É a crise, é a crise, meus senhores!

Segundo divulgaram, nos últimos tempos, diversos órgãos de comunicação social, algumas empresas públicas cortarão, nos tempos mais próximos, mais de mil empregos.

A alguns destes “sacrificados” não lhes acontece mais nada que não seja o regressarem às suas empresas de origem e com vantagens de manterem algumas mordomias, entretanto, adquiridas.

Contudo, as circunstancias em que alguns foram forçados a pedir a demissão do cargo, para não serem, compulsivamente, afastados, são bastante ilustrativas da crise que as empresas e o país estão/estamos atravessando.

Conforme divulgado pelo DE, CP, Carris e STCP já anunciaram despedimentos.

Números redondos, a exigência do Governo para que as empresas públicas cortem 15% dos seus custos operacionais já em 2011 poderá custar no sector dos transportes 1.085 postos de trabalho. As contas somam os despedimentos previstos na CP, Carris e STCP, enquanto na Metro do Porto e no Metro de Lisboa não está previsto, pelo menos para já, o corte de postos de trabalho.

O plano de corte de custos na STCP prevê, caso seja autorizado, a cessação de contratos de trabalho com cerca de 100 a 120 trabalhadores.

Já na CP o objectivo é, de acordo com o plano entregue à tutela do Ministério das Obras Públicas, o despedimento de 815 trabalhadores. O "Plano de Actividades e Orçamento 2011" especifica que, do total de rescisões previstas, 239 serão na própria CP e as restantes nas participadas da empresa, como a EMEF (468 rescisões), CP Carga (60), Fernave (32), Fergráfica (13, incluindo o administrador delegado que apresentou a sua demissãoe e Ecosaúde (três rescisões).



Publicado por DC às 00:07 de 19.04.11 | link do post | comentar |

1 comentário:
De IP a 19 de Abril de 2011 às 01:25
A Carris, com um buraco próximo dos 800 milhões de euros, renovou a frota da administração com quatro carros de luxo no valor de 176 mil euros, fora mantas, imagens de S. Cristóvão e naperons. Segundo o "Correio da Manhã", um Mercedes E350, um BMW 320D e dois Audi A6 2.0 foram servir as necessidades de quatro lisboetas, que beneficiam agora de um serviço de transportes públicos de qualidade superior para os seus passes L123. "Agora, só faltam os outros três milhões de utentes", admite fonte da administração. "Vamos ver se dá para arranjar um BMW a cada um." MB


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