Troika: desafio ao sindicalismo

TRABALHO DIGNO E REFORMA DIGNA!(I)


     O memorando assinado com a chamada TROICA (FMI, BCE e CE) é, no campo laboral, um desafio tremendo para as organizações de trabalhadores, em especial para o Movimento Sindical Português e de igual modo para a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) que vai agora no dia 16 realizar o seu Congresso em Atenas. Atenas capital da Grécia, outro país que está com as calças na mão tal como a Irlanda e, em breve, outros países da zona euro!
     Fez muito bem a CGTP apresentar-se para ser ouvida pelos representantes das instituições financeiras e apresentar aos mesmos os seus pontos de vista ! Sem qualquer ilusão, pois são os mentores da cartilha ultraliberal já conhecida em todo o mundo e que pelos seus ''programas de ajustamento'' garantem que os investidores e o FMI ganhem com as suas operações!
     A CES continua a balbucear em Bruxelas desejos de uma governação económica da UE que cuide do emprego e não aplique políticas económicas de austeridade !  Vê o que acontece na Grécia e na Irlanda, agora em Portugal e está sem caminhos !  Parte das organizações da CES comunga do pensamento conservador e liberalizante !
    O que se perspectiva no campo das relações laborais é um golpe contra a constituição.O despedimento é clara e obscenamente liberalizado. Diz textualmente:«despedimentos individuais ligados á inadaptação do trabalhador deve ser possível mesmo sem a introdução de novas tecnologias ou outras alterações ao local de trabalho(CT). Entre outras coisas, um novo objectivo pode ser adicionado em relação a situações em que o trabalhador tenha acordado com o empregador objectivos específicos de entrega e não os cumprir, por razões decorrentes exclusivamente da responsabilidade do trabalhador».   Objectivos ?!  Então não sabemos como podem ser definidos os objectivos ?!  Algumas empresas definem os objectivos por e-mail !
    Já viram algo mais cínico ?  É do tipo «Eh pá arranjem aí algo para se despedir, qualquer coisa serve..» E acrescentam:«Despedimentos individuais, pelas razões acima referidas, não devem ser sujeitos a obrigação de tentar uma transferência para uma eventual posição adequada(CT). Como regra sempre que houver postos de trabalho disponíveis que correspondem às qualificações do trabalhador, as demissões devem ser evitadas.» Enfim, um rebate final de consciência que não servirá na prática para nada!
    Vamos ver como vai ser elaborada a legislação nacional que deverá incorporar esta directiva da troica. Mas isto é a abertura para o despedimento individual liberalizado, à vontade do patrão !
    Mas o que está previsto no memorando é brutal para os trabalhadores e para os reformados. A luta pelo trabalho digno e uma reforma digna deve mobilizar todos os democratas e todos os trabalhadores e suas organizações ! Voltaremos a esta questão!


Publicado por Xa2 às 08:07 de 17.05.11 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Maio de 2011 às 11:45
E as reformas (in)dignas, como é?
Tal como já funciona noutros países, deverá ser imposto um tecto para o pagamento de reformas.
Que tal baseada na média dos ordenados nacionais?
Quem aufere vencimentos acima da média nacional faz os descontos mas sabe que terá que fazer os suas poupanças e aforro particular...
Porque isto do estado social tem dois lados e isso dos «ricos» pagarem a crise é slogan e propaganda da treta.
Todos os que estão acima da média nacional é que têm de pagar aos que estão abaixo dessa mesma média.
E porque é que a toika não se preocupou com esses desiquilibrios? E porque não propôs medidas correctivas para acaber com estas assimetrias sociais e que tão caro sai aos bolsos de todos nós (estado)?
Porque mexer verdadeiramente no sistema para o melhorar e equilibrar não dá lucro, só dá chatices, não é?
Ou acham mesmo que «eles» emprestam o dinheirinho porque são nossos amigos? Ou que acham mesmo que o país vai pagar? Sabem que eles «burros» não são. Então é porquê? Será que são «negócios de ocasião» e que interessa o resto se já estaremos mortos e os nossos «netos» podem sê-los ou não.


De Inferno para Trabalh. e classe média !! a 17 de Maio de 2011 às 09:17
O ACORDO COM O FMI... ! Bolas....

Em poucas horas deixámos o INFERNO e passámos para o purgatório com o Primeiro Ministro a dizer que não se mexeria nos subsídos de férias e de Natal, que não haveria despedimentos na Função Pública, que se manteria a proibição do despedimento sem justa causa, enfim, que só as pensões mais altas seriam penalizadas, etc.... uma comunicação eficaz sob ponto de vista político!

Creio que hoje voltamos ao inferno ao lermos o VERDADEIRO ACORDO com a chamada troika (FMI,BCE e CE).

Numa primeira leitura do acordo deu para vermos o que temos pela frente, nomeadamente no campo do trabalho:
efectiva liberalização dos despedimentos,
diminuição dos custos do despedimento,
diminuição da protecção no desemprego,
horários de trabalho altamente flexíveis,
segundo os interesses das empresas e
medidas na contratação colectiva que retiram poder aos sindicatos!

Na sua filosofia ULTRALIBERAL as instituições europeias e o FMI pensam relançar a economia portuguesa através de salários CONGELADOs, DESPEDIMENTOS á vontade, IMPOSTOS e sindicatos inoperacionais !
Rico caldo para os próximos tempos !
Uma parte da sociedade portuguesa vai naturalmente resistir a esta POLÍTICA de EMPOBRECIMENTO (da classe média e trabalhadores por conta de outrem) ... a curto prazo !

ABG, Bestrabalho.


De CGTP: Carvalho Silva x Jerónimo Sousa. a 17 de Maio de 2011 às 10:16
Intersindical: o render da "guarda"
---------------------------------------------

Tudo o indica, no próximo congresso da CGTP/In, Carvalho da Silva vai ceder o seu lugar de SG.

Paulo Pedroso, sociólogo, ex-Ministro do Trabalho, atento ao fenómeno e às realidades sindicais em Portugal, escreveu post interessante sobre o tópico, que pode ler por aqui.

Pressinto que este texto é feito a partir e a pretexto de uma curiosa entrevista dada por Manuel Carvalho da Silva ao Expresso.
Melhor dito: entrevista dada a José Pedro Castanheira. Não é bem a mesma coisa.

Para se perceber o que Paulo Pedroso pretende demonstrar é necessário falar dos dois percursos:
do de Jerónimo de Sousa e
do de Carvalho da Silva.

- Diz-se que JERÓNIMO é filho de um ricaço de Santa Iria da Azóia, mas assumido no seio de uma família operária.

Cresce e vai trabalhar para a MEC, onde aprende a profissão e onde convive fartamente com as mulheres, maioritárias naquela unidade fabril.

- CARVALHO da Silva é filho de lavradores do Alto Minho, sabe das coisas da terra, mas vai estudar para a escola técnica, de onde sai com um diploma de electricista. Vai trabalhar para uma empresa da zona (a única unidade fabril à qual esteve ligado e de onde se despediu, faz pouco tempo). Milita na JOC. É profundamente católico.

Não se conhece convicções de qualquer tipo em Jerónimo de Sousa antes do 25 de Abril. Sabe-se que tem actividade cultural e recreativa na Sociedade 1.º de Agosto em Santa Iria.

Um e outro fazem a guerra colonial em situação de combate.

Depois do 25 de Abril, Jerónimo de Sousa vai aproximar-se do PCP, numa organização local das mais vanguardistas e sectárias, com uma longa tradição de ligação clandestina aos comunistas: Sacavém.
Cedo se integra na Comissão de Trabalhadores da MEC e já em 1976 é alcandorado a Coordenador da estrutura que, regionalmente, "dirige" as Comissões de Trabalhadores de Lisboa, a célebre, quanto vazia de conteúdo, CIL.
Nunca tiveram sede, nunca tiveram ligação orgânica às empresas (por que concorriam com os sindicatos). Funcionavam, por "esmola", na sede da U.S.Lisboa, a S. Pedro de Alcântara, então dirigida pelo seu amigo, metalúrgico, também, mas da Sorefame, Florival Lança.
Salta, rapidamente, depois do 25 de Novembro para a ribalta da politica e parlamentar.
Creio que é eleito, pela primeira vez, não para a Constituinte, mas para a Assembleia da República nas primeiras eleições já com a nova Constituição.

Carvalho da Silva faz toda a sua carreira no movimento sindical. É delegado sindical de empresa, é eleito para a direcção do Sindicato dos Electricistas do Norte, eleito para o secretariado da U.S. do Porto.
Em 1979 vem para o Secretariado da CGTP, para o pelouro da organização, ainda no consulado do dirigente dos gráficos do Norte, de pouca memória, Armando Teixeira da Silva (foi Coordenador do Secretariado da Inter entre 1977 a 1986).

Adere ao PCP tarde, mas não faz "carreira" partidária. Associa-se, isso sim, a um grupo super activo de dirigentes comunistas, nortenhos, que chegaram a sonhar com o controlo do Partido: Vidal Pinto, Henrique Sousa, e os irmãos Lopes.
A ascensão sindical de Carvalho da Silva é suportada por este grupo, que se veio a desfazer e a "sair" do PCP...

Jerónimo de Sousa, neste período aprende as manhas e os meandros parlamentares.

A militância católica de Carvalho da Silva vai ser determinante junto das tendências minoritárias da CGTP, socialistas, esquerdistas e católicos de esquerda.

Quanto ao PCP, percebe este, que para ter margem de manobra na INTER, e valer por si, tem de se manter "afastado" dos seus holofotes partidários. Contrariamente a José Luís Judas, Maria do Carmo Tavares, José Cartaxo, entre outros, nunca aceitou pertencer ao Comité Central. A única militância: célula dos dirigentes do Secretariado da CGTP, controlada durante muito tempo por Domingos Abrantes.

A acreditar nas declarações ao Expresso, mesmo nesta estrutura "celular" já lá não vai faz tempo...pura especulação da minha parte.

Entretanto, aprofunda uma ligação com um dirigente vidreiro, também de Santa Iria, também com pouca militância comunista, Joaquim Dionísio, seu colega no Secretariado e eleito ao mesmo tempo para a CGTP. É o primeiro dir...


De . CGTP- intersindical : Carv.S x Jerón. a 17 de Maio de 2011 às 10:22
Intersindical: o render da "guarda"

.....
. É o primeiro dirigente operário a frequentar a Universidade e a sair licenciado em Direito. Ainda hoje se mantém no Secretariado.

Joaquim Dionisio "insiste" com Carvalho da Silva para apostar numa formação académica. Faz o exame Ad hoc e sai licenciado em Sociologia. O resto já todos sabemos: Doutor em Sociologia, professor em Coimbra e com compromisso já com a Lusófona.

Jerónimo de Sousa vai, no descalabro do golpe de Estado perpetrado por Cunhal no seio do PCP e contra Luís Sá, que fragiliza em definitivo Carlos Carvalhas, apoiado pela "seita" de Lisboa, a Secretário Geral, no Congresso de 2004.

É uma espécie de catarse.

Imputa-se um "desvio" aos intelectuais do grupo de Sá, de Carvalhas, de Edgar Correia, nomeadamente. Portanto, a resposta tem de ser dada por um "operário".

A modos de conclusão: Jerónimo de Sousa e Carvalho da Silva nunca se cruzaram, nunca se aproximaram, nunca conviveram.

Este, obviamente, não tem "respeito", nem politico, menos ainda pessoal por aquele. E não há, em meu entender, sequer uma questão pessoal.

Carvalho da Silva marcou, nestes 25 anos que leva de Secretario Geral (primeiro foi Coordenador) de forma impressiva a CGTP.

A entrevista ao Expresso é importante pelo que ele diz ao jornalista e amigo, muito amigo mesmo, José Pedro Castanheira. Mas, em minha opinião, é mais importante pelo que ele não pode ainda dizer.

A "sucessão" deste como SG far-se-á, não direi com ELE, mas NUNCA contra ELE.

Foi isto que ele tentou dizer.

Se isto não acontecer, provavelmente, teremos uma espécie de "implosão" do ADN "unitário" da Central Sindical da Victor Cordon.

Jerónimo de Sousa sabe isto e sabe que não pode "controlar" Carvalho da Silva. Este sempre foi independente da Direcção comunista. Nem no tempo de Cunhal, que Carvalho da Silva nunca admirou, com quem, também, nunca conviveu, de quem, também, nunca se aproximou.

Sobre este futuro, pessoal, e institucional, o tempo no lo dirá.

Voltaremos, um destes dias, ao tópico.
tags: intersindical
- publicado por weber em ''Mainstreet'' 11.5.2011; http://weber.blogs.sapo.pt/1315612.html


De Sucessão na CGTP, seg. P.Pedroso a 17 de Maio de 2011 às 10:30
A chave para a sucessão na CGTP

"Eu não tenho relações com Jerónimo de Sousa. Conhecemo-nos há muitos anos, sempre tivemos relações cordiais, mantemos essas relações cordiais, as relações da CGTP com o PCP são relações institucionais conhecidas." (Manuel Carvalho da Silva, em entrevista ao CM)


Não é preciso ser um iniciado na kremlinologia da CGTP para saber que Carvalho da Silva e Jerónimo de Sousa andam de cadeias às avessas
pelo menos desde quando um quis ser Secretário-Geral da CGTP e foi o outro,
muito antes do outro ser Secretário-Geral do PCP em vez de algum dos companheiros de visão da evolução do comunismo do primeiro.

Mas a CGTP nunca teve autonomia para ter um líder que pudesse actuar autónomamente e conflituante com a "linha do partido".
Foi isso que aconteceu nos últimos anos, embora a opinião pública alargada não tenha dado conta.
A situação anómala gerou conflitos que tiveram alguns desenvolvimentos relevantes, embora tenham passado despercebidos.

Houve sindicatos com duas listas saídas da linha sindical do PCP degladiando-se quase até aos tribunais (como no SPGL).
Houve o caso da não entrada na CSI, que levou ao saneamento de Florival Lança, um militante comunista histórico e responsável até à dissidência pela política internacional da central.

Noutro plano,o da concertação social, as tensões internas da CGTP foram muito visíveis pelo menos na última década. Se obedeceu sempre em última instância ao PCP quanto a modos de acção e calendários no protesto de rua e convocação de greves, enfrentou o partido em negociações com diferentes governos.
Umas vezes fintou as proibições, outras vezes a segunda linha com dupla lealdade ao partido e ao sindicalismo placou os controleiros, outras vezes e pelo menos uma de modo pouco honroso para a central, foi óbvio que capitulou às ordens recebidas.

Em todo o caso, como diriam os marxistas, as contradições foram-se agudizando ao ponto de chegar a um impasse. O PCP de Jerónimo está cada vez mais entrincheirado na visão bolchevique do mundo mas teme que a saída de cena de Carvalho da Silva o faça perder as boas graças mediáticas.
Carvalho da Silva e os seus sindical-comunistas estão cada vez mais reduzidos a funções de representação e sem poder real, cercados pelo aparelho e combatidos ferozmente sindicato a sindicato, mas não abandonam o plano da acção pública.

O preço é o de Carvalho da Silva cumprir todos os serviços mínimos à retórica imposta pelo partido e o partido não ter coragem para o atirar porta fora, quiçá com um enxovalho pelo caminho, como tem feito até a alguns dos seus próximos.

Mas o tempo e a agudização da situação com o derrube do Governo e a perspectiva de uma luta prolongada contra o FMI é uma oportunidade de ouro para quem manda de facto na CGTP.

Carvalho da Silva disse, julgo pela primeira vez, que não tem relações com o senhor que por acaso é Secretário-Geral do PCP que mais que nunca quer o controle férreo da CGTP.
Acrescentou, com pura ironia, que a relação entre CGTP e PCP se faz no seio das relações institucionais "conhecidas".

Tudo aponta para que o senhor que se segue e que já todos sabemos que é Arménio Carlos resolva as tensões a favor do PCP.
Os bastidores devem estar muito activos, para que coopte os clássicos representantes das minorias. Quem sabe se é desta que a UDP e/ou o PSR chegam à Comissão Executiva, donde foram sempre banidos, como sinal da nova "abertura" e recompensa pelo realinhamento do BE como aliado do PCP, já não apenas no Parlamento Europeu, mas também nas legislativas.

Carvalho da Silva tornou pública a chave do seu problema.
Um Secretário-Geral da CGTP que declara que não tem relações com o Secretário-Geral do PCP não tem futuro.
A menos que fosse o outro a não tê-lo. Mas essa batalha os comunistas com quem Carvalho da Silva poderia contar já a perderam há muito.

P.P., 10.5.2011, http://bancocorrido.blogspot.com/2011/05/chave-para-sucessao-na-cgtp.html


De Desafios das Centrais Sindicais. a 17 de Maio de 2011 às 10:42
Os desafios dos que defendem a abertura da CGTP ao mundo actual

No último congresso da CGTP, o PCP impôs à central uma política isolacionista no quadro do movimento sindical internacional.
Assim, esta ficou de fora da recém-criada e abrangente Confederação Sindical Internacional, que reúne as várias facções do sindicalismo livre a nível mundial.

A submissão da CGTP à agenda de resistência do movimento comunista internacional, em vez da sua participação na reovação do sindicalismo livre é um dos pontos em que melhor se expressa a encruzilhada em que a central se encontra.

- Para continuar (central) SINDICAL precisa de se emancipar do PCP ou precisaria de um PCP que não a quisesse amarrar tão fortemente à sua agenda ideológica.
- Para continuar UNIDA precisa de encontrar uma plataforma de convivência com o pensamento sindical da direcção do PCP, que tende a reduzi-la a correia de transmissão.

Não é fácil imaginar como este nó se desata.
No quadro desta reflexão, num gesto que me parece extremamente relevante e com raros precedentes, uma dezena de sindicatos que votaram contra a orientação maioritária e defenderam a adesão à CSI, organizam hoje, no Hotel Zurique, em Lisboa, uma conferência sindical internacional sobre "os desafios da acção e organização sindical e a CSI no combate à crise".
Eles sabem, certamente, a dimensão do desafio que lançam.

P.Pedroso, 7.11.2009, http://bancocorrido.blogspot.com/2009/11/os-desafios-dos-que-defendem-abertura.html
---------------

Anónimo disse...

É engraçado estes srs do PS falarem e tecerem criticas à CGTP e dizer que é a correia de transmissão do PCP.

Mas então e a UGT que foi criada com o principal, se calhar único propósito de dividir o movimento sindical- ( a tal unicidade sindical tão do desagrado do PS e dos seus dirigentes de então e de agora, pelo que vejo mas que já não se aplica ao patronato !?)-
- não é , e de q. maneira, a correia de transmissão do PS. !! ?? !! ?? !!

Quem tem telhados de vidro melhor seria que não mandasse pedras para o ar porque lhe podem cair em cima.


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