De Justiça e Transparência a 26 de Abril de 2011 às 10:39
----De: Zé das Esquinas, o lisboeta
...
É de uma desfaçatez completa, estes mesmos figurões que nos «enterraram» virem agora apresentar-se aos portugueses como «salvadores» da pátria e pedir sacrifícios, leia-se mais dinheiro para eles esbanjarem, e até pedir um compromisso nacional...

Eles que não cumpriram nenhum dos anteriores compromissos que fizeram em campanhas e programas eleitorais na conquista do voto e que depois de eleitos, não cumpriram esses compromissos... querem agora um compromisso nosso!

Qual é a moral que têm para nos virem agora com mais conversas da treta, por muito bela e justificável até que seja a converseta?

Não, com estes nunca mais! Estes já sabemos que não prestam, que não valem um chavelho...
Os outros que vierem a seguir se não valerem nada também serão banidos da vida política.

A não ser que o compromisso que eles queiram seja do género:

1) Não há mais acumulação de reformas (pensões e aposentações). Com efeitos retroactivos. Ah, e acabaram-se os «direitos adquiridos»...

2) Não é permitido acumulação de funções de directorias, administrações ou quais quer outros cargos de chefia. E não se pode ser remunerado por mais de uma entidade patronal.

3) Não existem mordomias inerentes aos cargos desempenhados, nomeadamente carros, habitações, etc. nem tão pouco subsídios para deslocações ou de rendas… e outras formas de retribuição que não seja a remuneração negociada.

4) Ninguém pode ser remunerado acima do vencimento do PR. Ninguém é ninguém!
(ninguém na Administração Pública, em institutos ou empresas públicas, nem em empresas ou organizações privadas mas que são participadas por dinheiros públicos ou recebem subsidios, isenções fiscais, ...).
(Os privados e só, só de privados, que recebessem mais que o PR deveriam ter impostos progressivos e elevadíssimos... podendo chegar mesmo aos 80%.)

5) Nem haverá subsídios de reintegração e outras habilidades remuneratórias de desempenho, que ultrapassem o valor mensal do vencimento do PR.
6) Etc…, etc…, etc…
Se for este tipo de compromisso que estes «caramelos» querem fazer com os portugueses, estou capaz de rever a minha opinião sobre as capacidades de lhes dar uma «nova» oportunidade de «endireitarem» o país.
Vou ficar à espera...

-----De: Zé T.
Concordo, na generalidade, com o Zé Esquinas.

Os políticos e Partidos que não cumpriram as promessas... deveriam ser castigados pelos eleitores, votando noutros Partidos (nem que fossem marcianos !!)

e os governantes (eleitos ou nomeados) e gestores públicos (ou de empresas participadas com dinheiros ou subsídios públicos, idem) deveriam ter a sua governação/gestão escrutinada pelos mídia e tribunal de contas, para os cidadãos saberem onde foram parar os dinheiros...

se para remunerações de administradores... bolsos particulares luxos e mordomias ou se para verdadeiros investimentos em matéria-prima ou máquinas ou melhor produção/serviço, com retorno assegurado ...

e este controlo deveria ser obrigatório, transparente e feito ao momento, via sistema informático e publicação em página electrónica

(não anos depois, dos estragos estarem feitos, de eles terem saído, e serem esquecidos ou prescritos os eventuais crimes de má gestão/ dolo/ furto/ ... participação ilícita).


De Políticos labregos. a 26 de Abril de 2011 às 13:56
Labreguices

1. Passos Coelho referiu, em tempos, que num almoço (ou jantar) "comicieiro" na Madeira um finlandês o terá abordado para lhe dizer que: "esperava que a conta daquele almoço não tivesse de vir a ser paga pelos seus impostos na Finlândia". Passos Coelho, que pretende ser Primeiro-Ministro de Portugal, não informou o que terá respondido mas entende-se que não lhe deu a única resposta possível perante a arrogância e que seria a de que os finlandeses, o FMI e outros, não estão a fazer caridade mas sim um negócio, um dos mais prósperos e antigos negócios que consiste em emprestar dinheiro em troca de mais dinheiro (o dinheiro + os juros). Ficou patente a labreguice de quem nos pretende representar como dirigente do executivo da República.

2. A estória de fazer de Basílio Horta o cabeça de uma das listas distritais do Partido Socialista é uma habilidade política, mais uma, que só serve para manter o rumo do desprestígio da política nacional. Não porque Basílio Horta não seja um excelente cidadão que mereça todo o respeito, mas pelo desrespeito que representa entregar a representação programática de um Partido na mão de um cidadão que nela não se revê. A labreguice não se dirige a Basílio Horta mas sim a quem o escolheu.

3. Fernando Nobre continua na senda da asneira. Depois de ter dado o dito por não dito atrelado à "supremacia dos independentes" e ao desconhecimento das regras constitucionais, o que é grave para quem pretendeu ser Presidente da República, declara agora (noticiários da manhã) que depois das eleições saberá se há condições ou não para ser "nomeado" Presidente da Assembleia da República. Notem bem, "nomeado" quando o cargo é de eleição entre os seus pares. Não há limites para a labreguice em que estamos mergulhados.

Depois admiram-se que lá fora nos percepcionem como labregos, não no sentido de aldeões, mas no de rudes e de grosseiros.

LNT [0.132/2011], A Barbearia do sr.Luis


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