6 comentários:
De .'Resgate' ou Afundamento eterno ?! a 26 de Abril de 2011 às 16:14
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O resgate português e o resgate alemão

O JN publicou um artigo de um prof.do ISEG, Um resgate alemão, de que reproduzo algumas partes, para chamar a atenção para a importância do modo como Portugal conduzir as negociações com a UE e o FMI. O Autor refere-o como um case study importante e actual - e sabe do que fala - as remotas lições de 1953 não deixam de estar presentes nos negociadores da Irlanda.
Trata-se da República Federal Alemã, a seguir à guerra. As situações são muito distintas mas as lições da História são sempre para aplicar a situações distintas. Há que ver o que Portugal pode aproveitar como lição e uma delas é não renunciar às obrigações que tem para com o seu povo, defender os seus interesses com mais determinação do que a dos agentes do FMI e da UE em desagregação a defenderem os seus.
Uma diferença radical é que então o capital financeiro especulador não era dono e senhor do mundo. Era só de metade dele. E naquele em que dominava tinha que estar sempre atento a não criar nos países objectoda sua "ajuda" situações que levassem os respectivos povos a voltarem-se para a outra metade do mundo e a perderem a presa.
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"O Acordo de Londres de 1953 sobre a dívida alemã [32 biliões de marcos] foi assinado ... depois de duras negociações.

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A ideia de condicionalidade do pagamento (pagamento apenas do que se pode - e quando se pode) esteve sempre presente desde o início das negociações. O acordo visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.
O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1 - Perdão / redução substancial da dívida;
2 - Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
3 - Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5%.
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O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.
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O Acordo de Londres de 1953 sobre a dívida alemã é um case study... que tem interessado os estudiosos das situações de insolvência soberana para nas quais o tema do pagamento condicionado é incontornável.
Ainda muito recentemente, o governador do Banco Central da Irlanda elaborou, publicamente, uma interessante reflexão sobre o pagamento condicionado do serviço da dívida soberana irlandesa .
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No início deste mês, o Governador do Banco Central da Irlanda, Patrick Honohan, propôs o seguinte: "Uma versão simples ... seria a Irlanda pagar mais quando o crescimento do seu produto nacional bruto for forte e menos quando o crescimento for mais fraco. O objectivo destas obrigações ligadas ao PNB, ou de inovações de partilha de risco similares, deve ser restaurar, pela via do crescimento, uma dinâmica favorável do rácio da dívida soberana." (Financial Times de 7 de Abril de 2011)


Etiquetas: FMI, O resgate, UE.
# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 2011.04.24


De oligarcas e serventes da finança mafiosa a 26 de Abril de 2011 às 16:49
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Os oligarcas querem um governo PS/PSD/CDS para tirar ao povo as migalhas que lhe restam e assim servir os interesses do capital europeu, a começar pelo alemão, o grande credor da banca portuguesa.

Querem fazer como na Grécia que está pior que há um ano atrás e com a Irlanda, cuja situação piora de dia para dia. Talvez a Espanha venha a ser a próxima vítima e depois quiçá a Itália, a Bélgica e a França. Não importa, quanto mais crise, mais ricos e mais numerosos serão os oligarcas europeus que juntamente com os oligarcas russos, chineses, indianos e brasileiros querem um Mundo todo dominado pela mais gananciosa oligarquia que a História alguma vez conheceu.

DD


De Isabel a 25 de Abril de 2011 às 14:16
Esse artigo só podia sair do jornal do oligarca ladrão Belmiro de Azevedo.
O blog Luminaria curva-se e reverencia o oligarca Belmiro com todo o respeito, reproduzindo a merd@ que o seu jpornal publica.
Merd@ de oligarca é ouro para o Luminaria.


De Zé T. a 25 de Abril de 2011 às 19:48

noto que quem escreve (JVL )é um militante do PS, que é economista ... (crítico do governo PS/Sócrates, mas da corrente económica do costume... )

Mas há outras perspectivas económicas e podem-se fazer alianças políticas na UE (e entre os PIGS...) para obrigar os políticos da UE a mudar de políticas, e deixar de serem mandados pela finança internacional...


De Governates e agiotas a 21 de Abril de 2011 às 16:02
É verdade isso que diz, André, mas não será menos verdade o facto dos que em nome do país dizem governar se terem vendido a esses interesses de banqueiros, merceeiros e agiotas, nacionais e internacionais.

O povo deixou-se embalar pela fartura do dinheiro barato disponibilizado a credito para tudo e mais alguma coisa. o que sacavam a uns justificava bem o risco de não receberem o todo emprestado a uma minoria.

Por onde andariam nesse tempo as "ditosas" agencias de rating ? Estranho não é ?

Olhe que não, olhe que não, senhor Dr.


De André a 21 de Abril de 2011 às 13:23
O autor não percebeu que a bolha financeira foi do BCE que durante anos cedia tanta liquidez a 1% quanto se queria. Se Portugal tivesse verdadeiros empresários e não simples merceeiros como o Alexandre Soares dos Santos e o Belmiro e corticeiros como o Amarim, o País teria tirado proveito da bolha de crédito barato que, por sua vez, desincentivou a poupança nacional com juros de depósitos a prazo da ordem dos 1%.
Foi a banca que se desinteressou do mercado nacional de aforro que criou esta situação, pois a causa dos juros altos deve-se ao facto de os depósitos obrigatórios da banca residente no BCE terem diminuido de 49 mil milhões em Agosto de 2010 para 38 mil milhões em Março e são esses depósitos/reservas da banca residente no País que determinam o rating da República e concomitantemente os juros de todos os créditos colocados no exterior.
Isto aconteceu com todos os países europeus, uns mais e outros menos, e os agregados monetários da Zona Euro têm vindo a diminuir.
Nestas coisas muito complicadas da moeda não se pode ser apenas merceeiro.


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