Otolo

Vasco Lourenço ataca declarações de Otelo.

Vasco Lourenço, acusou Otelo Saraiva de Carvalho de "confundir efectivamente" as motivações e os objectivos da revolução.

"Também está mais do que demonstrado que - e o Otelo tinha mais que a obrigação de já ter percebido isso - as motivações maiores, que já vinham de trás, eram motivações políticas, de desejo de uma sociedade livre, democrática e de uma sociedade que não oprimisse outros povos, impondo-lhes uma guerra", afirmou.

 

Abril de Abril

Era um Abril de amigo Abril de trigo

Abril de trevo e trégua e vinho e húmus

Abril de novos ritmos novos rumos.

 

Era um Abril comigo Abril contigo

ainda só ardor e sem ardil

Abril sem adjectivo Abril de Abril.

 

Era um Abril na praça Abril de massas

era um Abril na rua Abril a rodos

Abril de sol que nasce para todos.

 

Abril de vinho e sonho em nossas taças

era um Abril de clava Abril em acto

em mil novecentos e setenta e quatro.

 

Era um Abril viril Abril tão bravo

Abril de boca a abrir-se Abril palavra

esse Abril em que Abril se libertava.

 

Era um Abril de clava Abril de cravo

Abril de mão na mão e sem fantasmas

esse Abril em que Abril floriu nas armas.

 

Manuel Alegre


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Publicado por JL às 23:47 de 14.04.11 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Não Apaguem a Memória...da Ditadura a 15 de Abril de 2011 às 10:51
A Voz das Vítimas

Inaugura-se hoje, às 18 h, a exposição A Voz das Vítimas, na antiga prisão política do Aljube (ao lado da Sé de Lisboa).

A exposição é o retrato das polícias políticas e dos métodos da repressão do Estado Novo
e uma homenagem aos milhares de portugueses que durante a ditadura fascista arriscaram a liberdade e a vida em luta pela liberdade, pela democracia e por um Portugal mais justo e igualitário.
Sem esperarem benesses em troca.
A não ser a prisão e a tortura. Ou a perda da vida. Exemplos para os dias que correm.

Na inauguração falarão o Presidente da Assembleia da República, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e os representantes dos promotores da exposição:
a Fundação Mário Soares, o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e o Movimento Não Apaguem a Memória.
A inauguração é pública.
A exposição estará aberta das 10 às 18h, até 5 de Outubro excepto à 2ªf e a entrada é grátis.

Terá visitas guiadas e debates às 3ª e 5ª feiras.
Mais informação aqui: http://www.aljube.net/

# posted by Raimundo Narciso, Puxa Palavra


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