Estado assumiu mais dez mil milhões de euros para introdução de portagens nas SCUT

Neste contexto, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas ainda em curso, “os contratos iniciais apresentavam pagamentos fixos a realizar pelo Estado relativamente curtos”, mas “com a alteração dos mecanismos de pagamento, as concessionárias passaram a beneficiar de rendas avultadas, baseadas no conceito de disponibilidade”, conta o Correio da Manhã de hoje, que teve acesso ao documento e deu a notícia.

 

Diz-se também que “o facto de se introduzirem portagens não alterará o facto do contribuinte pagador”, pois será “este que continuará a pagar a maior fatia daqueles encargos”, pois as receitas previstas das portagens não são suficientes para cobrir as rendas anuais de cerca de 650 milhões de euros a pagar pelo Estado, lê-se naquele jornal.

 

O documento da auditoria ainda não foi aprovado pelo Tribunal de Contas, que por isso se recusou a comentar o caso ao Correio. Ontem a TVI também tinha noticiado esta auditoria, dizendo que os juízes se queixaram de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros, porque lhes terão sido sonegadas informações.

 

Àquela estação de televisão explicou que antes, “o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros” e que agora, “a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com uma dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.”

O problema é que “a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público”.

 

Público

 

A confirmar-se a notícia, você, leitor, é capaz de me esclarecer quem é beneficiado com a renegociação?

  

 



Publicado por Izanagi às 15:07 de 12.05.11 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Eça de Queiroz: a 12 de Maio de 2011 às 15:59
"As fraldas e os políticos devem ser mudados com frequência, pelas mesmas razões"


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 12 de Maio de 2011 às 15:19
É pá veia, pá! É pá veia, pá!
Quanto mais dinheirinho entrar, mais depressa este PS(ocratiano) o esbanja em parcerias e negociatas mal contadas...
É que este nosso governante (?) está «agarrado» aos meadros do exercício deste «poder podre» que não consegue funcionar sem «injectar» tudo que aparece...
E parece que ainda há para aí quem ache que se deve continuar a «alimentar» este «viciado» porque as alternativas são (podem) ser piores...
Acordem... Isto que vai haver não são eleições. É um plebiscisto.
Mas, como respondi já várias vezes, mas torno aqui a repetir:
«P_ta», por «p_ta», que seja outra...
Agora, com a mesma? É masoquismo.
E já agora, pelo menos, que seja mais nova, tá!


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