SÃO PROPOSTAS DO DIABO?

Propostas novas, devem ser propostas do diabo porque se assim não fosse elas seriam, pelo menos, debatidas se não mesmo aceites.

Estranho é (ou talvez não) que no velho continente, dito berço da civilização solidária, onde as raízes culturais judaico cristãs é pressuposto serem a base do caldeamento societário e de vivência dos povos, hoje viva uma encruzilhada de dúvidas e de incertezas quanto aos caminhos próximo-futuros, a devermos percorrer.

Em sociedades cujo caldo cultural se baseia no cristianismo e no catolicismo como, segundo os dados estatísticos, é suposto pertencerem tanto a maioria os povos como os dirigentes políticos e económicos da Europa, e reforçados na senda do pós período iluminista com os princípios da revolução francesa, da liberdade, de igualdade e de fraternidade, a que agora acrescentamos os de solidariedade e da responsabilidade, coerentemente não deveriam permitir-se a tais desideratos como os que as actuais circunstâncias nos obrigam a viver. É uma profunda e inadmissível contradição.

Enquanto na Europa se vive uma, quase total, submissão a uma economia de mercado submetida pela “mafiosa especulação financeira”, atirando os europeus para profunda negritude quanto ao futuro seja ele próximo ou longínquo, conforme tudo vai evidenciando, tanto nos EUA do Norte como nos chamados BRICs e em outras economias em vias de desenvolvimento, se evidenciam o trilhar de novos caminhos de socialização, chamando a si preocupações inovadoras e práticas reguladoras que sejam equilibrantes de uma natural e salutar harmonia social entre povos e nações.

São sinais, simultaneamente, de grandes preocupações e de muita esperança de um mundo novo, inovado e inovador, sinais de que muito e muito profundamente alguma coisa possa estar mudando.

Conforme postulado no Manifesto dos Economistas Aterrados, na Europa, as longas ditaduras ideológica/governativas, até há duas três décadas existentes, cederam os lugares a novas ditaduras, de capitalismo financeiro e especulativo, alicerçadas nas economias ultraliberais dos mercados, depois de debilitadas democracias e governos, ditos de esquerda, terem fracassado e também eles cedido a ideologias ultraliberais que, hodiernamente, vingam nesta Europa dita comunitária.

“A Europa vê-se, de facto, aprisionada na sua própria armadilha institucional: os Estados Têm de pedir empréstimos a instituições financeiras privadas que ontem liquidez abaixo do custo no Banco Central Europeu”. Estes bancos por sua vez são os que adquirem as dívidas soberanas do Estado cujos juros especulativos já chegam à vergonha de 11%. Como se isto não fosse suficiente ainda são estes mesmos estados que se endividam para ocorrer à capitalização desses bancos.

“Que se interprete como um desejo de «tranquilizar os mercados», por parte dos governantes assustado, quer como um pretexto para impor opções ideológicas, a submissão a esta ditadura não é aceitável.”

Não se entende, a não ser por submissão aos interesses de mafiosos especuladores e de energúmenos banqueiros, que tenham sido desvalorizados, como sucedeu em Portugal, os incentivos à poupança por intermédio dos certificados de aforro ou títulos da divida publica interna assim como os desincentivos as captações das remessas dos emigrantes, o laxismo de controlo da evasão fiscal ou o combate à economia paralela, que tenha sido promovida a subsidiodependência em vez da criação de postos de trabalho de apoio às populações e de utilidade publica.

Não se compreende que ao nível europeu se não tenham dado passos e evoluído, pelo menos para alguma, harmonização fiscal e para a criação de mecanismos de controlo dos fluxos financeiros, nomeadamente o papel do BCE no financiamento directo às dívidas soberanas dos estados.

São falhas ou intencionalidades que, manifestamente, servem interesses especulativos, degradam as economias e fragilizam as sociedades, como bem ilustrado está no manifesto acima referido onde são, também, feitas sérias propostas as quais deveriam merecer a “obrigatória” dos políticos que nos têm (des)governado em cada país e no conjunto desta Europa moribundizada.


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Publicado por DC às 14:16 de 27.04.11 | link do post | comentar |

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