunda? Com que interesse?

Mais seis meses, o máximo um ano e teremos a resposta.
abraço CP


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