17 comentários:
De Fogem ao fisco e são subsidiados p.contr a 13 de Maio de 2011 às 10:08
MADEIRA: QUE GRANDE ''OFF-SHORE'' (ninho de piratas/sanguessugas e burlões do fisco)

«São quase 3.000 as empresas sedeadas na zona franca da Madeira que aproveitam benefícios fiscais na taxa de IRC. A grande maioria tem isenção total de taxa (2.637) enquanto 59 gozam de uma redução parcial da mesma.

A informação foi hoje divulgada pelo Ministério das Finanças no âmbito da obrigação de divulgação anual das entidades que recebem incentivos do Estado.

Além da lista de entidades que recebem incentivos na Zona Franca da Madeira, são também nomeadas as empresas que têm benefícios ao investimento no quadro do que se designam de benefícios fiscais contratuais (cerca de 80), ao abrigo do SIFIDE (cerca de 400), dos incentivos à criação de emprego (aproximadamente 2.700 entidades) e à interioridade (cerca de 23.500).
Estão ainda nomeadas as cooperativas que gozam dos apoios previstos no Estatuto Fiscal Cooperativo (aproximadamente 700) e as escolas de ensino particular (cerca de 400 entidades).» [Jornal de Negócios]

E porque razão não financiam a descida da TSU com o fim da bandalhice fiscal na Madeira?

Despacho do Jumento: «Pergunte-se ao senhor ministro 0%.»(catroga)


De Políticos Liquidatários co-Assaltantes.. a 29 de Abril de 2011 às 17:21

E quando não houver mais nada para vender?
" (.....)

Não deixa de me surpreender o apetite que as empresas ainda estatais em Portugal geram nos grupos económicos.
Nem a forma como os políticos aceitam ser o suporte governamental a esse ASSALTO aos bens, que supostamente deveriam ser e estar ao serviço de todos os cidadãos.
Já agora, expliquem qual o interesse de privatizar o sector da saúde e segurador da CGD, ou seja, empresas como o Hospital dos Lusíadas e os seguros de saúde Multicare, que não seja possibilitar que os seus lucros sejam auferidos pelos privados que as adquirirem?
E para quê privatizar mais uma parcela do sector das águas? Para mais quando se sabe que a água potável é um recurso natural em desaparecimento.

Será que, além de prosseguir na missão de entrega dos bens públicos a privados, Passos não tem outras propostas para o país?
Aguardemos pelo fim do programa eleitoral para aferir se Passos é um candidato a primeiro-ministro com dimensão nacional ou apenas um chefe de partido que une os militantes na voragem do assalto aos cargos e aos empregos da administração e à venda de bens públicos.

Por agora, só mais uma pergunta:
e quando não houver nada para vender?
Qual o projecto de Passos para além de se comportar perante o Estado português como um gestor de empresa em fase de liquidação? "

São José Almeida, "E quando não houver mais nada para vender?", Público, 2.04.11
- por J em http://www.assedio.blogspot.com/ 13.4.2011


De DITADURA de 'Bangsters' hipercapitalista a 28 de Abril de 2011 às 14:33

'Troika' vai demolir protecção de trabalhadores portugueses (, relações laborais e negociação colectiva)
Económico com Lusa 28/04/11 07:24

Poul Rasmussen, o ex-primeiro-ministro dinamarquês e 'pai' da flexisegurança alerta que a Troika vai destruir a protecção dos trabalhadores portugueses.

A 'troika' que negoceia com Portugal as condições para o resgate vai tentar DESTRUIR os mecanismos sociais de protecção dos TRABALHADORES portugueses, alerta o antigo primeiro-ministro dinamarquês Poul Rasmussen e criador da flexisegurança.

Economista, actual presidente do Partido Socialista Europeu e, enquanto primeiro-ministro da Dinamarca, entre 1993 e 2001, o primeiro a adaptar a nova forma de regular as relações laborais - com mais flexibilidade para contratar, despedir e organizar o trabalho em troca de medidas compensatórias de protecção do trabalhador e dos desempregados - Rasmussen mostrou-se PESSIMISTA face ao futuro das relações laborais em Portugal.

A 'troika' da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI) "esqueceu-se do que é a flexisegurança", acusou Poul Rasmussen, na entrevista à agência Lusa, culpando o que chama de "maioria conservadora" (direita NEOLIBERAL ultracapitalista) na Europa e nas instituições comunitárias.

"Por isso, receio que a pressão da União Europeia (UE) e do FMI seja no sentido de desmantelar a protecção dos trabalhadores, de questionar os mecanismos de negociação colectiva. E, deixe-me dizer, eu desaconselharia profundamente a UE e o FMI a exigir a Portugal que acabe com a NEGOCIAÇÂO COLECTIVA", acrescentou.

Admitindo estar "muito, muito preocupado" com as exigências que a 'troika' vai fazer a Portugal, no que toca ao mercado de trabalho, o antigo primeiro-ministro dinamarquês afirmou que cabe agora a Portugal lutar para conseguir os melhores resultados das negociações.

"Quando se ouve a Comissão Europeia a falar convosco, com Portugal, esse não é o meu caminho. Vocês precisam de negociar e de ser duros nas novas negociações(...) Há que perceber que não enfrentamos uma DITADURA do FMI e da UE, são é negociações duras sobre o resgate e sobre as condições para receber a ajuda e auxílio", afirmou.

"A negociação colectiva é parte fundamental da moderna democracia e, basta olhar para a Escandinávia, para o meu país. Nós temos tido acordos colectivos em todos os anos desde 1945 e somos uma das economias mais fortes da Europa. A Alemanha tem também acordos colectivos.
Por isso, penso que [a 'troika'] tem de dizer -- vamos
para boas negociações com Portugal, vamos olhar para a economia, mas vamos perceber que os acordos colectivos vieram para ficar", frisou Poul Rasmussen.

A 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

Para Portugal voltar a crescer, mais do que cortes, Rasmussen defendeu maiores níveis de INVESTIMENTO e criticou que, nas conclusões da Cimeira Europeia de Chefes de Estado e de Governo, de 24 e 25 de Março, a ausência da palavra "investimento" seja notória.

"Se olharmos para os últimos acordos da cimeira, a palavra não é referida. Para voltar a fazer Portugal crescer, o importante é o investimento e a educação, para aumentar os níveis de competência que permitam a criação e a aceitação de novos EMPREGOS. Quanto mais se fizer em termos de crescimento e investimento, mais se pode fazer no sector da educação e das qualificações o nível de vida será melhor", concluiu.


De .Isto é GUERRA ao Estado e aos Travalhad a 28 de Abril de 2011 às 17:20
Ainda há SOCIAL-DEMOCRATAS no PS ?

O antigo primeiro-ministro dinamarquês e inspirador da social-liberal flexisegurança deu uma entrevista à Lusa a que os socialista portugueses devem prestar atenção.
Nela defendeu que a troika pode demolir a protecção laboral portuguesa.
Não é só a troika, claro.
Talvez por diplomacia ou ignorância não referiu a cumplicidade activa dos "negociadores" portugueses do bloco central neste objectivo, alimentando a ilusão de alguma atitude nacional dura nesta e noutras matérias.

Não há dureza, até porque não há negociação e muito menos qualquer ajuda.
Aqui ficam excertos da entrevista, destacando-se a importância da negociação colectiva relativamente centralizada, envolvendo sindicatos fortes, na economia política laboral dos modelos, apesar de tudo mais progressistas, de capitalismo: "Quando se ouve a Comissão Europeia a falar convosco, com Portugal, esse não é o meu caminho. Vocês precisam de negociar e de ser duros nas novas negociações (...) Há que perceber que não enfrentamos uma ditadura do FMI e da UE, são é negociações duras sobre o resgate e sobre as condições para receber a ajuda e auxílio (...) A negociação colectiva é parte fundamental da moderna democracia e, basta olhar para a Escandinávia, para o meu país. Nós temos tido acordos colectivos em todos os anos desde 1945 e somos uma das economias mais fortes da Europa. A Alemanha tem também acordos colectivos. Por isso, penso que [a 'troika'] tem de dizer - vamos para boas negociações com Portugal, vamos olhar para a economia, mas vamos perceber que os acordos colectivos vieram para ficar".
- por João Rodrigues

----------- e estão prontos a combater ? ----------

Da VIOLÊNCIA

As propostas do “Compromisso Portugal”, agora transformado em “Mais Sociedade” porque o dicionário da novilíngua NEOLIBERAL tem de ser rentabilizado, são apenas a expressão intelectual, abertamente mais violenta, da coligação interna e externa que conduz a AUSTERIDADE em curso:

usar a oportunidade do desemprego de massas, criada pela crise e pelas actuais políticas recessivas,
para organizar a redução de salários directos e indirectos (contribuições e prestações sociais, serviços públicos),
tentando legitimar este projecto de regressão através de um intenso moralismo, o contrário de qualquer noção básica de moralidade.

Os desempregados, que precisariam de “incentivos” porque, na realidade, não querem trabalhar,
e os pobres, aldrabões até prova em contrário, prova que até poderia ser feita com um cartão concebido para o efeito,
são alguns dos alvos de uma CASTA de GESTORES e outros intelectuais orgânicos que quer consolidar em definitivo a CAPTURA e subversão do ESTADO.
- por João Rodrigues


De Marketing e circo...sem Pão nem Justiça. a 29 de Abril de 2011 às 16:54

Insultem-se com conteúdo
por Daniel Oliveira, Arrastão

Lello diz que Cavaco é foleiro. Nogueira Leite diz que Lello é um cibernabo. Lello diz que Nogueira Leite quer abifar uns tachos.
Deve ser disto que falam quando falam de crispação. E esta crispação compreende-se. São os foguetes que animam uma festa morna.

Enquanto a União Europeia e o FMI escrevem o verdadeiro programa eleitoral do PS e do PSD, aquele que ambos se preparam para aceitar sem um sinal de resistência, há que continuar a fingir que há um confronto político.

A ver se nos entendemos:
dá imenso jeito, por exigir menos informação e menos reflexão, acreditar que a nossa situação se resume a uma questão de carácter dos intervenientes políticos.

É confortável pensar que estamos como estamos porque o Presidente da República é "foleiro", o primeiro-ministro é "aldrabão", o líder do PSD é "um banana" e todos eles estão rodeados de gente que quer "abifar uns tachos".

Esta narrativa permite não discutir política, não discutir economia, não discutir Europa.
Permite que os atores políticos não apresentem alternativas entre si e que os cidadãos não se dêem ao trabalho de pensar nelas.
Tudo se resume a (falta de) qualidades pessoais.

Nada tenho contra a crispação política. Pelo contrário.
Nos tempos que correm, com a INJUSTIÇA evidente na distribuição de sacrifícios, com o EGOISMOa corroer a Europa por dentro, com o ASSALTO das instituições financeiras aos cofres públicos, com a SUSPENSÃO de várias DEMOCRACIAS europeias, fazia falta um sobressalto cívico. Mais crispação e menos anemia democrática.
Mas a crispação que falta é política.
Querem insultar-se? Insultem-se. Mas com conteúdo, se fazem favor.


De políticas de ex-sociais democratas... a 29 de Abril de 2011 às 17:16
Despedir mais, despedir melhor

Quem é amigo?
Os patrões queriam despedimentos baratos, indemnizações de 21 ou 15 dias por cada ano de trabalho em vez dos 30 actuais e, mesmo assim, com um limite de 12 anos, isto é, 12 salários.

Por outras palavras: o patronato foi aos saldos do Estado Social abertos em Portugal desde 2005 a ver se comprava dois despedimentos pelo preço de um.

Coube a uma ministra ex-sindicalista de um governo socialista (ex-?) a duvidosa honra de entregar numa bandeja o direito ao trabalho dos portugueses à voracidade patronal com o generoso pretexto de, assim, "aliviar" os encargos das empresas com os trabalhadores despedidos (passando esses encargos para os contribuintes através do subsídio de desemprego, quem é amigo?).

O patronato queria 21 dias de indemnização por cada ano de trabalho em vez de 30?
O Governo deu-lhe 20.
Queria um limite máximo de 12 salários, que lhe permitisse despedir os trabalhadores mais antigos e substitui-los por precários (se não despedi-los e contratá-los depois "a recibo verde" de modo a livrar-se dos descontos para a Segurança Social)?
O Governo deu-lhe os 12 salários.

Explicou a ministra que em Espanha também é assim. Com admirável honestidade intelectual, "esqueceu-se" de dizer qual é o salário mínimo em Espanha e que, em Espanha, os 12 salários de indemnização são 'brutos", isto é, com todos os suplementos e em Portugal incluem só o salário-base.
Mas não podia lembrar-se de tudo, não é?

Manuel António Pina, JN,25.01.2011 via http://www.assedio.blogspot.com/


De Zé T. a 28 de Abril de 2011 às 12:35

. Culpados da situação actual

Considerando que:
- Portugal é uma República sob regime Democrático (governado pela Maioria do Povo e para o Povo) Pluripartidário semi-presidencialista e Capitalista ...
- Portugal é um Estado de Direito, onde o desconhecimento da Lei (e das regras) não é desculpa para o seu incumprimento... ou actuação mais cuidadosa e eficiente.
- Todos (...) os Portugueses maiores de 18 anos são CIDADÃOS com IGUAIS direitos e deveres cívico e políticos, independentemente de serem licenciados ou semi-analfabetos e dos seus rendimentos e impostos serem altos ou baixos, pagos ou não ...

- Neste país, a Justiça, a ética, a democracia, ...podem não funcionar ou funcionar mal mas é a que temos até encontrarmos outra melhor, ou querermos realmente MUDAR/ Melhorar esta Democracia, Justiça e governação / sistema político...

- É demasiado simplista ignorar os factos ou clamar contra o Destino ... temos de admitir que há agentes, cabeças e mãos humanas no chegar a esta situação, TEM de haver CULPADOS de crimes económico-políticos de lesa pátria há ... mesmo que não estejam na prisão nem cheguem à barra dos tribunais...

E os culpados, em graus diferentes, são muitos (daí o ser comum ''sacudir a água do capote'' e cada um ter sempre uma desculpa/justificação), mas, sem ser necessário retroceder às calendas (basta atender aos últimos 25 anos, uma geração), podem ser aqui apresentados os principais CULPADOS :

1ºgrau - Todos os CIDADÃOS ABSTENCIONISTAS ou que votaram nulo ou branco - porque, no nosso sistema, nada contam mas dão ''autorização a outros para decidirem por eles'' (e esses outros são cada vez menos mas com mais poder e que põem ao serviço de ...).

2º- Todos os MILITANTES dos vários partidos que se Abstiveram, que CALARAM, que não se apresentaram como Concorrentes aos vários órgãos dos seus partidos, que não apresentaram ou subscreveram quaisquer Propostas ... porque deram autorização a outros para decidirem por eles, serem eleitos, os representarem e 'governarem' o seu país e autarquias...

3º- Todos os ELEITOS (especialmente os deputados, governantes e autarcas) que não exerceram o seu dever de BEM representar e governar os seus concidadãos.

4º- (e só depois vêm os) TRATANTES e pilantras do costume, os corruptos/corruptores, os maus e dolosos executores/ governantes/ administradores/ gestores ... seja na Presidência, na A.R, nos Tribunais, nos Governos, nas Autarquias, nos organismos públicos ou nos privados com apoios/dinheiros/isenções públicas ...

5º- Seguem-se os ''PODERosos atrás da cortina'' que determinam/ameaçam/compram legisladores governantes autarcas DGs, ... - os OLIGARCAS empresariais, os banqueiros, os grande especuladores/AGIOTAS, os nababos CEO/PDG/Administradores, ...

6º- Depois os ''tachistas saltimbancos e acumuladores de rendimentos'', os ''influenciadores/ mediadores/ aproveitadores'' próximos dos executores, os 'lóbistas', jornalistas, comentadores, famosos gabinetes de estudos e projectos, grandes sociedades de advogados/ juristas, fiscalistas, economistas, os académicos/prof.doutores, ... e os barões e caciques partidários.

7º- (finalmente ?) são Culpados os Votantes que sofrem de ''clubite partidária'', os ''carneiros acéfalos'', os repetidamente enganados e tontos que se deixam comprar por ''lentilhas e bolos'' e sobrevivem com ''pão e circo''.

Nota:
Não esquecer que também existem CULPADOS externos (ou, pior, sem pátria nem Lei que não seja o Lucro e o Egoísmo) e muito muito PODERosos que controlam e manipulam tanto os ''governantes-títeres'' dos Estados como os fazedores da opinião pública e os consumidores-eleitores.


De .. a 28 de Abril de 2011 às 13:31
---- De: Zé das Esquinas
...
É que pelo que vejo e oiço, em democracia, pelo menos na portuguesa, NINGUÉM É CULPADO de coisa nenhuma... (a não ser os outros, oposição, mercados chineses, a srª merkl, etc...)
E mais ao afirmar que TODOS SOMOS CULPADOS está a dizer o mesmo que NINGuÉM É CULPADO! Porque isto de passar dos 0º para os 360º é ficar tudo na mesma.
Eu, c´´a por mim, percebo-o, mas não alinho nessa, não!

Entre os que gamaram, desbarataram, ou usaram em benefício próprio ou de interesses privados com os dinheirinhos públicos,
não têm as mesmas culpas dos que os meros cidadãos contribuintes do país que ou votaram em branco ou nulo ou mesmo que não foram votar.
Porque «isto» destas maneira que a nossa democracia arranjou chamado de «eleições» não são mais que meros «plebiscistos». Fiz-me entender?

----- De: Zé T.

. Há CULPADOS e há culpados em GRAUS diversos - o racional e justo seria impedir/resolver os erros ou falhas do sistema e que os culpados MAIS GRAVES fossem incriminados
(para vários existe já moldura penal, basta ''alguém'' querer accionar a sério o processo, e tendo consciência que isso iria ''partir vidros em TODAS as 'casas''),
penalizados e, de algum modo, a sociedade beneficiasse com isso.

. Na generalidade dos cidadãos portugueses, da Culpa cívico-política ''escapam'' alguns ...
- os que participam/ram cívica e politicamente na sociedade portuguesa :
- votando em algum partido (eventualmente criticando e mudando de opinião/ voto ao longo destes 25 anos)
- concorrendo em listas de algum partido ou movimento cívico e fazendo propostas ...
- os eleitos que defendem/ram o interesse colectivo/geral da população (mesmo que contra a disciplina partidária porque a sua razão e consciência o dita)...
- os que exercem cargos ou funções com isenção técnica, sem manipulação de informação ou documentos, sem corrupção nepotismo tráfico de influências, ...

Serão poucos ou muitos?
Não está em causa o número, mas os agentes os actos e o seu grau de RESPONSABILIDADE ...


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Abril de 2011 às 17:06
Importante post.
É longo mas tem substância.
Ainda bem que Xa2 fez o favor de o colocar aqui no Luminária.
Não me descansa nada o que li, mas dá-me mais fôlego para a luta que se avizinha e para poder continuar a fazer comentários não alinhados.
Afinal nem todos estão cegos no vida política activa em Portugal...


De ''Bangsters'' / vampiros / abutres / ... a 27 de Abril de 2011 às 13:34
O negócio dos abutres que nos "ajudam"
- por Daniel Oliveira , http://arrastao.org/ 24.4.2011

O FMI teve lucros em quatro dos últimos seis anos fiscais - entre 2005 e 2010 - e já reviu em alta de 63 por cento as previsões de resultados operacionais para este ano, graças aos empréstimos aos países europeus em dificuldades.

As previsões de 328 milhões de SDR (524,8 milhões de dólares, ao câmbio de hoje) comparam com projeções iniciais de 202 milhões de SDR, feitas em abril de 2010, e refletem os reflexos positivos -- para as contas do fundo -- dos empréstimos à Grécia e à Irlanda, sem contar ainda com o empréstimo a Portugal, cujo valor ainda não foi fixado.

Os novos empréstimos, aprovados depois de abril de 2010, incluindo os 30 mil milhões de euros à Grécia e os 22,5 mil milhões à Irlanda, "fizeram aumentar as previsões de resultados de crédito em cerca de 102 milhões de SDR [163,2 milhões de dólares], incluindo 74 milhões de SDR em taxas de serviço e 28 milhões nas margens da taxa de juro cobrada", refere um recente relatório financeiro do FMI. Aqui


De ''Bancocracia'' ou ''Bangsters'' ? a 27 de Abril de 2011 às 13:19
Goldmen... (homens d'ouro)
- por João Rodrigues

As declarações com laivos keynesianos de Strauss-Kahn e os alertas de alguma investigação do FMI, a que temos aludido,
sobre as consequências económicas negativas da austeridade,
sobre a responsabilidade da desigualdade elevada no desencadear da crise ou
sobre a eventual necessidade de controlos de capitais para desencorajar a especulação nos países em desenvolvimento,
não devem iludir, como sublinha Mark Weisbrot no The Guardian, a questão dos interesses que comandam as operações concretas do FMI, que têm acabado sempre por convergir com a máxima ortodoxia da CE-BCE por essa Europa fora:

acima dos governos do centro só mesmo a Goldman Sachs, a "bancocracia" de que fala hoje Rui Tavares no Público, não sendo aliás por acaso que o inefável Borges foi colocado a chefiar a secção europeia da internacional monetária.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, que agora até defende condições financeiras mais realistas nos empréstimos às periferias que vão para os credores,
é há muito um dos mais entusiastas defensores de cortes, na ordem dos 20%, dos salários no nosso país.
Assim se explica o relaxamento com o desemprego e a obsessão com as regras laborais.
Uma prescrição para o desastre da interacção perversa entre deflação e dívida, com muita insolvência e fragilidade financeira à mistura.

Entretanto, quem quiser sair deste quadro de terror socioeconómico e ter uma perspectiva mais realista sobre problemas de competitividade das periferias pode ler este artigo no ''voxeu'',
que revela o que se esconde por detrás dos custos do trabalho e sobretudo do capital…

http://www.voxeu.org/index.php?q=node/6299


De ''ir ao pote'' / sacanagem disfarçada. a 27 de Abril de 2011 às 13:24
Passos para ir ao pote
- por João Rodrigues, http://arrastão.org , 20.4.2011

Talvez alguém que estude as nossas elites seja capaz de me explicar por que é que em Portugal
quanto mais intenso o preconceito de classe subjacente a declarações sobre politicas públicas de gente com responsabilidades,
maiores são os benefícios individuais que retiram de um Estado considerado gerador de perversidades.
Curiosamente, estas perversidades só atingem as classes subalternas.

Leite Campos do PSD é um estudo de caso: o seu conforto não pode ser suficiente para explicar as inanidades sobre o totalitarismo fiscal ou o inovador toma lá mas é um cartão de débito para não gastares tudo em vinho e bolos.

Mudando de assunto ou talvez não.
Até agora, o PS bateu todos os recordes nas opacas parcerias público-privadas.
Estas agradam muito aos espíritos santos que comandam a economia politica nacional, mas terão de ser bem auditadas e revistas.

Passos Coelho, revelando toda a hipocrisia da direita, quer alargar as engenharias políticas do PS a novas áreas e assim talvez bater os seus recordes.
Terá chegado o tempo das "parcerias privado-públicas"?
Nuno Serra analisa as ideias políticas do PSD no ensino: trata-se sempre de ir ao pote.


De .Aldrabões e reformas douradas... e acum a 27 de Abril de 2011 às 13:31
Claro que Diogo Leite Campos não é aldrabão
- por Daniel Oliveira, Expresso Online

O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro.
Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como "albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.

Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".

Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis.
O direito ao bom nome vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em contrário, mentirosos.
Como não insulto o senhor, fica apenas este facto:
estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal.
Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.

Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente fiscalista, por causa das suas duas reformas.
Dizer que ele é "esperto" e que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa".
Espertos são os pobres que ficam com os trocos.
Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente.
Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos.
Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras.
Fico-me por isso pelos factos:
a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.

Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa dos pobres.

Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto "esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética
aos "aldrabões" que recebem subsidios miseráveis.
É mais ou menos como dizia o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia, pá.

Sobre os subsídios, Leite Campos disse:
"O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue.
Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões".
Sobre as escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do vice-presidente do PSD.

Publicado no Expresso Online


De C.S. certeiro como sempre. a 27 de Abril de 2011 às 13:00
Afinal alguém me representou na reunião com a "troika", disse o que tinha de ser dito e não perdeu capacidade de luta por isso.
Pelo contrário. Ela faz-se em todo o lado e aproveitando todas as oportunidades.
- por Daniel Oliveira

Carvalho da Silva defendeu hoje, depois de ter reunido com a troika, que o prazo de redução para o défice português deverá ser prolongado até 2016.
Carvalho da Silva sustentou ainda que as taxas de juros cobradas a Portugal não podem ser o «triplo» do que noutros países
e que a solução para a crise assenta numa politica «dinamizadora de crescimento económico».

«O que nós dissemos é que nós recusamos as medidas de austeridade que condenam o país», afirmou Carvalho da Silva aos jornalistas.
A CGTP revela ainda que apresentou medidas concretas para combater a crise, que assentam em três pontos:
«Resolver o défice, o endividamento, com crescimento económico e politicas para evitar a ruptura social».

«Portugal tem que ter medidas de crescimento económico através da dinamização de um programa nacional, nomeadamente, no sector primário», afirmou dando ainda o exemplo de um combate à economia clandestina.
Carvalho da Silva lembrou ainda que nos últimos meses Portugal assistiu a uma quebra da «protecção social que assusta», com quebras na «ordem dos 40 por cento, em sectores como o abono de família».

O líder sindical reforçou que só o crescimento levará Portugal para fora da crise, frisando que «não podemos ter qualquer saída da situação em que estamos comandados pelo sector financeiro», disse.

Questionado sobre a atenção da troika às propostas da CGTP, o sindicalista respondeu:
«Não vi nenhum deles com os ouvidos tapados, acredito que tenham ouvido».


De De Leitor assíduo a 27 de Abril de 2011 às 12:20
Como leitor assíduo deste blog, que é, de facto, uma LUMINÁRIA no cinzentismo em que vivemos, sobretudo ao nível partidário e de exercício de cidadania, concordo com o reparo feito no comentário anterior.
Corrijo que o referido link existe no fim do post o que o torna exagerado e bastaria o titulo, sub-titulo, foto e primeiro parágrafo .
Caro Xa2, aceite a sugestão, para bem do blog e, olhe que o caro amigo também ganha com isso.
A continuação de boas Linkadas é o que eu vos desejo.


De Zé T. a 27 de Abril de 2011 às 13:06
Realmente é um post longo (não deve ser frequente)... mas é excelente e merece o destaque e leitura completa.
Para mim é uma lição de política e economia .... espero que para outros visitantes também faça bom proveito.


De Quase sublime a 27 de Abril de 2011 às 11:12
tirando o exagerado do tamanho do post é um bom post . por isso sugiro, é mesmo uma sugestão não um Xa , a Xa2 que de futuro tente faze-los mais curtos e remeter o grosso do texto par um link .
Não será isso possível ?
Tanto o titulo como a foto estão sublimes...


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