Obrigar a U.E. a mudar de política
Soares : "Bélgica, Espanha e Itália poderão ser as próximas vítimas",  Económico 24/05/11
Os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União.

     Os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União.

Mário Soares diz que a União Europeia vai ter de mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não.

    O antigo Presidente da Repúbllica escreve hoje no DN que "a União Europeia vai mal (...) a União Europeia não vai poder aguentar, por muito mais tempo, a política neoliberal que tem prosseguido". É que "ao contrário da América do Norte, [a UE] tem persistido em não ver a realidade e em não querer mudar de paradigma ou seja: o modelo económico de desenvolvimento", acrescenta.

    Diz Soares que "os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União, por enquanto apenas os considerados mais fracos, e a sobrepor-se a todos os outros valores: às conquistas sociais, às políticas de bem-estar, ao pleno emprego, aos próprios valores éticos..."

    E critica: "Perante a crise que se vai estendendo a toda a União, o que conta, para os líderes europeus, é manter os equilíbrios financeiros: combater os deficits e o endividamento externo. Esquecendo o desenvolvimento económico, os perigos da recessão, o desemprego alarmante e as desigualdades sociais".

    "Não admira, assim, dados os exemplos citados, que comece a alastrar um espírito de mal-estar e mesmo de indignação, contra os líderes comunitários, pelas populações europeias", sublinha o histórico socialista.

         "Mercados especulativos não vão desistir de ganhar dinheiro" (enquanto a UE não os regular...)

Mário Soares explica ainda que "num momento difícil de crise, os portugueses devem perceber que, em grande parte, as nossas dificuldades dependem da evolução da União Europeia, que nos condiciona"

"Portugal, a Grécia e a Irlanda - embora, tenham, entre si, diferenças consideráveis - deviam conversar e definir uma estratégia comum relativamente à União. Somos velhos Estados, com histórias que, de diferentes ângulos, marcaram a Europa, o que nos dá o direito a sermos ouvidos e respeitados", acrescenta.

É que "os mercados especulativos não vão desistir de ganhar dinheiro. Outros Estados vão ser igualmente atacados. A Bélgica, a Espanha, a Itália, talvez mesmo a França, poderão ser as próximas vítimas, o que obrigaria a União a mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não", defende o socialista.



Publicado por Xa2 às 13:03 de 24.05.11 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 24 de Maio de 2011 às 14:20
Neste momento, e como diria o outro, quantos mais «melhor»...
Penso que se chama de «normal» aquilo que as maiorias fazem...
Portanto se todos deverem passa a normal... e os «anormais» são os outros, os que têm as contas públicas em ordem... isto é, se porventura existem algum país assim...
E então até podemos contar com os Estados Unidos da América a «cantar» connosco: «Não pagamos, não pagamos... Não pagamos, não pagamos»!
Assim até já entendo quando se diz que o «dever» é uma «honra»...


De Zé T. a 24 de Maio de 2011 às 13:38
«...
Ora os mercados especulativos não vão desistir de ganhar dinheiro.
Outros Estados vão ser igualmente atacados.
A Bélgica, a Espanha, a Itália, talvez mesmo a França,
poderão ser as próximas vítimas, o que obrigaria a União a mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não.

E é então que se abrirá, para nós - e para as restantes vítimas - uma janela de novas oportunidades, que teremos de estar preparados para aproveitar,
E a União Europeia a pôr fim ao ciclo de decadência e a ganhar um novo dinamismo e prestígio na cena internacional.
-----------------------

Mas 1º os CIDADÃOS têm de se manifestar expressivamente e pressionar os seus representantes políticos para estes levarem à UE (Comissão, Parlamento, Cons.Ministros Finanças, ...) uma clara e dura Mensagem, « é imperioso :

- REGULAR os MERCADOS (e sua AGIOTAgem),

- acabar com as OFFSHORES,

- criar uma Agência Europeia de ''rating'' e levar a tribunal (por manipulação, fraude, corrupção, ...) as outras,

- Criar um ORÇAMENTO EUROPEU comum e IMPOSTOS comuns, e títulos de tesouro comum,

- controlar/restringir as IMPORTAÇÔES de países que praticam ''DUMPING'' económico, social e ambiental

- Controlar o BCE e FEEF , pondo-os ao serviço do Desenvolvimento dos países/regiões europeias, do crescimento económico e do pleno emprego;

- Criar um verdadeiro exército Europeu (reduzindo os 'nacionais'), e política externa comum.

i.e. criar um verdadeiro espaço de União, Solidariedade e Desenvolvimento, tipo con-FEDERAÇÂO .»


De Cidadania Activa e Manif permanente. a 24 de Maio de 2011 às 14:01

Protesto na Grécia

Cidadãos querem o povo a ditar "as regras do jogo"
por LusaHoje

Representantes de um movimento cívico grego concentram-se à porta do Parlamento, em Atenas, para exigir que seja o povo a ditar "as regras do jogo", quando o governo tenta um consenso político para aprovar medidas de austeridade suplementares.

"Estamos aqui para protestar contra o acordo feito entre o Governo os representantes europeus", disse à agência Lusa Jordan Genitsaris, um jovem grego de 32 anos, que faz parte do movimento '300 Gregos', que está desde sábado à porta do Parlamento, em Atenas.

"Queremos que o primeiro-ministro saia e que nos deixe fazer as regras do jogo", acrescentou Jordan Genitsaris, referindo que estas regras consistiriam em deixar os gregos governarem o país, com o afastamento dos políticos.

O movimento '300 Gregos' reivindica a saída dos 300 deputados que estão no Parlamento grego e foi criado por cidadãos que se sentiram afectados pela crise que a Grécia atravessa.

Com Jordan Genitsaris estão outros três jovens gregos, sentados em cadeiras de praia em frente ao Parlamento, que dizem que a ideia é manter o protesto, que decorre de forma pacífica.

"A ideia é continuar aqui", afirmou Jordan Genitsaris.

O jovem disse que o reduzido número de manifestantes que esta manhã está junto ao Parlamento grego se deve ao facto de ser horário de trabalho, acrescentando que ao final do dia "podem ser 100 pessoas ou mais".

Na Grécia, existem vários movimentos cívicos que contestam as medidas de austeridade aplicadas pelo governo.

Outro dos exemplos é um movimento que apela ao boicote ao pagamento das portagens nas autoestradas.

Os protestos começaram no início do ano para contestar o aumento do preço das portagens.

"Chegamos a ter de pagar portagens em estradas que ainda não estão concluídas", disse Jordan Genitsaris.

O governo grego tenta alcançar um consenso político para a aprovação de medidas de austeridade suplementares, no valor de seis mil milhões de euros.

O governo de Atenas recebeu até ao momento 53 mil milhões de euros do total da ajuda externa acordada com os parceiros europeus e Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 110 mil milhões de euros.

Hoje, o ministro das Finanças grego, Yorgos Papaconstantínu, reafirmou que o país declarará a bancarrota se não receber uma quinta tranche de ajuda externa no valor de 12 mil milhões de euros até 26 de Junho.

-------------------------------

Na Islândia, os cidadãos derrubaram o governo, fizeram eleições e um 'partido/união de cidadãos' formado em poucas semanas, ganhou as eleições, fez novo governo e nova constituição, e prenderam responsáveis políticos e financeiros, ...

em várias cidades de Espanha, Portugal e outros países ... mantém-se e cresce o Movimento «Democracia Real Já»,
em consonância com os movimentos «ATTAC», «M12M»/geração à Rasca, «FERVE-recibos verdes», desempregados indignados , ...


De Urgente resposta global da UE.à crise a 24 de Maio de 2011 às 14:03

CRISE
FMI: Resposta mais forte por parte da Europa é urgente
Margarida V.Lopes, Econ. 20/05/11

.O chefe da missão do FMI para a Irlanda disse hoje que a Europa precisa de um pacote de medidas mais abrangente para resolver a crise.

Ajai Chopra alertou, esta sexta-feira, para o facto de a Europa precisar de um pacote de medidas mais abrangentes que seja capaz de dar resposta à crise de forma eficaz.

Para aquele responsável do FMI, "um elemento-chave para uma solução mais europeia mais abrangente é ter uma estrutura de gestão de crise mais ampla que a actual". Na mesma ocasião, Chopra sublinhou ainda a necessidade de se fazer um 'upgrade' ao Fundo de Estabilização Europeu.

O chefe da missão do FMI para a Irlanda referiu ainda que "a magnitue e os termos dos financiamentos [feitos pelo fundo europeu] têm que ser de tal forma que convençam os credores particulares de que os encargos com a dívida vão ser sustentáveis mesmo em cenários adversos e que uma reestruturação da dívida é um cenário inexistente".

Chopra defendeu ainda rigorosos testes de stress à banca europeia, e "devem ser acompanhados, quando apropriado, por uma recapitalização, e em alguns casos, os bancos podem mesmo precisar de ser reestruturados ou então encerrados", concluiu.


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