De DITADURA de 'Bangsters' hipercapitalista a 28 de Abril de 2011 às 14:33

'Troika' vai demolir protecção de trabalhadores portugueses (, relações laborais e negociação colectiva)
Económico com Lusa 28/04/11 07:24

Poul Rasmussen, o ex-primeiro-ministro dinamarquês e 'pai' da flexisegurança alerta que a Troika vai destruir a protecção dos trabalhadores portugueses.

A 'troika' que negoceia com Portugal as condições para o resgate vai tentar DESTRUIR os mecanismos sociais de protecção dos TRABALHADORES portugueses, alerta o antigo primeiro-ministro dinamarquês Poul Rasmussen e criador da flexisegurança.

Economista, actual presidente do Partido Socialista Europeu e, enquanto primeiro-ministro da Dinamarca, entre 1993 e 2001, o primeiro a adaptar a nova forma de regular as relações laborais - com mais flexibilidade para contratar, despedir e organizar o trabalho em troca de medidas compensatórias de protecção do trabalhador e dos desempregados - Rasmussen mostrou-se PESSIMISTA face ao futuro das relações laborais em Portugal.

A 'troika' da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI) "esqueceu-se do que é a flexisegurança", acusou Poul Rasmussen, na entrevista à agência Lusa, culpando o que chama de "maioria conservadora" (direita NEOLIBERAL ultracapitalista) na Europa e nas instituições comunitárias.

"Por isso, receio que a pressão da União Europeia (UE) e do FMI seja no sentido de desmantelar a protecção dos trabalhadores, de questionar os mecanismos de negociação colectiva. E, deixe-me dizer, eu desaconselharia profundamente a UE e o FMI a exigir a Portugal que acabe com a NEGOCIAÇÂO COLECTIVA", acrescentou.

Admitindo estar "muito, muito preocupado" com as exigências que a 'troika' vai fazer a Portugal, no que toca ao mercado de trabalho, o antigo primeiro-ministro dinamarquês afirmou que cabe agora a Portugal lutar para conseguir os melhores resultados das negociações.

"Quando se ouve a Comissão Europeia a falar convosco, com Portugal, esse não é o meu caminho. Vocês precisam de negociar e de ser duros nas novas negociações(...) Há que perceber que não enfrentamos uma DITADURA do FMI e da UE, são é negociações duras sobre o resgate e sobre as condições para receber a ajuda e auxílio", afirmou.

"A negociação colectiva é parte fundamental da moderna democracia e, basta olhar para a Escandinávia, para o meu país. Nós temos tido acordos colectivos em todos os anos desde 1945 e somos uma das economias mais fortes da Europa. A Alemanha tem também acordos colectivos.
Por isso, penso que [a 'troika'] tem de dizer -- vamos
para boas negociações com Portugal, vamos olhar para a economia, mas vamos perceber que os acordos colectivos vieram para ficar", frisou Poul Rasmussen.

A 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

Para Portugal voltar a crescer, mais do que cortes, Rasmussen defendeu maiores níveis de INVESTIMENTO e criticou que, nas conclusões da Cimeira Europeia de Chefes de Estado e de Governo, de 24 e 25 de Março, a ausência da palavra "investimento" seja notória.

"Se olharmos para os últimos acordos da cimeira, a palavra não é referida. Para voltar a fazer Portugal crescer, o importante é o investimento e a educação, para aumentar os níveis de competência que permitam a criação e a aceitação de novos EMPREGOS. Quanto mais se fizer em termos de crescimento e investimento, mais se pode fazer no sector da educação e das qualificações o nível de vida será melhor", concluiu.


De .Isto é GUERRA ao Estado e aos Travalhad a 28 de Abril de 2011 às 17:20
Ainda há SOCIAL-DEMOCRATAS no PS ?

O antigo primeiro-ministro dinamarquês e inspirador da social-liberal flexisegurança deu uma entrevista à Lusa a que os socialista portugueses devem prestar atenção.
Nela defendeu que a troika pode demolir a protecção laboral portuguesa.
Não é só a troika, claro.
Talvez por diplomacia ou ignorância não referiu a cumplicidade activa dos "negociadores" portugueses do bloco central neste objectivo, alimentando a ilusão de alguma atitude nacional dura nesta e noutras matérias.

Não há dureza, até porque não há negociação e muito menos qualquer ajuda.
Aqui ficam excertos da entrevista, destacando-se a importância da negociação colectiva relativamente centralizada, envolvendo sindicatos fortes, na economia política laboral dos modelos, apesar de tudo mais progressistas, de capitalismo: "Quando se ouve a Comissão Europeia a falar convosco, com Portugal, esse não é o meu caminho. Vocês precisam de negociar e de ser duros nas novas negociações (...) Há que perceber que não enfrentamos uma ditadura do FMI e da UE, são é negociações duras sobre o resgate e sobre as condições para receber a ajuda e auxílio (...) A negociação colectiva é parte fundamental da moderna democracia e, basta olhar para a Escandinávia, para o meu país. Nós temos tido acordos colectivos em todos os anos desde 1945 e somos uma das economias mais fortes da Europa. A Alemanha tem também acordos colectivos. Por isso, penso que [a 'troika'] tem de dizer - vamos para boas negociações com Portugal, vamos olhar para a economia, mas vamos perceber que os acordos colectivos vieram para ficar".
- por João Rodrigues

----------- e estão prontos a combater ? ----------

Da VIOLÊNCIA

As propostas do “Compromisso Portugal”, agora transformado em “Mais Sociedade” porque o dicionário da novilíngua NEOLIBERAL tem de ser rentabilizado, são apenas a expressão intelectual, abertamente mais violenta, da coligação interna e externa que conduz a AUSTERIDADE em curso:

usar a oportunidade do desemprego de massas, criada pela crise e pelas actuais políticas recessivas,
para organizar a redução de salários directos e indirectos (contribuições e prestações sociais, serviços públicos),
tentando legitimar este projecto de regressão através de um intenso moralismo, o contrário de qualquer noção básica de moralidade.

Os desempregados, que precisariam de “incentivos” porque, na realidade, não querem trabalhar,
e os pobres, aldrabões até prova em contrário, prova que até poderia ser feita com um cartão concebido para o efeito,
são alguns dos alvos de uma CASTA de GESTORES e outros intelectuais orgânicos que quer consolidar em definitivo a CAPTURA e subversão do ESTADO.
- por João Rodrigues


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