EUROPA PRECISA DE UM, CORAJOSO, PASSO EM FRENTE

Nas presentes circunstancias a Europa não está, nem poderia estar, bem consigo própria e com o mundo na medida em que se encontra acossada por uma crise existencial conflituante entre uma ideologia a raiar o ultraliberalismo e as dificuldades de defesa das garantias sociais e de princípios de solidariedade que a caracterizaram nos últimos tempos, sobretudo, a partir da revolução francesa e com constituição da comunidade económica, então CEE.

Há já quem afirme que esse sonho, levado a cabo por Robert Schuman, ministro francês e Jean Monnet, o seu primeiro presidente, de criarem uma Europa Unida e solidária terá entrado num processo de desagregação. Se é verdade que atravessa uma crise grave não poderá ser menos verdadeiro que é abusiva a tese de declínio para a morte.

A estabilidade e a paz, conseguidas através do desiderato criativo da União Europeia, obrigam a que essa construção seja aprofundada e aperfeiçoada sem se perderem de vista os princípios impressos a quando da sua fundação.

A Europa é, como sempre foi, e nunca poderá deixar de o ser, um rico, concreto e caldeado mosaico cultural que deve coexistir consigo própria como com as outras mais, mundialmente, existentes sempre enriquecendo-se com o próprio evoluir societário, mas sem nunca perder de vista o respeito mútuos por esse pluralismo de ideias e pensamentos. Os mimos com que nos vamos atribuindo, como é agora o caso, entre portugueses e finlandeses são bem a prova disso.

Vivemos, hoje em dia, tanto na Europa como no mundo completamente globalizados, momentos de convulsões e incertezas existências. Um ciclo de catástrofes naturais que vão desde as enxurradas na Ilha da Madeira aos terramotos e tsunamis asiáticos e, mais recentemente, o desastre ocorrido no Japão, tudo circunstancias negativas, que agravaram o rebentamento das bolhas económico-financeiras.

Umas decorrem da necessidade natural que o planeta em que vivemos e raramente respeitamos, também, ele tem de proceder a ajustamentos tectónicos, as outras decorrem dos egoísmos e disparates que os Homens cometem uns contra os outros.

A falta de mecanismos, minimos que fossem, de controlo dos mercados bolsistas associados aos offshore, a ausência de instrumentos de controlo das relações interbancárias, o excessivo recurso ao credito, num total descontrolo e balizamento de relações entre oferta e procura, mesmo em defesa dos grupos mais vulneráveis e indefesos da população, empurraram-nos para o fundo do abismo de um mercantilismo sem qualquer ponta de ética ou sinais de princípios morais.

Os erros cometidos no âmbito da UE, nomeadamente em torno da criação do Euro, em que não foram previstos os adequados e necessários mecanismos de intervenção politica ou a determinação de critérios de actuação, quer quanto a politicas fiscais, como no âmbito orçamental, tanto em cada um dos estados membros como no seu todo, constituíram falhas graves.

Exige-se uma mais clara clarificação das responsabilidades do Estado em tudo o que seja obrigações sociais, concessões de exploração de sectores de actividade (transportes, saúde, educação...), parcerias em obras públicas e responsabilidades próprias nomeadamente ao nivel da segurança e defesa, bem como a das autarquias locais e a, concomitante, gestão de empresas que foram surgindo que nem cogumelos, para iludir tanto os orçamentos como conflitos de interesses e mesmo actos corruptivos.

Mesmo ao nivel do sector privado, tendo em conta o princípio de que qualquer actividade económica como empresa deverão ter sempre como objectivos a obtenção do lucro e o aspecto social, quer em termos directos como colateralmente, visto que a boa ou má reputação beneficia ou afecta empresários, trabalhadores, fornecedores, clientes, os cidadãos em geral, através dos efeitos fiscais, qualquer responsável que, por acção ou omissão, não acautele tais interesses deveria responder, criminalmente, perante os tribunais e ser julgado em conformidade com o dano provocado.

Certamente seriam bastante menores em número e em menor grandeza as crises que de um modo ou de outro a todos, honestos cidadãos, nos afectam.


MARCADORES:

Publicado por Zé Pessoa às 08:15 de 16.05.11 | link do post | comentar |

11 comentários:
De . a 19 de Maio de 2011 às 14:16
ZECOITO , | 19/05/11 09:56

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU HÁ ALGUNS ANOS, NÃO É DE ADMIRAR QUE PESSOAS COMO O DSK SEJAM ARMADILHADOS, TANTO PELOS FRANCESES COMO PELOS AMERICANOS.

TERIA ALGUÉM COM TANTO DINHEIRO E PODER, NECESSISDSADE DE RECORRER A ESTE TIPO DE MÉTODOS PARA CONSEGUIR UMA MULHER? ALGUÉM ACREDITA NISTO?

O FIM DESTA GUERRA VAI CUSTAR AINDA MITAS VIDAS E DESGRAÇAS TANTO À CLASSE BAIXA, COMO Á CLASSE MÉDIA


De Impagável? Leiloar património Público.?! a 18 de Maio de 2011 às 12:00
Ligeiramente realista

Juncker a favor de uma “reestruturação ligeira” * da dívida grega.
De resto, Juncker é um raros membros do clube austeritário que há algum tempo defende uma parte fundamental de uma solução modestamente realista para a crise da Zona Euro:
emissão de obrigações europeias.
Entretanto, isto não o impede, como bom político conservador que é, de ir favorecendo a expropriação da Grécia... **
------ por João Rodrigues, Ladrões de B., 17.5.2011

*- O presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, (opõe-se a uma ''reestruturação alargada'' da dívida, mas) admite que a Grécia avance com uma “reestruturação ligeira” da dívida, que passaria pelo alargamento dos prazos para o pagamento do empréstimo à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.

**- Nível de endividamento actual da Grécia "é insustentável".
Atenas terá de "privatizar grande parte do sector público", afirma Jean-Claude Juncker.

O governo grego deve vender empresas estatais “rapidamente” de forma a conseguir controlar a dívida pública, afirmou o responsável, no dia em que os ministros das Finanças europeus reuniram, depois de ontem terem aprovado o pacote de ajuda financeira a Portugal.

“Grécia tem de privatizar uma grande parte do sector público para assegurar que a dívida desce para um nível sustentável no médio e longo prazo”, afirmou o responsável em conferência de imprensa em Bruxelas, citado pela Bloomberg.

“Neste momento, o nível de dívida é insustentável”, adiantou o responsável.


De Líderes UE perderam toda reputação. a 17 de Maio de 2011 às 14:19
"Bruxelas acabará por IMPLODIR devido à sua burocracia e arrogância"

Luca Barillaro, um consultor financeiro independente italiano, especialista em commodities, fala da volatilidade do mercado das matérias-primas nas últimas semanas e considera que os líderes europeus perderam toda a reputação

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt) , 16.5.2011, http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/649155


Nas duas últimas semanas assistimos a um ziguezague nos preços das commodities, com o que foi alcunhado de flash crashes sobretudo na prata e no barril de Brent a 5 e 11 de maio seguidos de regresso à tendência altista. Particularmente o ouro mostrou-se o mais resiliente. As razões do que ocorreu e qual a tendência que vai predominar - se a correção em baixa, se a continuação da alta especulativa - continua em acesa polémica entre os economistas e analistas. Esta volatilidade destes mercados converge, por ora, com a crise da dívida soberana em vários países da zona euro.

O Expresso ouviu Luca Barillaro, um consultor financeiro independente de Bolonha que trabalhou anteriormente na City londrina, que surpreende com algumas opiniões pouco ortodoxas: "Há vários tipos de commodities, algumas mais iguais do que outras"; "Bruxelas acabará por implodir devido à sua burocracia e arrogância"; "todos estes resgates em curso são, apenas, transferências de dinheiro que não resolverão o problema"; "a única saída para a zona euro é a sua moeda baixar para a paridade com o dólar, reduzindo a dívida em termos reais".

P: As quebras que houve a 5 e 11 de maio foram o juízo final para a especulação desenfreada no mercado das commodities?

R: Depende de que commodities estamos a falar. Há umas mais iguais do que outras. Se nos referimos ao ouro, à platina e ao petróleo, julgo que se trata, apenas, de uma correção, pois estas três são olhadas - e, de facto, são-no - como outro género de unidades monetárias. Com os processos de depreciação das divisas tão em voga pelos bancos centrais, os mercados financeiros acabam por olhar para "moedas" alternativas. O ouro, a platina e o petróleo são aquilo que os especuladores chamam de "divisas fortes", pois não estão sujeitas à manipulação de dar à manivela de impressão.

P: Os metais preciosos sempre foram encarados como alternativas ao papel fiduciário, mas o barril de petróleo pode ser considerado uma "divisa forte"?

R: Pode parecer-lhe estranho, que o petróleo é diferente dos metais preciosos. Mas o barril tem enorme poder e implicações políticas muito grandes. Dispor de grandes reservas de petróleo significa influência política. Não é, por acaso, que a França se apressou a bombardear a Líbia. Os políticos franceses foram contra o bombardeamento da Sérvia - se for ao maior parque de Belgrado, ao Kalemegdan, encontra ali um monumento com um pedido de desculpas dos franceses por causa dos bombardeamentos da NATO. Mas quanto à Líbia foram rápidos. A energia é uma "moeda" geopolítica.

P: E nos outros casos de commodities?

R: Se falamos de casos como o cobre, o aço, o gás natural, e mesmo a prata, penso que a liquidação total a que assistimos nesses dias foi, apenas, a outra face do que chamamos de negócio de carry trade entre divisas. Por isso, eu julgo que vamos ver dois andamentos: mais liquidações no caso de matérias-primas que vêm os preços subir devido ao carry trade, e tendência de alta clara no que designei por commodities que funcionam como "divisas fortes". Pode verificar-se a relação do ouro com o euro ou do petróleo com o euro para se observar esta diferença de que falo.

P: Como funciona esse mecanismo especulativo associado ao carry trade?
....


De UE /Bruxelas vai rebentar ... a 17 de Maio de 2011 às 14:23
...
- Como funciona mecanismo especulativo ...?

R: Se for um grande banco ou entidade financeira pode pedir emprestado dinheiro a 0,1% junto da Reserva Federal (FED) americana. Depois troca esses dólares baratos em euros para aplicar em títulos do tesouro europeus por exemplo com yields elevadas (como os gregos, portugueses, etc.), ou na prata, ou mesmo em ações, ou outras commodities. Quando este mercado está em bolha, acaba-se por comprar de tudo, milho, madeiras, gado - tudo mesmo. Bastam 10 dias de especulação para ganhar 3 vezes o que tenho de pagar à FED. Assim, o meu ganho líquido é de 200%, sem contar o facto de ter pedido dólares emprestados a um câmbio de 1,40 dólares por cada euro e acabar por pagar o empréstimo com o câmbio a 1,48 dólares por euro, ou seja preciso de menos euros para pagar a dívida. Contudo, se o mercado muda repentinamente, então há um pânico e toda a gente desata a sair do carry trade.

P: Os designados ETF (acrónimo em inglês para Exchange-traded funds) de commodities são a melhor plataforma para os fundos de alto risco e para os fundos de pensões? Ou até mesmo para o retalho e o pequeno especulador?

R: Podem ser. Mas só para quem invista em commodities físicas - não em papéis. Se não, o "contango" - quando os preços futuros são superiores ao preço no mercado spot - torna ineficiente este tipo de aplicações para o investidor de longo prazo, pois em cada situação de refinanciamento perde-se uma pequena porção do investimento feito. Penso que as ETF que apostaram nos papéis foram o principal motor por detrás da bolha do índice de 19 commodities The Thomson Reuters/Jefferies CRB, pois transformaram a procura financeira numa procura física puramente fictícia.

P: Há o risco de uma depreciação significativa do dólar?

R: Creio que já assistimos a uma depreciação completa do dólar. Estamos numa corrida em que toda a gente quer ser o último - ou o mais radical - a fazer uma desvalorização competitiva. Os Estados Unidos estão a usar a desvalorização para alimentar a procura dos seus ativos. Mas o ponto é que a Europa está numa situação ainda pior.

P: Está pior, em que sentido?

R: Quando ouvimos um líder europeu falar, e depois se vêm as parangonas nas agências de notícias, a primeira reação do investidor é VENDER. E quanto mais os líderes europeus tentam tranquilizar o investidor, mais soa a falso. Na Goldman Sachs dizia-se que tinham três ativos: "os clientes, o dinheiro e a reputação; até se podem perder os dois primeiros mas não o terceiro, de contrário estamos fritos". Ora, os líderes europeus perderam a sua reputação - e isso leva tempo a reconstruir.

P: Os "resgates" na zona euro vão mostrar-se resilientes à tempestade, ou são apenas uma fase transitória para reestruturações das dívidas soberanas de países em situação de pré-default?

R: Apenas mostram que a União Europeia está baseada em fluxos de dinheiro, em que os fundos vão de A para B e depois para C, mas em que o dinheiro é sempre o mesmo. A Alemanha tem de emprestar, senão os seus bancos podem entrar em bancarrota. A Europa, tal como existe hoje, é, apenas, um imposto de paz. Algo criado para evitar outras guerras no continente. Veja bem, a Itália poderia estar em guerra com a França por causa das recentes tensões, não tivéssemos nós a União Europeia.

P: O que pode acontecer, então, à Europa?

R: Penso que a próxima depreciação vai estar associada ao euro. A inflação vai ter de subir para "reestruturar" a dívida europeia. A inflação é o único imposto que todos pagam sem exceção. Se conseguir gerar uma inflação de 5% ao ano mantendo as expectativas baixas - e para isso basta dizer aos media que tudo corre pelo melhor, usando adequadamente as estatísticas que vão sendo publicadas - consegue um milagre: em 10 anos reduz tecnicamente a sua dívida em 50%.

P: Mas isso é possível?

R: Ou fazem este truque, ou, então, têm de reconhecer que o euro é uma moeda completamente artificial e que alguém terá de regressar às suas moedas de origem. Todos estes resgates são apenas transferências de dinheiro que não resolverão o problema. A única saída para a zona euro e para impulsionar a economia europeia, é a sua moeda baixar para a paridade com o dólar, reduzindo a dívida em termos reais.
...


De ''mercados'' desregulados hiperliberais. a 17 de Maio de 2011 às 14:25

.... em termos reais.

P: Poderemos vir a assistir a uma vaga de crises de dívidas nos países desenvolvidos, para além do que já está a acontecer com alguns países da zona euro?

R: Sim.
P: Porquê?

R: Pense no seguinte. Até ao ano 2000, todas as crises estavam na periferia. Vejam-se os casos: México, Rússia, Tailândia, Argentina.
Depois destas crises, o centro voltou a ter máximos, quer nas bolsas como no crescimento do Produto Interno Bruto.
Agora, todas as crises são no centro - Europa, Estados Unidos, Reino Unido e Japão.
A periferia - os mercados emergentes - também foi abaixo, mas hoje estão em novos pontos máximos, enquanto o centro batalha por sobreviver.

P: E como vai a Europa sair desse atoleiro?

R: Creio que Bruxelas acabará por implodir devido à sua burocracia e arrogância.
Quanto a nós, simples mortais, temos o azar de viver hoje na parte errada do planeta.


De Empréstimo AGIOTA de 5,6% !! !! a 17 de Maio de 2011 às 14:04
Empréstimo a Portugal é necessário para a retoma da Alemanha
Olli Rehn considera empréstimo a Portugal "necessário" também para a retoma da economia germânica. - Expresso, 16.5.2011

O comissário europeu dos assuntos financeiros, Olli Rehn, considerou hoje o empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal "também necessário para proteger a retoma económica na Alemanha e as poupanças dos alemães".

Em entrevista ao matutino Die Welt, Rehn afirmou que "ajudando Portugal, com critérios rigorosos, mas também com condições realistas, protege-se, simultaneamente, a retoma económica na Alemanhe a as poupanças dos alemães".

O empréstimo, aliás, "não seria possível sem boa vontade da Alemanha", sublinhou ainda o comissário europeu, no dia em que os ministros das Finanças do eurogrupo se reúnem em Bruxelas para tomar a decisão final sobre a assistência financeira a Portugal.

Na sexta-feira, o parlamanto alemão aprovou, por ampla maioria, o pacote de ajudas da União Europeia e do FMI a Lisboa.

Embora a deliberação do Bundestag não seja vinculativa para o executivo de Angela Merkel, foi considerada "um sinal político muito importante" por vários comentadores.

Depois de a Finlândia também ter decidido a favor da concessão do empréstimo a Portugal, os ministros das Finanças dos 27 países da UE terão também de aprovar por unanimidade o pacote de ajudas, na terça-feira, em Bruxelas.
-----------------------------
Olli Rehn tem toda a razão. O empréstimo a Portugal dá à Alemanha um LUCRO de 2,75%:

http://economico.sapo.pt/... l .
Assim se protege muito bem a retoma Alemã!
P.S.
Ol(li) Rehn também já é vítima do acordo ortográfico à moda do Expresso.


De Vencer a SUBMISSÃO FINANCEIRA. a 16 de Maio de 2011 às 11:08
Para não cair na situação da Grécia


A UE está num impasse. Após a execução de uma política de austeridade selvagem, a Grécia vê o peso da sua dívida sempre a crescer ao mesmo tempo que está previsto que "regresse aos mercados" em 2012, o fim da "ajuda". Mas as taxas do mercado estão mais altas do que há um ano. O que fazer agora?

Entre os especuladores é um dado adquirido que a Grécia terá de reestruturar a sua dívida.
A única dúvida, como diz o Financial Times, é se será um processo negociado ou imposto. Se for imposto, causaria algum prejuízo aos bancos alemães e, sobretudo, ao BCE e aos vendedores de seguros deste tipo (CDS).
Se for voluntário, não reduziria o valor em dívida mas teria de dilatar o seu vencimento mais uns 15-20 anos para de facto aliviar a pressão financeira. Uma condição com que os credores não simpatizam.

O editorial do FT defende que a UE dê continuidade ao financiamento à Grécia, mas na condição de lhe exigir que faça mais pela estabilidade das suas contas públicas. O título do editorial é sugestivo:
"Deve-se APONTAR a PISTOLA à Grécia".

Em Portugal, quando as «reformas estruturais» (as que tiverem sido concretizadas) não tiverem produzido o efeito pretendido - pôr a economia a crescer - estaremos na mesma situação em que está hoje a Grécia.

De uma coisa estou certo: a «REFORMA estrutural» do mercado de trabalho produzirá mais DESEMPREGO e menos procura, e não se vê que as restantes reformas (justiça, saúde, autarquias, etc.) possam estimular a procura interna.
E sem procura interna não há crescimento das exportações que nos possam valer.
Propor reformas estruturais como receita para o crescimento económico é MÁ teoria económica ("economia da oferta"), releva da crença NEOLIBERAL.

Para não cair na situação da Grécia, Portugal terá de encontrar fontes de financiamento alternativas.
Só assim poderá dizer BASTA e dar início a uma política económica de promoção do crescimento.

Agora, defender a reestruturação unilateral da dívida pública e nada dizer sobre a forma de VENCER a SUBMISSÃO FINANCEIRA em que nos encontramos não passa de uma proposta política inconsequente.
E os eleitores percebem isso.
-por Jorge Bateira, Ladrões de B.


De Articular c. países periféricos a 16 de Maio de 2011 às 12:06
Reestruturação, jamais?

É claro que soluções para as periferias europeias, e portanto para a crise da Eurozona, são medidas como a emissão de obrigações europeias ou recompra da dívida pelo FEEF.
A reestruturação da dívida é o que irá acontecer se decisões desse tipo não forem tomadas a tempo, e é preciso prepararmo-nos para a eventualidade delas não serem tomadas de todo.

Não se compreende portanto que alguém, fingindo-se muito indignado, possa dizer alto e bom som - “reestruturação jamais” - sem corar de vergonha.

Se uma coisa é certa - e acerca dela nem sequer há divergências entre economistas de esquerda e de direita - é que
com estas perspectivas de recessão e estas taxas de juro,
a DÍVIDA das periferias NÃO é PAGÁVEL.
É matemático: a dívida explodiria.

O que não se compreende também é que se OCULTE que a reestruturação, com “cortes de cabelo” e tudo, está prevista nas resoluções do Conselho Europeu para depois de 2013
e já aconteceu de facto na Grécia quando as taxas de juro e as maturidades dos empréstimos FEEF/FMI foram revistas.

Na realidade, o que se passa é que alguém anda a querer ganhar TEMPO.
Tempo para quê? Talvez para limpar dos balanços dos bancos o lixo tóxico (títulos de dívida pública e privada grega, irlandesa e portuguesa).

Alguém anda a querer "repatriar" a dívida para que o “corte de cabelo” quando vier não o afecte.
O tempo que esse alguém anda ganhar, para nós é tempo perdido.
O que estão à espera para articular posições com a Grécia, a Irlanda e a Espanha (e outras vozes razoaveis na UE)?
Ainda acham que podemos ser contaminados por algum virus mediterranico?

É por isso que me parece absolutamente irresponsável um dirigente político dizer - “reestruturação jamais” –
e fazer disso bandeira de campanha eleitoral, ao mesmo tempo que aceita o prato de veneno que lhe põem à frente e ainda por cima lhe chama um figo.

Parvos somos nós?
Postado por José M. Castro Caldas


De Madeira-PSD -FALIDA. Jardim prá Prisão ! a 16 de Maio de 2011 às 10:28
Madeira tecnicamente falida clama por ajuda
DN, 14.5.2011

Ao fim de 35 anos de regime autonómico, a Madeira vive a pior crise de sempre.
Alberto João Jardim já admitiu "não ter dinheiro nem para mandar cantar um cego" e que os dois próximos anos serão "extremamente complicados e dolorosos".

O líder regional admitiu a eventual necessidade de "contratação de grandes especialistas" para assessorar o governo na aplicação das medidas impostas pela ajuda externa,
numa altura em que as falências de empresas atingem os 30,5%, a maior taxa do País, e o desemprego atinge 17 mil pessoas no arquipélago, segundo dados de Fevereiro.

A dívida pública global é superior a 6 mil milhões de euros, repartidos entre governo e empresas públicas (ou com participação pública).
---------------------------------------------

---- A madeira pode estar até falida.
Mas, as contas bancárias de alguns políticos madeirenses estão como a Amazonas equatorial,repletas e bem abastecidas!

----Anemona
Que grande bronca betinho, e agora?
tu que tens a titia, o titi, a vovó, o vovô, a mulher, os cunhados e até o cão rafeiro a «trabalhar» para ti com altos vencimentos no teu ridículo governo de soba,
vais-te vêr aflito para manter o 'status' a essa gente toda, mais te valia emigrares para o polo sul e ficares por lá uns invernitos.

Agora anda pedir ajuda aos cubanos continentais, com mais uma aldrabice pode ser que passe.
Sabes betinho a verdade é como o azeite...

--- Mario Cavalleri
»Mas que grande bronca! E agora?
Já não há peixe espada preto naqueles mares, nem espetadas á madeirense?
Ai ai Alberto. Desta vez não te safas.
Vais engolir não um sapo mas um elefante todo tamanho. E ainda te arriscas a descobrirem a tua careca e as malandrices que engendras-te.

Diz aqui á gente quantos familiares teus vão perder os tachos? SÓ !? É pouco!
Não te esqueças de pedir ajuda ao continente que poncha a ti não te falta... será que os conterrâneos deste insurgente vão abrir os olhos?
Tás feito Bétinho...chegou a hora do nosso Bin Laden portuga dar o pe_do...na Madeira!

-----Manuel Bessa
»A culpa é dos cubanos continentais...! Não é o que diz o grande Jardim...!

----Anónimo
A verdade acaba sempre por vir à tona.
Adoro a Madeira mas sabia que mais cedo ou mais tarde rebentaria a verdade como no continente.
A diferença, é que na Madeira o AJJ não pode dizer que foi o PS !! !!
E os Madeirenses têm assim o que merecem.

Há na Madeira estradas desnecessárias (bem mais que no continente), praias artificiais que só servem ao ego de alguns taberneiros, negócios e mais negócios que vivem à sombra do governo, etc., etc..

Como os continentais, os Madeirenses têm o qu merecem e a partir de agora, vão amargar e acho muito bem.
6 000 000 de dívida e 17 mil desempregados e muito betão, é obra sim senhor.

Então ainda há dias chamava nomes ao Sócrates e agora diz que a Madeira está falida?!.

Então e os 7 milhões de euros que ainda há dias deu para um campo de golfe?
Quantos milhões deu para o Estádio dos Barreiros que como se viu estava hoje ás moscas.
Onde estão os milhões para o jornal da Madeira?
E o Socrates é que é um gastador?

So quando o Sr. Alberto se fôr embora é que vamos saber o valor da dívida.
Perguntem ao Tribunal de Contas.


Creio que a Madeira é a zona mais falida do país. Mais de 6 mil milhões de dívida é obra!!
17 mil desempregados numa região com a população activa da Madeira é obra!!
E a pobreza, alguém sabe qual é a % de pobres na Madeira?
Estes números "sideram"! E agora?

Triste população comum das Ilhas. E os filhos e os netos do povo que terão de pagar desvarios, demagogia e desperdícios!
E o respeito pelas gerações vindouras, onde está?

Povo superior?
Coitado do povo que acreditou no conto do vigário.
E agora senhor doutor?
E agora que a verdade nua e crua veio ao de cima?Madeirenses, as eleições estão aí...

E quem sofre com esta situação, ainda mais complicada do que no Continente, é o povo pobre da Madeira.

Investiguem os Offshores.
Estão à espera de quê?
Afinal, o REI das bacoquices também vai nu.


De AG a 16 de Maio de 2011 às 10:03
TAXAR o CAPITAL
[Publicado por AG, CausaNossa, 16.5.2011]

Eu concordo com o BE e PCP quando exigem que as medidas de ajustamento economico incluam uma taxa sobre as transações financeiras, incluindo as bolsistas.
E a taxação dos lucros das empresas sedeadas no off-shore da Madeira.
E ainda a taxação de todas as transferências de capitais para quaisquer off-shores.

Indesculpável é que se tenham eximido a ir dizê-lo, de viva voz, à Troika.
Que interessa que tratem o tema no discurso político, se a eficácia continua a ser nula?
Mostrem que servem para alguma coisa.

Precisamos de resultados nesta matéria.
-------------------------------

Abrir os olhos à UE

[por AG]
Melhor fora que discutissemos os JUROS EXORBITANTES que a UE nos quer cobrar pelo empréstimo que nos força contrair.

Para que quem nos represente esta semana no ECOFIN e outras reuniões europeias passe incisivamente a mensagem de que juros tão USURÀRIOS e punitivos, além de imorais, são contraproducentes.

Não apenas do ponto de vista dos interesses de Portugal. Dos da Europa, também.


De Armadilha? p.'renovador'/ candidato PR F a 16 de Maio de 2011 às 10:39
Preso o senhor FMI
[J.A.Freitas, PuxaPalavra]

O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn foi preso no aeroporto de Nova York, a caminho da Europa para participar no Ecofin, por alegado abuso sexual.

Escândalo universal, apesar de o Sr. FMI já não ser inexperiente nestas démarches.


Ouvi um comentário muito espirituoso sobre o caso, de um Twiter francês: o sr. Dominique
pensava "que podia fazer na sua vida privada aquilo que faz aos países em que o FMI intervém".
Enganou-se. Ficou demonstrado que não pode, pelo menos em certos locais.

Provavelmente se fosse em Portugal... Moral da história, o senhor FMI escolheu mal o país para ser "coerente" entre vida privada e a sua actual profissão.
------------------------

DSK - mais lá, que cá...
[por AG]

O homem tem grande reputação política e económica em França, (nos socialistas, mais entre eles, do que elas), estava a obter resultados a "socializar" o FMI e parecia calhadinho para arrumar com o «minable» Sarko.

A cena com a empregada do hotel em NY pode ser armadilha, mas também pode não ser. A ver vamos.

Jantei com ele, numa mesa com mais cinco ou seis pessoas, em Dijon, há uns anos. E, confesso, não gostei.

DSK não se importaria nada com a reputação de mulherengo, pelo contrário, fazia parte do personagem deliciar-se com ela.
Mas ela agora presta-se a tornar verosímil a acusação. Seja verdadeira ou falsa.

Homens tão inteligentes, como tolinhos, abundam. Lá, como cá.


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