OS “CABECILHAS” DO CENTRÃO NAS LEGISLATIVAS

A necessidade de mesclarem a imagem, entre a novidade e o encaixe de figuras do aparelho partidário, leva a uma mudança de pedras no xadrez da política que “obriga” a uma variação entre o pára-quedismo e a marcenaria.

Como alguns alcoviteiros vinham agoirando (não era preciso ser-se bruxo) o PSD já começou a perder terreno o qua não admira, tantas são as calinadas.

Algumas dessas figuras são uns verdadeiros pára-quedistas, como seja o caso de Paulo Campos, no PS, que sendo de Oliveira do Hospital salta de Coimbra, de cuja federação faz parte, para concorrer na Guarda. Até que não é um salto muito desconforme.

O mesmo, com maior ou menor evidencia, sucede com todos os outros partidos, cujas listas são pintadas com as cores do cinzentismo de muitas, pardas, figuras, numa mistura mal disfarçada, entre a promíscua irresponsabilidade dos interesses pessoais e os lobbys acomodados à “porca de muitas tetas” que Bordalo Pinheiro bem caracterizou.



Publicado por DC às 09:37 de 21.04.11 | link do post | comentar |

9 comentários:
De Limitar e Taxar + as altas Remunerações a 26 de Abril de 2011 às 16:01
Porque não plafonar os salários máximos?

Há dias coloquei aqui um post com o título: porque não limitar o salário dos patrões?

Esta ideia entronca na do PS francês que no seu projecto para 2012 vem defender o plafonamento dos salários dos dirigentes de empresas ligadas ou apoiadas pelo Estado.

O salário mínimo que funciona em muitos estados tão diferentes como a China e os Estados Unidos nasceu na base de que era preciso intervir nos mercados porque eles a agirem livremente levariam a condições de vida muito negativas para muitos trabalhadores.

Ora esta fundamentação é válida também para os altos salários, como bem demonstra a experiência.
Os mercados a agir sozinhos levam a que quem pode fixar os salários não tenha nenhuma baia e assim acontece em muitos, muitos casos.

Se os salários deveriam ter uma correlação com a riqueza criada por quem recebe o salário serão admissísseis salários 300/400 vezes etc mais elevados que o salário mínimo ?!!,
traduzindo isto: será que uma pessoa sozinha cria tanta riqueza como 400 ou mais pessoas juntas?

Por outro lado se o salário mínimo é geral para todas as empresas, porque razão o plafonamento máximo deverá ser apenas para as empresas do Estado?

É um tema interessantísimo, politicamente quente, tanto mais em tempo de intervenção do FMI


Etiquetas: Plafonamento salários dirigentes de empresas FMI
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra, 2011.04.20


De Justiça e Transparência a 26 de Abril de 2011 às 10:39
----De: Zé das Esquinas, o lisboeta
...
É de uma desfaçatez completa, estes mesmos figurões que nos «enterraram» virem agora apresentar-se aos portugueses como «salvadores» da pátria e pedir sacrifícios, leia-se mais dinheiro para eles esbanjarem, e até pedir um compromisso nacional...

Eles que não cumpriram nenhum dos anteriores compromissos que fizeram em campanhas e programas eleitorais na conquista do voto e que depois de eleitos, não cumpriram esses compromissos... querem agora um compromisso nosso!

Qual é a moral que têm para nos virem agora com mais conversas da treta, por muito bela e justificável até que seja a converseta?

Não, com estes nunca mais! Estes já sabemos que não prestam, que não valem um chavelho...
Os outros que vierem a seguir se não valerem nada também serão banidos da vida política.

A não ser que o compromisso que eles queiram seja do género:

1) Não há mais acumulação de reformas (pensões e aposentações). Com efeitos retroactivos. Ah, e acabaram-se os «direitos adquiridos»...

2) Não é permitido acumulação de funções de directorias, administrações ou quais quer outros cargos de chefia. E não se pode ser remunerado por mais de uma entidade patronal.

3) Não existem mordomias inerentes aos cargos desempenhados, nomeadamente carros, habitações, etc. nem tão pouco subsídios para deslocações ou de rendas… e outras formas de retribuição que não seja a remuneração negociada.

4) Ninguém pode ser remunerado acima do vencimento do PR. Ninguém é ninguém!
(ninguém na Administração Pública, em institutos ou empresas públicas, nem em empresas ou organizações privadas mas que são participadas por dinheiros públicos ou recebem subsidios, isenções fiscais, ...).
(Os privados e só, só de privados, que recebessem mais que o PR deveriam ter impostos progressivos e elevadíssimos... podendo chegar mesmo aos 80%.)

5) Nem haverá subsídios de reintegração e outras habilidades remuneratórias de desempenho, que ultrapassem o valor mensal do vencimento do PR.
6) Etc…, etc…, etc…
Se for este tipo de compromisso que estes «caramelos» querem fazer com os portugueses, estou capaz de rever a minha opinião sobre as capacidades de lhes dar uma «nova» oportunidade de «endireitarem» o país.
Vou ficar à espera...

-----De: Zé T.
Concordo, na generalidade, com o Zé Esquinas.

Os políticos e Partidos que não cumpriram as promessas... deveriam ser castigados pelos eleitores, votando noutros Partidos (nem que fossem marcianos !!)

e os governantes (eleitos ou nomeados) e gestores públicos (ou de empresas participadas com dinheiros ou subsídios públicos, idem) deveriam ter a sua governação/gestão escrutinada pelos mídia e tribunal de contas, para os cidadãos saberem onde foram parar os dinheiros...

se para remunerações de administradores... bolsos particulares luxos e mordomias ou se para verdadeiros investimentos em matéria-prima ou máquinas ou melhor produção/serviço, com retorno assegurado ...

e este controlo deveria ser obrigatório, transparente e feito ao momento, via sistema informático e publicação em página electrónica

(não anos depois, dos estragos estarem feitos, de eles terem saído, e serem esquecidos ou prescritos os eventuais crimes de má gestão/ dolo/ furto/ ... participação ilícita).


De Políticos labregos. a 26 de Abril de 2011 às 13:56
Labreguices

1. Passos Coelho referiu, em tempos, que num almoço (ou jantar) "comicieiro" na Madeira um finlandês o terá abordado para lhe dizer que: "esperava que a conta daquele almoço não tivesse de vir a ser paga pelos seus impostos na Finlândia". Passos Coelho, que pretende ser Primeiro-Ministro de Portugal, não informou o que terá respondido mas entende-se que não lhe deu a única resposta possível perante a arrogância e que seria a de que os finlandeses, o FMI e outros, não estão a fazer caridade mas sim um negócio, um dos mais prósperos e antigos negócios que consiste em emprestar dinheiro em troca de mais dinheiro (o dinheiro + os juros). Ficou patente a labreguice de quem nos pretende representar como dirigente do executivo da República.

2. A estória de fazer de Basílio Horta o cabeça de uma das listas distritais do Partido Socialista é uma habilidade política, mais uma, que só serve para manter o rumo do desprestígio da política nacional. Não porque Basílio Horta não seja um excelente cidadão que mereça todo o respeito, mas pelo desrespeito que representa entregar a representação programática de um Partido na mão de um cidadão que nela não se revê. A labreguice não se dirige a Basílio Horta mas sim a quem o escolheu.

3. Fernando Nobre continua na senda da asneira. Depois de ter dado o dito por não dito atrelado à "supremacia dos independentes" e ao desconhecimento das regras constitucionais, o que é grave para quem pretendeu ser Presidente da República, declara agora (noticiários da manhã) que depois das eleições saberá se há condições ou não para ser "nomeado" Presidente da Assembleia da República. Notem bem, "nomeado" quando o cargo é de eleição entre os seus pares. Não há limites para a labreguice em que estamos mergulhados.

Depois admiram-se que lá fora nos percepcionem como labregos, não no sentido de aldeões, mas no de rudes e de grosseiros.

LNT [0.132/2011], A Barbearia do sr.Luis


De ... a 26 de Abril de 2011 às 14:00
----Anônimo disse...
Análise fria e objectiva; desta vez,inteiramente de acordo com o Barbeiro, que parece estar a aprimorar-se nos cortes...
Bairradino

-----m. disse...
Caro amigo barbeiro, cá torno, não porque discorde, ao contrário, parece que houve transmissão de pensamentos e andamos a escrever o mesmo, mas porque à sua lista eu acrescento Ferro Rodrigues, homem por quem costumava ter grande respeito. Afinal, o fascínio da cadeira parece exercer-se sobre tudo o que mexe.

---- folha seca disse...
Caro Luis
Então venho aqui para ler o jornal calmamente sentado na sala de espera e o meu caro Chapa-me com o Basilio Horta em cima. É que eu sou do Distrito de Leiria e habitualmente voto na lista que o referido encabeça. Isto como se não chegasse o grande sapo que já é o nº2 um aparelhista que por ser presidente da federação tem o 2º lugar cativo na lista de candidatos.
Enfiar assim dois sapos duma vez vai ser violentíssimo para o meu maltratado estômago. Vamos a ver.
Abraço

----- Luis Novaes Tito disse...
M,
Li o seu Post e realmente parece que esta é a sopa de letras que temos que comer.
No caso de Ferro, pessoa que conheço bem, não o incluiria no rol. Ferro é homem de Partido, foi Secretário-Geral do PS e terá, enquanto quiser, assento nas listas do PS. Para além do mais (aqui já é a subjectividade a falar) o PS precisa muito mais de Ferro Rodrigues do que ele do PS. Quando discordou de Sampaio, Ferro não hesitou em levantar-se da cadeira e bater com a porta.

---- Luis Novaes Tito disse...
Folha seca,
Nos bons salões de barbearia (e isto é quase um SPA) é assim mesmo. Notícias fresquinhas e caça aos sapos para amaciar o corte da navalha :)

----- m. disse...
Sr. barbeiro, Ferro fez muito bem quando largou a cadeira. Até hoje não perdoo a Sampaio ter precipitado tal "corte". Por isso acho que este não é o PS que lhe assenta melhor. Ainda vai ficar mal "escanhoado", se não mesmo a sangrar.Espero que não.

----- Anônimo disse...
Cá está outra vez um anónimo. Mas desta vez nem valia a pena ter a capa do anonimato. Então não é que estou totalmente de acordo com o LNT? E continuamos a levar com estes figurões Hortas e Nobres nas listas dos partidos. Já não chega a porcaria de deputados que se recandidatam, tinhamos que levar com mais alguns.
Quanto ao Sr Eduardo Ferro Rodrigues, apesar de não me identificar com ele em questões políticas, tiro-lhe o chapéu, porque o considero honesto e uma pessoa de valores. Fará um bom deputado pelo PS.
Até breve

----- luis reis disse...
Boas.
É só para lembrar que Ferro Rodrigues, foi quem agarrou no partido quando todos deram à sola!
Ganhou as Europeias, e foi atraiçoado pelos "peixes de águas profundas",existentes no PS!Os Crânios, os Génios Anões, os Educadinhos modernaços, que de Socialistas nada têm,e se alguma vez ergueram o punho, foi para se porem a jeito...e é bom lembrá-lo, por um Presidente que montou isto muito bem, e que hoje assobia pró lado!
Eu não esqueço, acusaram este Homem de tudo. Não era "boneco para a foto", não usava Hugo Boss,não dormia com a Imprensa,nem acitava prefácios tão laudatórios de gente pouco recomendavel,que quando se zangava dizia alto e bom som, que SE ESTAVA CAGANDO PRÀS ESCUTAS..E mais não digo, porque daqui a pouco, dou um pontapé na merda do computador.

Ps. É pá e já agora alguém que diga ao Avô,que ajudar o PS,é não dar azo, ao voto no PP.O que é que ele pretende?Francamente.

------ Luis Novaes Tito disse...
Luís Reis,
Quanto ao Ferro não podia estar mais de acordo. Aliás, em defesa dele, também deixei a coordenação de uma das maiores Secções do PS e a minha militancia a partir daí pouco mais tem sido do que votar em todos os actos internos.


De .. a 26 de Abril de 2011 às 14:07
P.
As colaboradoras andam ao contrário da crise. Cheias de trabalho e sempre com as mãos ocupadas. E não é só com os coelhos e com o líder, não.

É também com os gulosos que depois de se lambuzarem toda a vida vêm agora armar-se em virgens pudicas e com o habitual:
- Eu bem avisei (que avisavam enquanto chafurdavam no "pote").
LNT

«...(FR) foi atraiçoado pelos "peixes de águas profundas",existentes no PS !
Os Crânios, os Génios Anões, os Educadinhos modernaços,
que de Socialistas nada têm,e se alguma vez ergueram o punho, foi para se porem a jeito... »


De ''Îndependentes'' ?! mau...mau.. a 26 de Abril de 2011 às 10:06
Candidaturas independentes? Por norma um mau negócio.

Que tem de novo a apresentação de independentes pelas listas do PSD para as eleições legislativas? A resposta é simples, já que a apresentação de candidatos independentes por parte de PS e PSD (e não só) tem acontecido com frequência em anteriores eleições para o parlamento:
apenas o facto de Carlos Abreu Amorim, Francisco José Viegas e Manuel Meirinhos (Fernando Nobre é um caso muito diferente, já aqui analisado) surgirem como "cabeças de lista", o que reforça a sua notoriedade e, logo, a sua função de angariar votos fora do habitual leque de votantes no partido.

Nada de ilegítimo, portanto:
a sua estatura intelectual, coerência e preparação políticas são conhecidas e em democracia o governo decide-se pelo voto popular, que é necessário conquistar por via do combate político e ideológico.

Aqui chegados, convém, no entanto, notar algo de interessante:
não me lembro de, uma vez eleitos, a actuação da maioria dos independentes (os tais oriundos da "sociedade civil") ter sido real e inteiramente bem sucedida - ou sequer perto disso.
Por exemplo, nas últimas legislaturas o PS (e para que não digam só falo do PSD) elegeu Vicente Jorge Silva, Inês Medeiros, Mª do Rosário Carneiro, Teresa Venda, Matilde Sousa Franco e Miguel Vale de Almeida (e já não vou ao tempo de Sophia Mello Breyner Andresen pelo PS ou de Pulido Valente pelo PSD...).
Por certo, estarei ainda a esquecer alguns outros. De todos estes, parece-me que talvez apenas no caso de Vale de Almeida, eleito com base numa agenda política muito específica (o casamento entre pessoas do mesmo sexo) se pode falar de alguém com um papel, de certo modo, melhor conseguido no trabalho parlamentar.
Mesmo assim, esgotada essa agenda tratou, de imediato, de renunciar.

Que quero pois dizer com isto?
Enfim, que nem tudo o que luz é oiro e que neste "trade-off" entre candidaturas partidárias e a tal "sociedade civil" talvez se percam bons comentadores, razoáveis comunicadores, activistas empenhados e agentes culturais reconhecidos em favor de parlamentares apenas medíocres.
Um mau negócio, portanto.

JC [O Gato Maltês]


De Isabel a 25 de Abril de 2011 às 14:18
O dói ao Luminária é não terem sido escolhidos os oligarcas e os seus filhos para cabeças de lista.
Aqueles que levaram o seu dinheiro para o estrangeiro, estragaram a agricultura e as pescas com importações e preços miseráveis pagos aos produtores nacionais não foram escolhis para de puta dos.


De Socretino e Cª a 21 de Abril de 2011 às 12:18
Vejam como o crime compensa e o aparelho é forte

Figueiredo ganha força

André Figueiredo, chefe de gabinete de José Sócrates que esteve no centro da polémica das eleições para a Federação de Coimbra do PS, está a ganhar força dentro do partido. Para além de passar a membro efectivo do Secretariado Nacional, Figueiredo integra a lista de candidatos pelo Porto, liderada por Francisco Assis.



De miliante a 21 de Abril de 2011 às 14:09
Cá se fazem, cá se recompensam.


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