Aprender a encarar a realidade

Quando Fernando Nobre diz que nem conhece ainda o programa político de Passos Coelho e já é candidato numero um por Lisboa e putativo Presidente da AR, é grave. Ou melhor, é revelador da figura e do seu carácter.

Agora, quando o mesmo Fernando Nobre vem à RTP explicar-se, e consegue piorar o quadro - quem votar nele, passa um cheque em branco, dado que o senhor só decide o que vai fazer com a sua eleição depois de mesma ocorrer… -, ele dá-nos um banho de verdade e transparência.

Daqui para a frente, só loucos ou inconscientes votam, em Lisboa, no PSD. Porque depois da vitória, Nobre decide se fica, se parte, se fica independente a votar contra o próprio PSD, se fica a fazer sudoku na Assembleia, se vai brincar no Facebook, enfim…

[Pedro Rolo Duarte]


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Publicado por JL às 00:05 de 19.04.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Jangada de Pedra a 19 de Abril de 2011 às 17:04
Se Portugal fosse uma jangada de pedra, como muito bem postulou José Saramago , eu diria que a deveríamos tornar numa Cuba do Sec . XXI, agora que aquela ilha parece rendida às economias de mercado e à democracia, conforme o seu actual Líder Raul Castro apelou-a às massas do seu PCC .

Mas quê, faltam-nos os lideres.


De De louco todos teremos um pouco a 19 de Abril de 2011 às 12:07
Não fosse o facto de os últimos post apenas falarem no acessório, tentando desviar os leitores do principal, quase diria que tem um compromisso com Fernando Nobre, visando a sua promoção. A experiência, mesmo a mais recente, diz-nos que quando se bate muito numa pessoa, a tendência da população é apoiar esse coitadinho. Estas “sovas” em Fernando Nobre, não será que visam esse objectivo?
Diz Pedro Rolo Duarte, um homem que no deve/haver da democracia é altamente beneficiado, que só loucos ou inconscientes, votam em Lisboa no PSD: E quem são os candidatos pelo PS? Conhecem-nos? Foram indicados pelos militantes? Debateram alguma vez com os seus correligionários as suas propostas? Têm propostas? Que papel se propõem desempenhar na Assembleia da República? Qual foi a contribuição de Inês d e Medeiros na AR; com excepção de exigir que o erário público lhe pagassem em 1ª (primeira) as suas viagens a e de Paris? Como se pode votar num PS assim?
Talvez PRDuarte tenha razão, ou seja, metade da razão, porque se esqueceu de dizer que só um louco poderá votar em Lisboa, no PS.


De políticas diferentes, militantes diferen a 26 de Abril de 2011 às 09:53
Bom comentário.
Este Nobre, embora não sabendo ainda o que fazer ou como fazer... pelo menos é transparente .

Os partidos não apresentam propostas claras (mas só chavões, balelas, promessas sem conteúdo prático...)
e os outros candidatos (PS, PSD, PP, ...) nada dizem, nada sabem, tudo prometem mas não se comprometem, ... apenas seguem o líder batem-lhe palmas e desancam nos adversários...
Estes barões partidários têm de ser substituídos por militantes de melhor qualidade técnica e de cidadania...


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 19 de Abril de 2011 às 11:24
Não percebo esta obsessão pelo Nobre...
Qual é a diferença entre este e a grande maioria dos outros que lá têm estado ou dos que para lá irão nas novas listas partidárias?
Para mim, a «grande» diferença, senão a única, é que este é apenas mais «brugesso», «palerma» ou apenas «abre mais a boca» que os outros que são mais «p_tas»…
Vêm mais diferenças entre este cavalheiro nobre e todos os outros nobres cavalheiros que por lá têm gravitado na AR. A não ser «este» antecipar que depois de eleito só ele é que conta e vai fazer o que lhe der na nobre gana?
Enquanto não se mudar o sistema eleitoral para um sistema tipo «círculos uninominais» em que os cidadãos se revissem no candidato que elegeram, era, talvez possível, tentar mudar a maneira de os deputados eleitos de estarem mais virados para si próprios e para a partidarite, e mais para os cidadãos que os elegeram… Quem sabe?
Mas sei é que é preciso mudar qualquer coisa rapidamente nesta «nossa» maneira de estar na chamada «democracia» porque senão arriscamo-nos a que «alguém» mude por nós… e não me parece que alguém a fazer as «coisas» por nós augure algo de bom para as sociedades ditas «livres»…


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